Paquistão e El Salvador fazem parceria com Bitcoin enquanto FMI se opõe a planos de mineração

Paquistão e El Salvador fazem parceria com Bitcoin enquanto FMI se opõe a planos de mineração
Diya Poddar
17 de jul. de 2025, 06:26 AM
  • O negócio se concentra no compartilhamento de conhecimento em Bitcoin e blockchain.
  • FMI bloqueia a proposta do Paquistão de subsidiar a energia de mineração BTC.
  • Primeiro acordo transfronteiriço colocando a criptomoeda no centro das relações exteriores.

O Paquistão e El Salvador lançaram um acordo bilateral formal para promover a cooperação em criptomoedas, marcando a primeira instância de um pacto transfronteiriço que coloca os ativos digitais na vanguarda da política externa.

O acordo, centrado no compartilhamento de conhecimento, segue uma recente reunião na América do Sul entre Bilal bin Saqib, assistente especial do primeiro-ministro do Paquistão em criptomoedas e blockchain, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

Isso ocorre enquanto o Paquistão trabalha para estabelecer uma reserva de Bitcoin liderada pelo governo, enquanto El Salvador continua a expandir sua estratégia federal de ativos digitais, que começou em 2021.

A reunião entre Saqib e Bukele se concentrou em estabelecer uma parceria para transferir conhecimento sobre governança e estratégia de criptomoedas, de acordo com um relatório da Bloomberg.

Reservas de Bitcoin de El Salvador atingem 6.238 BTC

As participações totais de Bitcoin de El Salvador agora são de 6.238 BTC, o equivalente a aproximadamente US$ 745 milhões nas taxas atuais de mercado.

Essas reservas fazem parte de uma estratégia nacional mais ampla, iniciada em setembro de 2021, quando o país se tornou o primeiro a adotar o Bitcoin como moeda legal.

Apesar do escrutínio global, El Salvador continuou a comprar o ativo e integrar tecnologias baseadas em blockchain em sua economia.

Esse acúmulo contínuo reflete a política do presidente Bukele de posicionar o Bitcoin como um ativo soberano de longo prazo.

De acordo com uma declaração anterior do governo em junho, o Bitcoin continua sendo um componente central dos planos de diversificação econômica do país.

O novo acordo com o Paquistão visa transferir a experiência de El Salvador em governança de ativos digitais e desenvolvimento de infraestrutura.

Paquistão mira reserva de Bitcoin em meio a restrições do FMI

Em contraste, o Paquistão ainda está nos estágios iniciais de exploração de uma estratégia centralizada de criptomoedas.

O governo do país anunciou recentemente sua intenção de criar uma reserva estratégica de Bitcoin, com o apoio do estado.

No entanto, seus planos de subsidiar energia para mineração de Bitcoin foram bloqueados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que levantou preocupações sobre o papel da criptomoeda na governança do Estado.

No início deste mês, o FMI recusou a proposta do Paquistão de alocar 2.000 megawatts de eletricidade para operações de mineração de Bitcoin, citando sua posição contra a inclusão de criptomoedas em estruturas econômicas oficiais.

A rejeição ocorre no contexto do acordo de empréstimo de US$ 7 bilhões existente do Paquistão com o FMI, que permanece em vigor até 2027.

O fundo tem consistentemente desencorajado os países sob seus programas de apoio financeiro de adotar ou promover moedas digitais.

Parceria de compartilhamento de conhecimento oferece vantagens estratégicas

A nova aliança com El Salvador pode ajudar o Paquistão a superar alguns desses obstáculos institucionais.

Ao acessar insights sobre como El Salvador estruturou suas aquisições de Bitcoin, lidou com estruturas regulatórias e continuou as operações de cripto, apesar da pressão do FMI, o Paquistão pode desenvolver uma estratégia mais sustentável adaptada às suas próprias restrições.

Embora os dois países estejam em diferentes estágios de integração de criptomoedas, a parceria formaliza esforços para trocar conhecimentos técnicos, políticos e econômicos.

Para o Paquistão, alinhar-se com um país que incorporou o Bitcoin à governança nacional também pode fornecer alavancagem nas discussões globais em andamento sobre a legitimidade dos ativos digitais.