Notícias cripto LATAM: Bit2Me mira expansão na América Latina, Paraguai luta contra extorsões de Bitcoin

Notícias cripto LATAM: Bit2Me mira expansão na América Latina, Paraguai luta contra extorsões de Bitcoin
Noris Soto
21 de jun. de 2025, 06:46 AM
  • A Bit2Me se expande para a América Latina e Europa, apoiada por parcerias e forte conformidade de segurança.
  • A extorsão cibernética baseada em Bitcoin destaca a necessidade urgente de defesas digitais mais fortes no Paraguai.
  • A B3 lança futuros de Ethereum e Solana denominados em USD para atrair investidores internacionais de criptomoedas.

O cenário cripto da América Latina continua a evoluir, com novos produtos e expansões regionais destacando seu rápido crescimento.

A notícia mais notável desta semana é que a Bit2Me, uma das maiores exchanges de criptomoedas da Espanha, está planejando expandir as operações na América Latina.

O Paraguai, por outro lado, anunciou um novo esforço para combater hackers e extorsões baseados em Bitcoin à medida que o setor de criptomoedas do país se expande.

Bit2Me visa expansão na América Latina

A Bit2Me, uma renomada exchange criptomoedas na Espanha, anunciou planos de expansão para a América Latina como parte de sua estratégia de crescimento global.

A empresa planeja aumentar a receita de US$ 24 milhões em 2024 para US$ 26 milhões em 2025 por meio de uma combinação de expansão global e relacionamentos estratégicos com bancos locais em grandes mercados como Argentina, Peru, Brasil e México.

A Bit2Me também planeja alcançar outros mercados europeus, como Portugal, Itália e França, auxiliada por seus esforços para garantir a licença MiCA.

Com mais de 1,2 milhão de membros e € 3 bilhões em volume de transações em 2024, a Bit2Me está se concentrando em conformidade e medidas avançadas de segurança, consolidando sua posição como uma das exchanges mais seguras da Espanha.

Ataques cibernéticos aumentam no Paraguai

O Paraguai recentemente se tornou um alvo comum de ataques cibernéticos, com hackers frequentemente exigindo Bitcoin como uma espécie de resgate.

Esses ataques, que incluem o roubo de dados confidenciais e campanhas de ransomware, têm como alvo organizações públicas e comerciais.

O hackeamento da conta oficial do presidente Santiago Peña no Twitter resultou em um anúncio falso sobre a legalização do Bitcoin, causando alarme.

Embora a conta tenha sido restaurada imediatamente, a violação expôs as fraquezas digitais do país e a crescente complexidade dos ataques cibernéticos.

Em resposta a esses riscos crescentes, o Paraguai implementou a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética 2025-2028.

Gustavo Villate, ministro das Tecnologias da Informação e Comunicação, lidera o plano, que se concentra na proteção de infraestruturas críticas, treinamento em segurança cibernética e cooperação internacional.

As Forças Armadas também estão desempenhando um papel importante na implementação. A estratégia pretende tornar o ecossistema digital do Paraguai mais seguro, diminuindo o erro humano e fortalecendo a resiliência institucional.

No entanto, seu sucesso depende de uma excelente execução e colaboração com aliados como Estados Unidos, Israel e Taiwan.

Bolsa brasileira B3 lança futuros de Ethereum e Solana

A B3, maior bolsa de valores do Brasil, anunciou contratos futuros para Ethereum (ETH) e Solana (SOL) na segunda-feira, aumentando seu portfólio de criptoativos regulamentados à medida que a demanda por produtos financeiros baseados em blockchain cresce.

Os novos derivativos representam um passo significativo para a B3, que vem estabelecendo progressivamente um ecossistema de mercado de criptomoedas regulamentado na maior economia da América Latina.

Os contratos serão precificados em dólares americanos e farão referência aos preços de referência Nasdaq Ether e Nasdaq Solana.

Esse desenvolvimento é um marco significativo para o sistema financeiro do Brasil, demonstrando a disposição do país de incorporar produtos regulamentados de criptomoedas em uma estrutura de câmbio regular.

Ao fornecer ferramentas avançadas para investidores institucionais e de varejo, a B3 está posicionando o Brasil como líder regional em finanças de criptomoedas, ao mesmo tempo em que incentiva a inovação no ecossistema de ativos digitais em expansão do país.