Criptomoeda LATAM: Adoção de blockchain cresce, enquanto FIRU estreia na exchange global

Criptomoeda LATAM: Adoção de blockchain cresce, enquanto FIRU estreia na exchange global
Noris Soto
16 de ago. de 2025, 11:00 AM
  • A LATAM lidera na Web3, com Brasil, Argentina e México, mas a regulamentação e a educação ficam para trás.
  • O token FIRU promove o bem-estar animal com IDs de blockchain e acessibilidade global.
  • A autocustódia do Bitcoin em El Salvador cresce com educação, ferramentas de hardware e pressão pela soberania financeira.

A LATAM está se estabelecendo como um centro vital no ecossistema global de bitcoin, com novos marcos demonstrando rápida aceitação e criatividade crescente.

Os destaques desta semana incluem um aumento nos casos de uso de blockchain em toda a região, desde remessas até inclusão financeira, bem como a listagem internacional do token FIRU na Coinstore, um projeto que começou no Peru e agora está recebendo reconhecimento global.

Essas iniciativas não apenas destacam a liderança da região na Web3, mas também demonstram como os requisitos locais e as mudanças legislativas estão impulsionando a próxima onda de crescimento de criptomoedas na América Latina.

LATAM como um hub estratégico para blockchain: relatório

A América Latina emergiu como líder global na adoção de blockchain, impulsionada por uma necessidade urgente de abordar questões sociais e econômicas.

De acordo com o Relatório Blockchain na América Latina 2025 da Sherlock Communications, a região está usando a tecnologia Web3 para aumentar a inclusão financeira, automatizar remessas e tokenizar ativos.

Países como o México estão vendo uma tremenda adoção impulsionada por volumes recordes de remessas, com empresas como Bitso e Félix Pago processando bilhões de dólares por meio de canais de criptomoedas.

Além do setor bancário, o blockchain está sendo investigado para auditorias eleitorais, tokenização imobiliária e até mesmo esforços sociais, como monitoramento transparente de doações.

De acordo com o relatório, Brasil, Argentina e México têm os ecossistemas mais estabelecidos, com Colômbia e Peru emergindo como novos atores.

O Ethereum domina a atividade on-chain na região, respondendo por mais de 75% das transações, seguido pelo Polygon (20%).

A Argentina é notável por utilizar stablecoins como proteção contra a inflação, enquanto o Brasil lidera a adoção de usuários com 25 milhões de investidores em criptomoedas.

Apesar da estrutura regulatória fragmentada, o ímpeto está crescendo, alimentado pelo interesse institucional e novas empresas.

No entanto, o documento informa que a educação financeira, a clareza regulatória e os regimes tributários ainda são essenciais para manter a confiança e a adoção a longo prazo.

Listagem de tokens FIRU: expandindo o blockchain para o bem-estar animal

Hoje (16 de agosto), o World Animal Registry alcançará um marco significativo ao listar sua criptomoeda FIRU na exchange mundial Coinstore.

O programa, fundado no Peru como Firulaix, usa blockchain para registrar animais usando microchips com certificação ISO, armazenar dados estruturados no IPFS e registrar identificadores exclusivos em contratos inteligentes.

O projeto garante transparência, rastreabilidade e acessibilidade global usando o FIRU como um token de utilidade ERC-20 e gerenciando IDs de animais exclusivos de acordo com os padrões ERC-721. Eu

Já foi adotado na América Latina, Espanha e Estados Unidos, onde os regulamentos de microchip permitem uma integração perfeita.

Atualmente, a plataforma gerencia mais de 12.000 registros e trabalha com mais de 100 clínicas veterinárias, com planos de expansão para registros de fazendas e animais exóticos.

Além dos cães, desenvolveu IDs digitais para veterinários, protegeu históricos clínicos e permitiu transferências de propriedade transfronteiriças sem atrito.

Com a listagem da Coinstore, ONGs e abrigos em todo o mundo terão acesso direto à FIRU para doações e pagamentos, reforçando os esforços de bem-estar animal.

As ambições futuras incluem a construção de seu blockchain - um fork Celo - e a entrega da plataforma 3.0, que integrará sistemas de gerenciamento veterinário com pagamentos e rastreabilidade, estabelecendo firmemente a FIRU como uma pedra angular da inovação em cuidados com animais.

A ascensão da autocustódia do Bitcoin em El Salvador

Desde que El Salvador adotou o Bitcoin como moeda legal em 2021, a autocustódia emergiu como um assunto-chave na discussão sobre independência e segurança financeira.

Ronny Avendaño, um salvadorenho criado no Canadá, fundou a The Bitcoin Hardware Store em Playa El Zonte com Jamie Robinson em 2024 para resolver a falta de acesso local a itens técnicos, como carteiras e nós de hardware.

A loja não apenas oferece dispositivos de código aberto como Blockstream Jade e SeedSigner, mas também atua como um centro de aprendizado, hospedando workshops sobre a importância de manter chaves privadas e compreender o valor único do Bitcoin.

O interesse na autocustódia aumentou depois que a carteira Chivo do governo foi fechada, fazendo com que muitos cidadãos explorassem maneiras alternativas de preservar seu dinheiro.

Hoje, os salvadorenhos representam cerca de 30% da base de clientes da loja, um afastamento de sua clientela estrangeira inicial. Avendaño vê as carteiras de hardware como um investimento de longo prazo em segurança, apesar de seu alto custo inicial de cerca de US$ 100.

Sua ambição é estender as lojas nacionalmente dentro de cinco anos, com o apoio das comunidades locais e aulas gratuitas em espanhol e inglês, ajudando os indivíduos a alcançar a verdadeira independência financeira por meio do Bitcoin.