Notícias cripto da América Latina: El Salvador dobra a aposta no Bitcoin enquanto a Argentina lidera a tokenização do lítio

Notícias cripto da América Latina: El Salvador dobra a aposta no Bitcoin enquanto a Argentina lidera a tokenização do lítio
Noris Soto
13 de jul. de 2025, 09:31 AM
  • El Salvador continua comprometido com o Bitcoin, usando-o como uma ferramenta de inclusão econômica, apesar da pressão global.
  • A Argentina adota a tokenização do lítio para atrair investimentos e liderar a mineração sustentável na América Latina.
  • O projeto Drex do Brasil ganha força, mostrando potencial na tokenização imobiliária.

O cenário cripto da América Latina continua a evoluir, com novos produtos e expansões regionais destacando seu rápido crescimento.

A notícia mais notável desta semana é que o Bitcoin atingiu um novo recorde histórico, sendo negociado acima de US$ 116.000, o que elevou as participações de El Salvador para mais de US$ 722 milhões, chegando a US$ 726 milhões em um ponto.

A Argentina, por outro lado, continua avançando com seus planos de tokenizar ativos como reservas de lítio em San Juan, usando a blockchain Cardano.

El Salvador dobra a aposta no Bitcoin em meio a um novo recorde histórico

O Bitcoin atingiu um novo recorde histórico, sendo negociado acima de US$ 116.000, o que elevou as participações de El Salvador para mais de US$ 722 milhões, chegando a US$ 726 milhões em um ponto.

Apesar das fortes críticas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que instou o país a reduzir suas compras de BTC em troca de um contrato de empréstimo de US$ 1,4 bilhão, El Salvador continua a expandir seu portfólio de Bitcoin.

Com 6.234 BTC, o governo vê a criptomoeda como mais do que um investimento - é uma ferramenta para inclusão financeira e independência dos sistemas bancários tradicionais.

Desde que tornou o Bitcoin moeda legal em 2021, El Salvador adotou a criptomoeda para reduzir os custos de remessa, aumentar a autonomia econômica e proteger seus cidadãos da inflação.

Embora a política permaneça controversa, principalmente entre instituições como o FMI, o governo Bukele está firme em sua confiança de que o Bitcoin impulsionará o destino econômico do país.

À medida que a tendência de alta do Bitcoin continua, as participações de El Salvador podem subir mais, consolidando o papel pioneiro do país na adoção global de criptomoedas.

Argentina lidera tokenização de lítio com inovação em blockchain

Em um movimento inovador, a empresa paraguaia Atómico3 e a Hua Lian Mining de Taiwan colaboraram para tokenizar reservas de lítio em San Juan, Argentina, por meio da blockchain Cardano.

Esse esforço representa um passo significativo para combinar a mineração tradicional e a tecnologia blockchain, permitindo que os ativos de lítio sejam representados como moedas digitais.

Essas moedas estarão disponíveis para investidores institucionais e de varejo, aumentando a transparência, a rastreabilidade e o acesso a financiamento para projetos de energia renovável.

A Argentina se estabeleceu como pioneira em tecnologia de mineração na América Latina, convertendo reservas físicas de lítio em ativos digitais.

O processo de tokenização compreende certificação de reserva, implementação de contrato inteligente e conectividade blockchain para fornecer segurança e transparência.

Essa estratégia não apenas permite o investimento global, mas também promove a sustentabilidade e a governança descentralizada, abrindo caminho para outros países ricos em lítio, como Chile, Peru e Bolívia.

USDC expande alcance B2B com novas parcerias no Brasil

A Circle, empresa por trás da stablecoin USDC, anunciou uma cooperação com a HiFi Bridge para facilitar as transferências B2B internacionais entre os Estados Unidos, Brasil e Hong Kong.

HiFi, uma plataforma de API destinada a facilitar os pagamentos da empresa, foi integrada à Circle Payments Network.

Esse movimento segue uma tentativa semelhante em junho, quando a Coinbase colaborou com a fintech brasileira Matera para oferecer transações USDC via PIX, sinalizando a adoção antecipada de pagamentos digitais na região.

Em 2024, o setor mundial de pagamentos B2B gerou mais de US$ 905 bilhões, com os Estados Unidos contribuindo com US$ 160 bilhões para a América Latina. Só o Brasil recebeu US$ 330 milhões em remessas em maio de 2025.

A Visa também se juntou ao campo com a Kob Visa, relatando um crescimento de transações de 30 vezes e um mercado B2B estimado em US$ 85 trilhões.

Enquanto isso, o Drex, o experimento de moeda digital do Brasil, mostra-se promissor na tokenização imobiliária, com as autoridades elogiando sua capacidade de melhorar a eficiência e a transparência.