Trump estabelece prazo para o Hamas aceitar plano de paz em Gaza e alerta para consequências

Trump estabelece prazo para o Hamas aceitar plano de paz em Gaza e alerta para consequências
Utkarsh Roshan
03 de out. de 2025, 12:21 PM
  • Trump dá ao Hamas até domingo para aceitar a proposta de paz em Gaza.
  • O plano exige a libertação de reféns, a exclusão do Hamas e nenhuma anexação israelense.
  • A IDF acusa o Hamas de bloquear evacuações e usar civis como escudos.

O presidente Donald Trump deu ao Hamas até a noite de domingo para concordar com seu plano proposto para acabar com a guerra em Gaza, alertando para consequências sem precedentes se o grupo não assinar.

Em um post de mídia social na sexta-feira, Trump disse: "Um acordo deve ser alcançado com o Hamas até domingo à noite às SEIS (16h), horário de Washington, DC. Todos os países assinaram! Se este acordo de ÚLTIMA CHANCE não for alcançado, todo o INFERNO, como ninguém jamais viu antes, irromperá contra o Hamas.

Detalhes da proposta

Trump anunciou o plano de 20 pontos no início desta semana ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

A proposta pede a libertação de todos os reféns mantidos pelo Hamas e descarta qualquer papel futuro do grupo, designado como organização terrorista pelos EUA e pela União Europeia, em Gaza.

Em troca, Israel libertaria quase 2.000 prisioneiros e se comprometeria a não ocupar ou anexar o território.

Netanyahu assinou o acordo e Trump reivindicou o apoio de vários aliados do Oriente Médio. O Hamas, no entanto, ainda não respondeu.

Líderes árabes e muçulmanos têm instado o grupo a aceitar o plano, citando a necessidade urgente de acabar com os combates e resolver o agravamento da crise humanitária em Gaza.

Pressão sobre o Hamas

Na terça-feira, Trump disse que o Hamas tinha "cerca de três ou quatro dias" para decidir.

Se rejeitado, Israel indicou que continuará sua ofensiva militar com o objetivo de capturar a Cidade de Gaza.

Os líderes políticos do Hamas se reuniram esta semana com autoridades do Catar, Egito e Turquia.

A delegação disse que estava revisando cuidadosamente o plano, esclarecendo detalhes técnicos e consultando outras facções palestinas antes de emitir uma resposta formal.

Em seu último aviso, Trump pediu a "todos os palestinos inocentes" que deixem as áreas de combates pesados para zonas mais seguras, acrescentando que as vidas dos combatentes do Hamas seriam poupadas sob o acordo se todos os reféns, "INCLUINDO OS CORPOS DAQUELES QUE ESTÃO MORTOS, AGORA!" fossem libertados.

Reivindicações da IDF sobre combate

As Forças de Defesa de Israel disseram na sexta-feira que o Hamas estava impedindo os civis de evacuar a Cidade de Gaza e outras zonas de combate para a zona humanitária designada no sul.

A IDF acusou ainda o Hamas de usar civis como escudos humanos, dizendo que "vários agentes do Hamas foram vistos tentando usar crianças palestinas como escudos humanos".

Os militares disseram que esses agentes foram mortos mais tarde em ataques de drones sem vítimas civis.

De acordo com o IDF, aproximadamente 870.000 pessoas deixaram a Cidade de Gaza, de cerca de um milhão de residentes que viviam lá antes de Israel lançar sua ofensiva.