Morgan Stanley busca entrar na corrida dos ETFs cripto com produtos Bitcoin e Solana

Morgan Stanley busca entrar na corrida dos ETFs cripto com produtos Bitcoin e Solana
Diya Poddar
06 de jan. de 2026, 10:15 AM
  • O Morgan Stanley Bitcoin Trust manterá o Bitcoin diretamente e acompanhará seu preço.
  • As ações serão criadas e resgatadas por participantes autorizados e negociadas por investidores de varejo.
  • Os documentos seguem a decisão do banco de abrir o acesso a fundos cripto para todos os clientes a partir de 15 de outubro.

A Morgan Stanley deu mais um passo no rápido mercado de investimentos em criptomoedas ao protocolar a documentação para lançar dois fundos negociados em bolsa à vista vinculados a ativos digitais.

Hoje, 6 de janeiro, o banco de Wall Street enviou um registro S-1 à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA para um ETF de Bitcoin e, separadamente, para um ETF Solana.

A mudança coloca a gigante da gestão de patrimônio ao lado de players consolidados como BlackRock e Fidelity, que já operam produtos semelhantes no mercado dos EUA.

O documento destaca como as instituições financeiras tradicionais estão expandindo sua presença no setor cripto, à medida que a demanda dos clientes vai além dos primeiros adotantes e investidores especializados.

Um novo participante em ETFs

O produto proposto se chama Morgan Stanley Bitcoin Trust.

De acordo com o documento, o trust foi projetado para acompanhar o preço do Bitcoin por meio de participações diretas, e não de derivativos ou estratégias alavancadas.

Essa estrutura o alinha com outros ETFs de Bitcoin à vista aprovados nos últimos anos.

A Morgan Stanley também entrou com pedido de ETF Solana no mesmo dia, sinalizando interesse em oferecer exposição a mais de um ativo digital importante.

Os documentos sublinham um esforço mais amplo dos grandes bancos para acompanhar o apetite dos investidores por produtos cripto regulados.

Como o trust opera

O fundo Bitcoin calculará seu valor líquido ativo diariamente usando um benchmark de preços derivado das principais exchanges à vista.

O fundo é passivo e não ajusta as posições em resposta a movimentos do mercado ou sinais de negociação.

As ações serão criadas e resgatadas em grandes blocos por participantes autorizados. Essas transações podem ocorrer tanto em dinheiro quanto em espécie.

Uma vez emitidas, as ações podem ser negociadas por investidores de varejo nos mercados secundários por meio de contas de corretagem padrão. O símbolo do produto ainda não foi divulgado.

Essa estrutura espelha a mecânica dos ETFs de Bitcoin à vista existentes, oferecendo pontos de acesso familiares para investidores que preferem títulos listados à propriedade direta de criptomoedas.

Acesso mais amplo às criptomoedas

Os pedidos de ETF surgem enquanto a Morgan Stanley continua ampliando a gama de opções de investimento vinculadas a criptomoedas disponíveis por meio de seu negócio de gestão de patrimônio.

O banco tem posicionado cada vez mais ativos digitais dentro de sua linha mais ampla de produtos, permitindo que consultores discutam exposição regulada a criptomoedas ao lado das classes tradicionais de ativos.

Essa abordagem reflete um esforço para integrar produtos cripto à construção do portfólio de maneira mais estruturada e conforme, em vez de tratá-los como investimentos de nicho ou independentes.

Impulso institucional

A decisão de Morgan Stanley ocorre em meio ao crescente envolvimento institucional nos mercados cripto.

O segmento de ETFs à vista de Bitcoin expandiu-se rapidamente desde que a SEC aprovou esses fundos há dois anos.

A proposta de Morgan Stanley adiciona mais um nome importante a um campo cada vez mais competitivo, reforçando o papel das grandes instituições financeiras na forma como as criptomoedas são acessadas por meio dos canais de investimento tradicionais.