Um bom consolidador de carteira faz muito mais do que mostrar se seus investimentos subiram ou caíram. Ele reúne várias contas em um só lugar, acompanha a rentabilidade de diferentes classes de ativos e, cada vez mais, agrega análise, alertas, ferramentas de imposto de renda e recursos de inteligência artificial.
A ferramenta certa depende do que você tem na carteira e de como você investe. Por isso comparamos as principais opções em acompanhamento gratuito, ações, aplicativos, análise, proventos, integração com a B3, apuração de imposto, investimentos no exterior e patrimônio total.
Nossos rankings se baseiam em testes práticos sempre que possível, somados a dados verificados de preço, integrações e funcionalidades.
Nosso painel de especialistas reúne mais de 60 anos de experiência combinada em ações, criptomoedas, forex e commodities. Cada plataforma é testada na prática: abrimos uma conta real, depositamos fundos, exploramos os recursos, entramos em contato com o suporte ao cliente e fazemos um saque, antes de escrever uma única palavra.
Cada serviço é então pontuado em 8 categorias (custo, confiabilidade, experiência do usuário, depósitos e saques, opções de investimento, variedade de mercados, ferramentas de pesquisa e recursos educacionais) para gerar uma classificação de até 5 estrelas. Nosso conteúdo editorial é independente e nunca é influenciado por anunciantes ou relações comerciais.
Leia nossa metodologia de avaliação e nossas diretrizes editoriais.
Uma observação sobre conflitos de interesse
No Brasil, boa parte dos consolidadores pertence a quem também quer sua custódia. A Kinvo foi comprada pelo BTG Pactual por R$72 milhões e clientes BTG ganham conexão direta e cotações em tempo real exclusivas. A Suno lançou uma assessoria sob a marca Status Invest, com participação minoritária da XP. A Gorila compra fatias de 10% a 20% dos escritórios de assessoria que atende. A Fliper, que era o principal consolidador baseado em Open Banking, foi comprada pela XP em 2020 e desligada. Sinalizamos essas relações em cada análise, porque elas ajudam a explicar para onde cada produto está te empurrando.
Qual é o melhor consolidador de carteira?
O melhor consolidador de carteira no geral é o Kyro, que combina sincronização automática de várias contas com research de investimentos gratuito e inteligência artificial que conhece a sua carteira, por 12 $ ao mês (cerca de R$62). Para quem investe no Brasil, porém, a decisão passa por outro critério: quem resolve o seu imposto de renda. Nesse quesito o myProfit é o mais completo do mercado, com apuração mensal e emissão de DARF para ações, FIIs, opções, BDRs, ETFs e futuros a partir de R$19,90 por mês.
| Ferramenta | Nota | Melhor para | Preço inicial |
|---|---|---|---|
| Kyro | 4,8/5 | Acompanhamento, research e IA no mesmo lugar | Grátis; Premium 12 $/mês (cerca de R$62) |
| myProfit | 4,5/5 | Imposto de renda com emissão de DARF | Grátis; Premium 12× R$19,90 |
| Status Invest | 4,3/5 | Análise fundamentalista somada à carteira | Grátis; Essencial R$21,90/mês |
Os melhores consolidadores em um relance
Kyro, myProfit, Investidor10, Status Invest e Kinvo lideram categorias diferentes: o melhor no geral, o melhor para imposto de renda, o melhor gratuito, o melhor para análise e o melhor para o dia a dia. A tabela abaixo compara preço, plano gratuito, integração com a B3 e o diferencial de cada um.
| Consolidador | Melhor para | Nota | Plano gratuito | Preço inicial | Integração com a B3 | Diferencial |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Kyro | Melhor no geral | 4,8/5 | Sim | 12 $/mês (cerca de R$62) | Não | Chat de IA que conhece sua carteira e agentes de monitoramento |
| myProfit | Melhor para imposto de renda | 4,5/5 | Sim, bem completo | 12× R$19,90 | Sim, nos planos pagos | Apuração mensal com emissão de DARF, inclusive exterior e cripto |
| Status Invest | Melhor para análise | 4,3/5 | Sim, 25 ativos e lançamento manual | R$21,90/mês | Sim, nos planos pagos | A base de indicadores fundamentalistas mais completa do país |
| Kinvo | Melhor para o dia a dia | 4,2/5 | Sim, 10 ativos | R$179,90/ano | Sim, inclusive no plano gratuito | Análise de cobertura do FGC e rentabilidade real |
| Investidor10 | Melhor gratuito | 4,1/5 | Sim, gerenciador completo | 12× R$19,90 (PRO) | Sim | Gerenciador de carteiras gratuito com integração à B3 |
Análise de cada consolidador

Kyro — Melhor consolidador de carteira no geral
O Kyro é o melhor consolidador de carteira no geral porque sincroniza ações, ETFs e criptomoedas de até cinco corretoras e carteiras digitais no plano Premium de 12 $ ao mês (cerca de R$62). Sobre isso ele acrescenta research de nível institucional gratuito e IA: chat sob demanda com mais de 100 modelos e agentes de monitoramento sempre ativos, algo que a maioria das ferramentas de research especializadas cobra muito mais caro.
O Kyro agrega contas reais em três classes de ativos e permite interrogar essa carteira com uma IA que sabe o que você realmente tem, uma combinação que ninguém mais oferece aqui pelo mesmo preço. Sua base de research, que inclui demonstrações financeiras, documentos entregues à SEC, negociações de insiders, recomendações de analistas e mais de 30 anos de histórico, é gratuita em todos os planos, e o livro de transações registra proventos automaticamente.
| Critério de avaliação | Nota do Kyro |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 4,5/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 4,5/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 3,5/5 |
| Análise de carteira e research | 4,5/5 |
| IA, alertas e automação | 5,0/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 4,0/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 4,0/5 |
| Preço e custo-benefício | 5,0/5 |
O Kyro é indicado para investidores com ações, ETFs e criptomoedas espalhados em mais de uma conta que querem research e IA no mesmo ambiente em que acompanham a carteira. Quem precisa acompanhar FIIs, Tesouro Direto, CDB ou previdência, ou resolver o imposto de renda brasileiro, deve escolher myProfit, Gorila ou Kinvo.
O Kyro combina agregação real de várias contas com uma profundidade de research disponível já no plano gratuito e IA de fato útil, por 12 $ ao mês (cerca de R$62), bem abaixo de ferramentas comparáveis de dados. Ele serve principalmente investidores com várias contas, e a principal contrapartida é funcionar apenas no navegador. Para um investidor brasileiro há uma segunda contrapartida importante: ele não conversa com a B3 nem emite DARF.
myProfit — Melhor para imposto de renda
O myProfit é o melhor consolidador para quem precisa resolver o imposto de renda porque é o único da comparação que faz a apuração mensal completa e emite a DARF para ações, FIIs, opções, BDRs, ETFs e futuros — e, no plano PRO, também para investimentos no exterior e criptomoedas. A empresa é a MyProfit Crossborder Technologies S.A., independente, sem corretora ou banco no capital, com mais de 150 mil usuários ativos.
A diferença entre o myProfit e a maioria dos concorrentes é o escopo do imposto. O Premium cobre a renda variável brasileira e entrega o informe anual para a declaração; o PRO acrescenta a apuração de investimentos no exterior sob a Lei 14.754 — com integração direta a Avenue, Inter USA, Nomad, Interactive Brokers, Charles Schwab, TastyTrade, XP Internacional e BTG Internacional — e a apuração de criptomoedas com DARF própria, incluindo conexão com Mercado Bitcoin, Foxbit, Bitybank e Ripio. Uma limitação honesta: a B3 não transmite a corretagem cobrada pela sua corretora, apenas liquidação e emolumentos, então quem usa só a sincronização precisa completar a corretagem manualmente ou continuar importando as notas.
| Critério de avaliação | Nota do myProfit |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 4,5/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 4,5/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 5,0/5 |
| Análise de carteira e research | 3,0/5 |
| IA, alertas e automação | 2,5/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 3,5/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 4,0/5 |
| Preço e custo-benefício | 5,0/5 |
O myProfit é indicado para quem opera com alguma frequência e precisa apurar o imposto todo mês, e especialmente para quem tem carteira dividida entre Brasil, exterior e criptomoedas — a combinação que mais dá trabalho e que nenhuma outra ferramenta resolve sob o mesmo login. Quem quer sobretudo análise fundamentalista e indicadores fica melhor servido com o Status Invest, e quem só quer acompanhar a carteira sem se preocupar com DARF pode ficar no plano gratuito do Investidor10 ou no Gorila.
É o melhor custo-benefício do mercado brasileiro: o plano gratuito já importa notas de corretagem, e por R$19,90 mensais você tem a apuração e a DARF que outras ferramentas cobram à parte. A interface é mais datada que a do Status Invest ou a do Investidor10, e a sincronização com a B3 fica atrás do paywall — mas nenhum concorrente cobre tanto terreno fiscal.
Status Invest — Melhor para análise fundamentalista e carteira
O Status Invest é a melhor combinação de análise e carteira do mercado brasileiro porque nenhuma outra ferramenta oferece a mesma profundidade de indicadores fundamentalistas — histórico completo, comparador de ativos com correlação e risco, mapa de ativos e uma cobertura de FIIs que inclui geolocalização dos imóveis — dentro do mesmo produto em que você acompanha as suas posições.
Vale registrar um ponto a favor da empresa: o Status Invest é transparente sobre os limites da própria integração. A página do produto avisa que o histórico vindo da B3 cobre cerca de 18 meses, não traz registros de IPO e subscrição e não reporta o total de taxas e corretagem necessário para uma apuração precisa — e recomenda importar arquivos para o histórico anterior. É exatamente por isso que o módulo de imposto de renda existe e é vendido separadamente.
| Critério de avaliação | Nota do Status Invest |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 3,5/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 3,5/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 3,5/5 |
| Análise de carteira e research | 5,0/5 |
| IA, alertas e automação | 3,0/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 4,0/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 4,0/5 |
| Preço e custo-benefício | 3,0/5 |
O Status Invest é indicado para quem escolhe ativos olhando indicadores e quer o comparador, o histórico e a carteira na mesma tela — perfil clássico do investidor de dividendos em ações e FIIs. Quem quer principalmente resolver o imposto deve olhar o myProfit, que sai bem mais barato para a mesma finalidade.
Como camada de dados fundamentalistas, não há concorrente à altura no Brasil, e R$21,90 por mês é um preço justo por isso. O problema é o empilhamento: como o módulo de imposto de renda é vendido à parte por R$365 ao ano, uma configuração completa custa R$627,80 anuais, quase o dobro do myProfit PRO, que ainda cobre exterior e criptomoedas. O plano gratuito também é o mais fraco entre os brasileiros, limitado a lançamento manual e 25 ativos.
Kinvo — Melhor consolidador para o dia a dia
O Kinvo é o consolidador mais fácil de colocar para funcionar: a conexão com a B3 está disponível inclusive no plano gratuito, o cadastro é rápido e o aplicativo é o mais polido da categoria. Ele também traz duas análises que ninguém mais oferece com o mesmo destaque: a cobertura do FGC por instituição e a rentabilidade real, já descontada a inflação.
O Kinvo é claro sobre os limites da conexão com a B3, e vale conhecê-los antes de confiar nos números: a sincronização não é automática, você precisa acioná-la; o histórico começa em novembro de 2019; e o feed não importa eventos corporativos — desdobramentos, grupamentos, bonificações e proventos —, nem transferências de custódia, incorporações, mudanças de ticker, IPOs e subscrições. Na prática isso significa que o preço médio pode ficar errado depois de qualquer desdobramento, e cabe a você corrigir.
| Critério de avaliação | Nota do Kinvo |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 4,0/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 4,0/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 4,0/5 |
| Análise de carteira e research | 3,0/5 |
| IA, alertas e automação | 2,0/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 4,5/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 4,0/5 |
| Preço e custo-benefício | 4,0/5 |
O Kinvo é indicado para quem quer enxergar tudo em um lugar sem trabalho de configuração, especialmente quem tem carteira espalhada entre Itaú, XP, Bradesco, Inter, Rico, Santander e NuInvest. Quem precisa da DARF deve escolher o myProfit ou o módulo de IR do Status Invest, porque o Kinvo não emite.
É o consolidador mais amigável do Brasil e o único que entrega conexão com a B3 de graça — o que faz do plano gratuito um bom ponto de partida, apesar do teto de 10 ativos. A lacuna real é fiscal: o Kinvo entrega um resumo de posições para você copiar na declaração, mas não apura o imposto, não aplica a isenção mensal e não separa day trade de swing trade.
Gorila — Melhor cobertura de ativos, incluindo renda fixa
O Gorila é o consolidador com a cobertura de ativos mais ampla do mercado brasileiro e continua gratuito para pessoa física. Ele acompanha Tesouro Direto, poupança, CDB, LC, LF, CRI, CRA, LCI, LCA, ações, fundos, opções, futuros e derivativos, além de ações e ETFs internacionais — e é o único da comparação que calcula o come-cotas automaticamente.
O come-cotas é a antecipação semestral de imposto que a administradora recolhe resgatando cotas do seu fundo no último dia útil de maio e de novembro. É invisível para a maioria dos consolidadores, que passam a mostrar rentabilidade errada em fundos de renda fixa e multimercado. O Gorila calcula isso sozinho, e é a principal razão pela qual ele é a melhor escolha para quem tem parte relevante da carteira em fundos.
| Critério de avaliação | Nota do Gorila |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 4,0/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 4,0/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 5,0/5 |
| Análise de carteira e research | 3,5/5 |
| IA, alertas e automação | 3,5/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 3,0/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 3,5/5 |
| Preço e custo-benefício | 4,5/5 |
O Gorila é indicado para quem tem carteira diversificada de verdade — renda fixa bancária, fundos, ações e algo no exterior — e não quer pagar por isso. Quem precisa de DARF deve combiná-lo com o myProfit ou o ReVar, e quem quer indicadores fundamentalistas fica melhor com o Status Invest.
É a ferramenta gratuita mais completa em cobertura de ativos do país, e o cálculo automático do come-cotas resolve um problema que quase todo mundo ignora. A ressalva é estratégica: o centro de gravidade da empresa migrou para o B2B — ela captou R$100 milhões e comprometeu mais da metade com a compra de participações minoritárias em escritórios de assessoria — e o aplicativo para o investidor pessoa física recebe menos atenção do que recebia, com a versão iOS visivelmente desatualizada.
Investidor10 — Melhor consolidador gratuito
O Investidor10 é o melhor consolidador gratuito do Brasil porque o gerenciador de carteiras é anunciado como totalmente gratuito e já vem com integração à B3 — combinação que nenhum outro brasileiro oferece sem cobrar. O aplicativo foi lançado em 6 de agosto de 2026 e chegou com as melhores avaliações da categoria: 4,9 estrelas nas duas lojas.
O plano PRO acrescenta um radar inteligente de dividendos, filtros avançados, histórico ampliado, carteiras recomendadas e chat com IA. Vale registrar o que não conseguimos confirmar: a empresa mantém um centro de conteúdo grande sobre IRPF, mas não localizamos documentação de que a ferramenta emita DARF, aplique a isenção mensal, separe day trade de operações comuns ou gere o relatório de Bens e Direitos. Trate o Investidor10 como consolidador e fonte de dados, não como solução fiscal — a nota reflete isso, assim como o pouco tempo de estrada do aplicativo, conforme nossa metodologia para plataformas novas.
| Critério de avaliação | Nota do Investidor10 |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 3,5/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 3,5/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 4,0/5 |
| Análise de carteira e research | 4,0/5 |
| IA, alertas e automação | 3,0/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 4,5/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 3,5/5 |
| Preço e custo-benefício | 4,5/5 |
O Investidor10 é indicado para quem está começando ou para quem quer um consolidador competente sem assinar nada. Quem precisa de apuração fiscal deve combiná-lo com o ReVar, que é gratuito, ou assinar o myProfit.
É o melhor ponto de partida gratuito no Brasil hoje, com dados de qualidade e um aplicativo muito bem avaliado. Como produto ele ainda é novo e a profundidade fiscal não está comprovada, o que nos impede de colocá-lo mais acima nesta lista — mas para acompanhar a carteira sem custo é difícil argumentar contra.
Portfolio Performance — Melhor software gratuito de rentabilidade
O Portfolio Performance é o melhor software gratuito para saber quanto a sua carteira realmente rendeu. Calcula rentabilidade ponderada pelo tempo e taxa interna de retorno sobre um número ilimitado de contas, é gratuito e de código aberto, roda no seu computador e — diferentemente de todo o resto desta lista — tem tradução para português do Brasil confirmada no manual oficial.
Essa separação é o que faz diferença para quem aporta todo mês. A maioria dos aplicativos mostra um número que mistura o dinheiro que você colocou com o que a carteira rendeu; o Portfolio Performance não. Em compensação, é um programa de computador com curva de aprendizado real e sem conexão automática com a B3 — você importa arquivos e configura fontes de cotação. A interface está disponível em português do Brasil, o que o separa de todas as outras ferramentas estrangeiras aqui.
| Critério de avaliação | Nota do Portfolio Performance |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 4,5/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 1,0/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 4,0/5 |
| Análise de carteira e research | 4,0/5 |
| IA, alertas e automação | 1,0/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 2,0/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 5,0/5 |
| Preço e custo-benefício | 5,0/5 |
É indicado para investidores metódicos, que aportam com regularidade e querem saber a rentabilidade verdadeira, e para quem prefere não entregar dados financeiros a plataforma nenhuma. Quem quer sincronização automática com a B3 e um app no celular deve escolher Kinvo, Gorila ou Investidor10.
Nenhuma outra ferramenta desta lista calcula rentabilidade com essa precisão a custo zero, e nenhuma dá tanto controle sobre os seus dados. O preço é o tempo de aprendizado e o trabalho de importação — e ele não faz absolutamente nada pelo seu imposto de renda.
Koyfin — Melhor para análise avançada
O Koyfin é a melhor ferramenta para análise avançada de carteira porque o plano Premium acrescenta comparação com qualquer índice, estatísticas de risco e testes de desempenho hipotético, recursos que o Kyro ainda não oferece. Inclui também uma década de histórico financeiro, estimativas de analistas e transcrições de teleconferências de resultados.
O construtor de fórmulas personalizadas e as séries de dados ilimitadas permitem montar a própria análise em vez de escolher entre gráficos prontos. Essa profundidade custa caro e exige aprendizado, e por isso ele vence uma categoria específica em vez da classificação geral. Para o investidor brasileiro há duas barreiras concretas: nenhuma ligação com a B3 e cobrança em dólar — o plano Plus sai por cerca de R$201 mensais, quase dez vezes o Status Invest.
| Critério de avaliação | Nota do Koyfin |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 3,0/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 1,0/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 3,5/5 |
| Análise de carteira e research | 5,0/5 |
| IA, alertas e automação | 1,0/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 3,0/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 4,0/5 |
| Preço e custo-benefício | 3,0/5 |
O Koyfin é indicado para investidores avançados com exposição relevante ao mercado americano que querem estatísticas de risco e comparação com índices de verdade. Para uma carteira brasileira, encare-o como terminal de research, não como consolidador — e o consolidador terá de ser outro.
Nada do que analisamos chega perto da profundidade do Koyfin em comparação com índices e estatísticas de risco. Mas o preço em dólar e a ausência total de conexão com a B3 fazem dele uma ferramenta complementar no Brasil, e não a principal.
Simply Wall St — Melhor research visual de ações
O Simply Wall St é a melhor ferramenta de research visual para quem investe em ações porque o gráfico Snowflake pontua cada empresa em cinco dimensões: valuation, futuro, passado, saúde financeira e dividendos. E, ao contrário de boa parte das plataformas estrangeiras, ele cobre a B3 de verdade: são 478 empresas listadas na bolsa brasileira, com preços em reais.
Onde o Kyro entrega research por meio de um chat de IA, o Simply Wall St usa pontuação visual estruturada que dispensa digitar qualquer pergunta — muitas vezes mais rápido para uma carteira feita de ações individuais. A cobertura de 478 empresas brasileiras é o que sustenta a nota; o que a limita é tudo o mais: nenhuma corretora brasileira conectada, nenhum FII, nenhuma renda fixa e nenhuma função fiscal.
| Critério de avaliação | Nota do Simply Wall St |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 3,5/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 2,0/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 2,5/5 |
| Análise de carteira e research | 4,5/5 |
| IA, alertas e automação | 2,5/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 4,5/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 4,0/5 |
| Preço e custo-benefício | 3,5/5 |
É indicado para quem investe em ações brasileiras e americanas e quer uma leitura fundamentalista rápida, usando outra ferramenta para consolidar a carteira. Quem quer análise fundamentalista com dados brasileiros e carteira integrada fica melhor servido com o Status Invest, que custa menos e conversa com a B3.
O Snowflake continua sendo a forma mais rápida de ler os fundamentos de uma empresa, e a cobertura da B3 é real. Mas no Brasil ele é uma ferramenta de research, não um consolidador: sem conexão com corretora, sem FIIs e sem renda fixa, a carteira teria de ser mantida à mão.
Ghostfolio — Melhor de código aberto
O Ghostfolio é o melhor consolidador de código aberto porque a versão auto-hospedada não tem limite de ativos, de carteiras nem recursos pagos. Ações brasileiras funcionam, já que o projeto passou a suportar tickers da B3 justamente depois de um pedido de usuários no Brasil. A contrapartida é que gratuito significa hospedar você mesmo.
O Ghostfolio é distribuído sob licença AGPL-3.0 e todas as funcionalidades — gestão de transações, análise de risco, ativos personalizados e importação e exportação em CSV e JSON — estão disponíveis sem assinatura. Vale um alerta para o leitor brasileiro: existe uma tradução em português, mas é português europeu, com grafia anterior ao Acordo Ortográfico — a interface fala em “acompanhar os seus activos como acções”. Quem quiser um programa realmente em português do Brasil deve usar o Portfolio Performance.
| Critério de avaliação | Nota do Ghostfolio |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 3,5/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 1,5/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 3,5/5 |
| Análise de carteira e research | 3,0/5 |
| IA, alertas e automação | 1,0/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 3,0/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 4,5/5 |
| Preço e custo-benefício | 5,0/5 |
É indicado para desenvolvedores e usuários preocupados com privacidade que preferem rodar o próprio software a aceitar os limites de um consolidador comercial. Se hospedar parece trabalhoso, a versão em nuvem por 48 $ ao ano resolve, e o Portfolio Performance é a alternativa gratuita que roda no seu computador em português do Brasil.
É genuinamente ilimitado a custo zero e dá controle total dos dados, o que tem valor para quem se importa com isso. No Brasil, porém, ele fica em desvantagem: sem B3, sem renda fixa nativa, sem nada fiscal e com uma tradução que não é a nossa.
Delta — Melhor para criptomoedas e ativos internacionais
O Delta é a melhor escolha desta lista para quem tem criptomoedas e ativos internacionais em várias plataformas, porque cobre mais tipos de ativos nativamente do que qualquer outro: ações, ETFs, fundos, criptomoedas, NFTs, câmbio, commodities e índices, com sincronização entre celular, computador e web sem diferença de funcionalidade.
A experiência móvel do Delta continua sendo a mais completa entre todas as ferramentas analisadas — o mesmo painel, os mesmos alertas e a mesma quebra de carteira em iOS, Android, Mac, Windows e web. O problema, num contexto brasileiro, é o outro lado da equação: nenhuma corretora nacional está conectada e não há nada sobre FIIs, Tesouro Direto ou imposto de renda. Ele é, na prática, um excelente rastreador de criptomoedas que também cobre ações estrangeiras.
| Critério de avaliação | Nota do Delta |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 4,0/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 2,0/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 4,5/5 |
| Análise de carteira e research | 3,0/5 |
| IA, alertas e automação | 1,5/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 5,0/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 4,0/5 |
| Preço e custo-benefício | 3,5/5 |
É indicado para quem tem parte relevante do patrimônio em criptomoedas espalhadas por várias exchanges e carteiras, e quer acompanhar isso junto com posições internacionais. A parte brasileira da carteira precisa ficar em outro lugar, e a apuração de imposto sobre cripto, no myProfit PRO.
Para cripto e ativos internacionais é uma ferramenta muito boa e a melhor experiência móvel da comparação. Para uma carteira brasileira típica, com ações, FIIs e Tesouro Direto, ele simplesmente não foi feito.
Kubera — Melhor para patrimônio total e investimentos no exterior
O Kubera é a melhor ferramenta para acompanhar o patrimônio como um todo porque coloca imóveis, veículos, participações em empresas e investimentos ilíquidos ao lado de ações e criptomoedas, e desconta as dívidas — um trabalho que nenhuma outra ferramenta desta lista tenta fazer.
O Kubera é pensado para patrimônio de longo prazo, e não para o dia a dia — o Kyro, em comparação, se mantém deliberadamente restrito a investimentos. Para um usuário brasileiro, a limitação é objetiva: nenhuma instituição nacional aparece na lista de conexões publicada pela empresa, que cobre Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Emirados Árabes, México, Índia, África do Sul e cerca de 30 países europeus. Sem Itaú, XP, Nubank, BTG ou Bradesco, na prática você está pagando por uma planilha muito bem feita.
| Critério de avaliação | Nota do Kubera |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 4,0/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 2,5/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 5,0/5 |
| Análise de carteira e research | 3,0/5 |
| IA, alertas e automação | 1,5/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 3,5/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 4,5/5 |
| Preço e custo-benefício | 3,0/5 |
É indicado para quem tem patrimônio relevante fora do Brasil — conta em corretora americana, imóveis no exterior, participações em empresas — e quer enxergar tudo junto. Para uma carteira exclusivamente brasileira, o Gorila faz mais, em português e de graça.
Nada nesta lista reúne investimentos, imóveis e dívidas de forma tão completa, e o cofre digital é um diferencial real para planejamento sucessório. No Brasil, porém, é uma ferramenta essencialmente manual, cobrada em dólar, cujo valor só aparece se boa parte do seu patrimônio estiver no exterior.
Sharesight — Melhor para carteiras em várias moedas
O Sharesight acompanha automaticamente o histórico de proventos, ajusta reinvestimentos e oferece yield sobre custo, crescimento de dividendos e um calendário de renda futura. Para o investidor brasileiro há um detalhe que o torna mais interessante do que parece: ele cobre a B3 sob o código de mercado BVMF, com preenchimento automático de preços e dividendos. O que ele não faz é imposto — os relatórios fiscais existem para Austrália, Canadá, Europa, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos, e o Brasil não está entre eles.
O Sharesight é a única ferramenta estrangeira desta lista que acompanha automaticamente os proventos de ações brasileiras, o que resolve boa parte do trabalho de quem tem carteira dividida entre B3 e bolsas estrangeiras. Fora isso, é preciso lançar cada operação à mão, e todo o argumento central do produto — relatórios prontos para a declaração — não vale nada aqui.
| Critério de avaliação | Nota do Sharesight |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 4,0/5 |
| Integrações e sincronização de contas | 2,5/5 |
| Cobertura de investimentos e ativos | 3,0/5 |
| Análise de carteira e research | 3,5/5 |
| IA, alertas e automação | 1,0/5 |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 4,0/5 |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 4,5/5 |
| Preço e custo-benefício | 3,5/5 |
É indicado para quem tem carteira internacional de verdade, com ações em mais de um país, e quer o histórico de proventos consolidado em moedas diferentes. Para uma carteira majoritariamente brasileira, o myProfit e o Gorila fazem mais, em português e mais barato.
Continua muito bom no que se propõe a fazer com proventos, e o suporte à B3 é uma vantagem concreta sobre as outras ferramentas estrangeiras. Mas o produto se vende por relatórios fiscais que não existem para o Brasil, e é por isso que ele fica na parte de baixo de uma lista brasileira.
Como se comparam os melhores consolidadores?
As treze ferramentas se diferenciam sobretudo em três pontos: se conversam ou não com a B3, se cobrem as classes de ativos brasileiras e se resolvem o imposto de renda. A tabela abaixo compara todas lado a lado.
| Característica | Kyro | myProfit | Status Invest | Kinvo | Gorila | Investidor10 | Portfolio Performance | Koyfin | Simply Wall St | Ghostfolio | Delta | Kubera | Sharesight |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Nota geral | 4,8/5 | 4,5/5 | 4,3/5 | 4,2/5 | 4,2/5 | 4,1/5 | 4,0/5 | 4,0/5 | 3,9/5 | 3,9/5 | 3,8/5 | 3,7/5 | 3,6/5 |
| Melhor para | Geral | Imposto de renda | Análise | Dia a dia | Cobertura de ativos | Gratuito | Rentabilidade real | Análise avançada | Research de ações | Código aberto | Cripto e exterior | Patrimônio total | Várias moedas |
| Plano gratuito | Sim | Sim | Sim, 25 ativos | Sim, 10 ativos | Sim, completo | Sim, completo | Sim, ilimitado | Sim | Sim | Sim (auto-hospedado) | Sim, 10 ativos | Não | Sim |
| Preço inicial | 12 $/mês | 12× R$19,90 | R$21,90/mês | R$179,90/ano | Grátis | Grátis | Grátis | 39 $/mês | 10,95 $/mês | Grátis / 48 $/ano | 53,88 $/ano | 199 $/ano | 7 $/mês |
| Integração com a B3 | Não | Sim, planos pagos | Sim, planos pagos | Sim, inclusive grátis | Sim | Sim | Não | Não | Não | Não | Não | Não | Não |
| Ações | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim |
| FIIs | Não | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Manual | Não | Não | Manual | Não | Manual | Não |
| Tesouro Direto | Não | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Manual | Não | Não | Manual | Não | Manual | Não |
| CDB, LCI e LCA | Não | Sim | Sim | Manual | Sim | Sim | Manual | Não | Não | Manual | Não | Manual | Não |
| BDRs | Não | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Manual | Não | Não | Manual | Não | Manual | Não |
| Fundos e come-cotas | Não | Sim | Não | Manual | Sim, calcula o come-cotas | Sim | Manual | Sim | Não | Não | Sim | Manual | Sim |
| Criptomoedas | Sim | Sim, mais de 5.000 | Não | Não | Não | Sim | Sim | Não | Limitado | Sim | Sim | Sim | Não |
| Ativos no exterior | Sim | Sim, com apuração | Nos planos altos | Não | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim |
| Emite DARF | Não | Sim | Sim, módulo à parte | Não | Não | Não confirmado | Não | Não | Não | Não | Não | Não | Não |
| Relatório para a declaração | Não | Sim | Sim, módulo à parte | Resumo para copiar | Não | Não confirmado | Não | Não | Não | Não | Não | Não | Não |
| Importa notas de corretagem | Não | Sim, já no grátis | Sim | Não | Não | Não | CSV | Extratos em PDF | Não | CSV e JSON | CSV | Não | CSV |
| Interface em português | Não | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim, pt-BR | Não | Não | Só pt-PT | Não | Não | Não |
| iOS | Não | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | App complementar | App complementar | Sim | PWA | Sim | PWA | Sim |
| Android | Não | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim | App complementar | App complementar | Sim | Sim | Sim | PWA | Sim |
Qual consolidador é o certo para você?
A ferramenta certa depende do que você precisa que ela faça, e não de uma nota geral. Encontre a sua prioridade na tabela abaixo.
| Se a sua prioridade é… | Escolha | Por quê |
|---|---|---|
| A melhor experiência geral | Kyro | Acompanhamento amplo, research gratuito e IA no mesmo lugar |
| Apurar imposto e emitir DARF | myProfit | Apuração mensal para ações, FIIs, opções, BDRs, ETFs e futuros |
| Imposto sem pagar nada | ReVar, da Receita Federal | Gratuito, calcula e gera a DARF para quem opera só no mercado à vista |
| Imposto sobre exterior e criptomoedas | myProfit PRO | Único que cobre Brasil, exterior e cripto sob o mesmo login |
| Otimizar o imposto a pagar | Grana Capital | Otimizador de IR e parceria oficial com a B3 |
| Análise fundamentalista | Status Invest | A base de indicadores mais completa do mercado brasileiro |
| Consolidar tudo sem esforço | Kinvo | Conexão com a B3 inclusive no plano gratuito |
| Carteira pesada em renda fixa e fundos | Gorila | Cobre CDB, LCI, LCA, CRI, CRA e calcula o come-cotas |
| Acompanhar sem pagar nada | Investidor10 ou App B3 | Gerenciador gratuito com integração à B3; o App B3 é oficial e sem custo |
| Saber a rentabilidade real | Portfolio Performance | Separa aportes de desempenho, em português do Brasil |
| Criptomoedas em várias exchanges | Delta | Cobertura multiativo com a melhor experiência móvel |
| Patrimônio total, com imóveis e exterior | Kubera | Investimentos, imóveis e dívidas em um número só |
| Research de ações | Simply Wall St | Análise visual com cobertura de 478 empresas da B3 |
Qual é o melhor consolidador de carteira gratuito?
Antes de assinar qualquer coisa, vale saber que a B3 passou a oferecer os próprios consolidadores, de graça. O App B3, lançado em 8 de dezembro de 2025, reúne renda fixa e renda variável de todos os bancos e corretoras, com gráficos por tipo de produto e instituição, evolução do patrimônio, extrato de proventos dos últimos 90 dias e projeção de renda para os 12 meses seguintes — usando o mesmo login da Área do Investidor. O HUB3, feito pela B3 com a Nelogica, é mais antigo, tem base instalada maior e acrescenta cursos, alertas e um simulador. Nenhum dos dois faz imposto de renda, mas os dois são oficiais, neutros e cobrem todas as instituições.
Entre os aplicativos independentes, o Investidor10 é o melhor gratuito, porque o gerenciador de carteiras é anunciado como totalmente gratuito e já vem com integração à B3. O Gorila é a melhor escolha gratuita se você tem renda fixa e fundos, pela cobertura de ativos e pelo cálculo automático do come-cotas. O Kinvo é o único que entrega conexão com a B3 no plano gratuito entre os que também têm plano pago, ainda que com teto de 10 ativos detalhados. E o myProfit tem o plano gratuito mais generoso do mercado para quem prefere trabalhar com notas de corretagem: importa os PDFs, dá cotações em tempo real e emite informe de proventos sem custo.
Fora do Brasil, o Portfolio Performance é gratuito de verdade e sem limites, e o Ghostfolio também, desde que você hospede o software.
Vale o alerta de sempre: alguns produtos anunciam "teste gratuito" que não tem nada de gratuito quando acaba. Os 14 dias por 1 $ do Kubera são um exemplo e não devem ser confundidos com um plano gratuito de verdade.
| Ferramenta | Ativos no plano gratuito | Integração com a B3 | Principais recursos gratuitos | Maior limitação |
|---|---|---|---|---|
| App B3 / HUB3 | Ilimitado | Sim, é da própria B3 | Consolidação de todas as instituições, proventos e projeção de renda | Nenhum recurso de imposto de renda |
| Investidor10 | Sem limite publicado | Sim | Gerenciador completo, cotações em tempo real, indicadores | Profundidade fiscal não confirmada |
| Gorila | Ilimitado | Sim | Cobertura ampla de renda fixa e fundos, come-cotas, Gorila AI | Não emite DARF |
| myProfit | Ilimitado | Não, só nos planos pagos | Importação de notas em PDF, informe de proventos, carteira Brasil e EUA | Apuração de imposto só nos planos pagos |
| Kinvo | 10 ativos detalhados | Sim | Consolidação com a B3, cobertura do FGC | Teto de 10 ativos e sem apuração |
| Portfolio Performance | Ilimitado | Não | Todos os recursos, no seu computador | Importação manual e curva de aprendizado |
| Status Invest | 25 ativos | Não no gratuito | Indicadores, comparador, 1 carteira manual | O gratuito é só lançamento manual |
| Ghostfolio | Ilimitado | Não | Todos os recursos, auto-hospedado | Exige hospedar o software |
Qual é o melhor consolidador para ações?
Para quem investe em ações brasileiras, o Status Invest é a melhor combinação de dados e carteira, pela profundidade de indicadores e pelo histórico longo — e por R$21,90 mensais já com integração à B3. O Simply Wall St é a melhor leitura visual de fundamentos, inclusive para quem também investe nos Estados Unidos, mas exige lançamento manual. E se o problema for a apuração de imposto sobre as vendas, o myProfit resolve o que nenhum dos dois resolve por completo.
Um consolidador feito para quem investe em ações precisa de cobertura da B3, histórico de operações, preço médio correto, separação clara entre ganho realizado e não realizado e comparação com um índice relevante — no Brasil, tipicamente o Ibovespa —, além de acompanhamento de proventos, indicadores fundamentalistas, listas de acompanhamento e alertas. Há um requisito extra que quase todo mundo esquece: o preço médio precisa sobreviver a desdobramentos, grupamentos e bonificações. Como o feed da B3 não transmite eventos corporativos, esse é justamente o ponto em que as carteiras mais divergem da realidade, e vale conferir manualmente depois de cada evento.
Qual é o melhor aplicativo para acompanhar investimentos?
O Investidor10 tem as melhores avaliações da categoria, com 4,9 estrelas nas duas lojas, e o aplicativo mais recente. O Kinvo tem a experiência mais polida para quem quer ver tudo consolidado sem configurar nada. O Delta continua sendo o melhor app da comparação em termos absolutos, com paridade total entre celular, computador e web — só que sem nenhuma corretora brasileira conectada, o que limita muito o seu uso aqui. E o App B3 é a opção oficial e gratuita.
Um aplicativo de acompanhamento de verdade precisa permitir gerenciar posições pelo celular, e não apenas consultar um resumo. Sincronização, alertas e análise têm que funcionar tão bem no telefone quanto no computador. O Kyro e o Koyfin, por outro lado, são produtos web: a interface do Kyro funciona no navegador do celular, mas não é um aplicativo dedicado. O Portfolio Performance é o oposto, um programa de computador com apps apenas complementares.
- Melhor aplicativo brasileiro: Investidor10, pela avaliação, pelos dados e por ser gratuito
- Mais fácil de configurar: Kinvo, que conecta à B3 já no plano gratuito
- Melhor aplicativo gratuito e oficial: App B3, que consolida todas as instituições sem custo
- Melhor para criptomoedas: Delta, pela paridade entre iOS, Android e computador
O que é um consolidador de carteira?
Um consolidador de carteira é um software que acompanha os seus investimentos, o valor atual e a evolução ao longo do tempo. No mínimo, mostra o que você tem, quanto vale e como isso mudou.
Os melhores vão além e cobrem ganhos e perdas, alocação por classe de ativo, proventos recebidos, histórico de operações, diversificação por setor e região e, em alguns casos, métricas de risco. No Brasil, dois recursos extras separam um bom produto de um medíocre: o cálculo correto do preço médio depois de eventos corporativos e a apuração do imposto devido.
"Consolidador de carteira", "app de investimentos" e "controle de carteira" costumam ser usados como sinônimos, mas não são sempre a mesma coisa: um controle de ações pode se limitar à renda variável, um app de investimentos pode cobrir também criptomoedas e fundos, e um consolidador de patrimônio acrescenta imóveis e dívidas. O que importa é o que a ferramenta realmente cobre, não o nome comercial.
Como os consolidadores obtêm os seus dados?
No Brasil existem três caminhos, e eles não são equivalentes.
É o canal dominante. O antigo CEI foi desativado pela B3 em novembro de 2021 e substituído pela Área do Investidor, que passou a ser o canal oficial da pessoa física. O ganho técnico foi real: o CEI mostrava apenas 18 meses de histórico, enquanto o novo portal chega a novembro de 2019 e passou a incluir transferências de custódia entre corretoras e o Tesouro Direto.
A autorização funciona por redirecionamento, e vale entender isso por segurança. Você toca em “autorizar acesso” dentro do aplicativo, é levado para uma página da própria B3 e digita CPF e senha do portal da B3 lá, no site da bolsa. O aplicativo nunca recebe a sua senha. Qualquer ferramenta que peça a sua senha da B3 dentro da própria tela está fazendo outra coisa — desconfie.
Vale saber também que a B3 não abre essas APIs para pessoa física: o acesso é comercial, exige contrato de licença com a bolsa e a sua autorização individual. É por isso que todos os consolidadores brasileiros têm integração com a B3 e nenhum estrangeiro tem. É uma barreira comercial, não técnica.
E, principalmente, conheça os buracos do feed, porque são eles que explicam por que a sua carteira no app às vezes não bate com a realidade:
- O histórico começa em novembro de 2019, e algumas ferramentas enxergam só 18 meses
- Eventos corporativos não vêm: desdobramentos, grupamentos, bonificações e proventos precisam ser ajustados por você
- Transferências de custódia, incorporações e mudanças de ticker também não vêm
- A corretagem não vem: a B3 transmite liquidação e emolumentos, mas não a taxa que a sua corretora cobrou
- IPOs e subscrições dependem da ferramenta — myProfit e Mycapital importam, Kinvo e Status Invest não
- A sincronização costuma ser manual, e não automática
É o canal mais antigo e ainda o mais preciso, porque é o único que carrega a corretagem que a corretora efetivamente cobrou — algo que o feed da B3 estruturalmente não tem. myProfit importa notas em PDF já no plano gratuito; TradeMap, Mycapital e Status Invest também aceitam importação de arquivos, e o Status Invest recomenda esse caminho justamente para cobrir o histórico anterior à janela da B3.
Dá controle total e funciona para qualquer ativo que a ferramenta não suporte de outro jeito. É o método mais lento e no qual é mais fácil ficar para trás, mas o único que não exige nenhum acesso às suas contas.
A quarta fase do Open Finance Brasil, iniciada em setembro de 2023, estendeu o compartilhamento a investimentos, câmbio, seguros e previdência, e o volume cresceu de forma explosiva — as chamadas de API de investimentos saltaram de cerca de 22,6 milhões em outubro de 2023 para 1,47 bilhão em outubro de 2024. Só que esse tráfego está entre bancos, não entre consolidadores independentes. A Kinvo, por exemplo, afirma explicitamente que tudo acontece pela conexão com a B3. Na prática, para escolher um consolidador hoje, o que importa é a integração com a B3; o Open Finance é para onde a coisa deveria caminhar, e ainda não chegou.
Uma nota sobre consentimento: desde a Resolução Conjunta nº 7/2023 o limite de 12 meses acabou, a renovação é simplificada na própria instituição receptora, e o compartilhamento pode ser revogado a qualquer momento — a instituição não pode renovar sem a sua concordância expressa.
O que observar ao escolher um consolidador?
Os fatores que mais importam são a cobertura de ativos, a confiabilidade das integrações, a análise de rentabilidade de verdade, o tratamento de proventos, o suporte fiscal, o acesso pelo celular, a exatidão dos dados, a segurança e o custo-benefício — exatamente as categorias com que avaliamos cada ferramenta deste guia.
Confira se a ferramenta cobre mesmo o que você tem. Ações e FIIs quase todo mundo cobre; renda fixa bancária (CDB, LCI, LCA, CRI, CRA), Tesouro Direto, fundos com come-cotas e previdência são onde a maioria falha. O Gorila é o mais completo nesse quesito, e o myProfit é o único que soma a isso a apuração de imposto sobre exterior e criptomoedas.
Mais importante do que o número de instituições suportadas é se a ferramenta conversa com a B3, porque é ali que a sua posição realmente está registrada. Nenhuma das ferramentas estrangeiras desta lista tem essa integração, e é isso que as coloca em desvantagem estrutural aqui, por melhores que sejam nos seus mercados de origem.
O ganho do dia não é rentabilidade. Procure retorno total, retorno anualizado e, de preferência, o cálculo ponderado pelo tempo, além da separação entre ganho realizado e não realizado e da comparação com um índice relevante. Para quem aporta todo mês, essa distinção é indispensável: sem ela você vai confundir o dinheiro que colocou com o que a carteira rendeu.
Além do retorno bruto, uma boa análise cobre alocação, diversificação, concentração por setor e por emissor e exposição cambial. Para quem tem renda fixa, há um item brasileiro específico: a concentração por instituição em relação ao limite do FGC, que a Kinvo destaca e que raramente aparece nas ferramentas estrangeiras.
Se dividendos e rendimentos de FII são parte importante da sua estratégia, verifique se há registro automático, calendário de pagamentos futuros, yield sobre custo e tratamento de reinvestimento — e não apenas uma lista do que foi recebido. Lembrando que os rendimentos mensais de FII são isentos para pessoa física quando o fundo cumpre as condições legais, mas o ganho na venda das cotas não é.
Este é o ponto em que o Brasil se afasta mais do resto do mundo, e onde as ferramentas estrangeiras simplesmente não servem.
Na renda variável, quem apura e paga é você, não a corretora. A corretora retém apenas o chamado “dedo-duro” — 0,005% sobre o valor da venda nas operações comuns e 1% sobre o ganho no day trade —, um valor irrisório cuja função é sinalizar a operação para a Receita. Não há retenção quando o valor apurado é de até R$1,00. Se você não apurar e não pagar, a Receita cruza essa informação com a sua declaração e você cai na malha fina.
A apuração é mensal e o recolhimento se faz por DARF, código 6015, até o último dia útil do mês seguinte. Vale para ações, FIIs, ETFs, BDRs, opções e futuros. Atrasar custa multa de mora de 0,33% ao dia, limitada a 20%, mais juros pela Selic. DARF abaixo de R$10 não pode ser paga isoladamente: o valor se acumula para os meses seguintes.
As alíquotas em 2026 são 15% no swing trade e 20% no day trade. A isenção de R$20.000 em vendas por mês continua em vigor — e é importante entender três coisas sobre ela. Primeiro, o limite incide sobre o valor vendido no mês, não sobre o lucro. Segundo, é tudo ou nada: passou de R$20.000 em vendas, todo o lucro do mês é tributado. Terceiro, ela vale apenas para ações no mercado à vista. Ficam de fora day trade, ETFs, FIIs, BDRs, opções, futuros e resgates de fundos ou clubes de ações. FII paga 20% sobre o ganho de capital sempre, qualquer que seja o valor vendido.
Prejuízos compensam ganhos no próprio mês ou nos meses seguintes, sem prazo limite — inclusive em anos posteriores. Mas há três travas: não se compensa prejuízo de um mês com ganho de meses anteriores; day trade e operações comuns não se comunicam; e prejuízo em FII só compensa ganho em FII. Prejuízo em operação que ficou dentro da isenção não gera crédito nenhum.
Na renda fixa é o contrário: banco e corretora retêm na fonte pela tabela regressiva — 22,5% até 180 dias, 20% até 360, 17,5% até 720 e 15% acima disso — e você não emite DARF. LCI, LCA, CRI e CRA seguem isentas de imposto de renda para pessoa física. Nos fundos abertos, o come-cotas antecipa o imposto no último dia útil de maio e de novembro, resgatando cotas: 15% nos fundos de longo prazo e 20% nos de curto prazo. Fundos de ações, FIIs, ETFs de ações e previdência não sofrem come-cotas.
No exterior, a Lei 14.754/2023 mudou tudo desde 2024. Não existe mais carnê-leão mensal para aplicações financeiras no exterior: a apuração é anual, a 15% fixos, feita na própria declaração, no demonstrativo específico da lei, com uma única DARF paga junto do ajuste. Isso vale para quem investe por Avenue, Nomad, Inter, Interactive Brokers e afins. Há uma decisão recente da Receita, de agosto de 2026, confirmando que a isenção mensal de pequeno valor não se aplica a ganhos em aplicações financeiras no exterior. Os ativos entram em Bens e Direitos pelo custo de aquisição em reais, e a declaração pré-preenchida não traz nada do exterior — tudo é manual.
Nas criptomoedas, o regime nacional mantém a isenção para até R$35.000 em alienações por mês, somando vendas e permutas, com alíquotas a partir de 15% e recolhimento por DARF código 4600. Trocar uma cripto por outra é alienação e gera apuração. Cripto mantida no exterior cai na Lei 14.754: 15% anuais, sem a isenção. Desde janeiro de 2026 a antiga IN 1.888 foi substituída pela DeCripto, com entregas obrigatórias a partir de julho de 2026 e limiar de R$35.000 mensais para pessoa física, agora cobrindo também staking, mineração, airdrops e empréstimos com colateral.
Uma advertência sobre conteúdo desatualizado. Circulou muito material em 2025 descrevendo a MP 1.303 como se já valesse — tributação de LCI e LCA, alíquota única de 17,5%, fim da isenção dos FIIs e das criptomoedas. A MP caducou em 8 de outubro de 2025 e nada disso virou lei. O que passou foi a Lei 15.270/2025, cujos efeitos para o investidor são outros: retenção de 10% sobre lucros e dividendos quando uma mesma empresa paga mais de R$50.000 no mês para a mesma pessoa física, e o imposto mínimo para rendimentos anuais acima de R$600.000, cuja primeira apuração ocorre na declaração de 2027.
E há uma alternativa gratuita que quase ninguém usa. O ReVar, da Receita Federal em parceria com a B3, calcula automaticamente o imposto da renda variável a partir dos dados da B3 e gera a DARF com código de barras. Cobre ações, BDRs, ETFs, FIIs e alguns fundos, separa day trade de operações comuns com controle de prejuízo próprio e trata os FIIs pela regra de 20%. As limitações são claras: só mercado à vista — nada de opções, futuros ou vendas a descoberto — e aluguel de ativos desqualifica você por completo. Há também uma armadilha de prazo: a autorização só passa a valer no décimo dia do mês seguinte ao que você a concedeu, então não deixe para a última semana. Para quem compra e segura ações, FIIs e ETFs sem operar opções, o ReVar faz de graça o que algumas ferramentas cobram R$365 por ano.
Preços, importação de operações, tratamento de proventos e eventos corporativos, conversão cambial e rentabilidade histórica precisam estar certos, não apenas presentes. No Brasil o erro mais comum e mais caro é o preço médio depois de um desdobramento ou bonificação, porque o feed da B3 não transmite esses eventos. Confira sempre após um evento corporativo — é ele que define o imposto que você vai pagar na venda.
Entenda que tipo de acesso você está concedendo e como a ferramenta lida com credenciais. A boa prática no Brasil é o redirecionamento para a página da B3, em que a sua senha nunca chega ao aplicativo. Qualquer ferramenta que colete a sua senha da B3 dentro da própria interface merece desconfiança.
Do lado regulatório, um aplicativo que trata os seus dados de corretagem está sujeito à LGPD, com a ANPD como autoridade fiscalizadora. Dados transacionais como saldos e histórico de operações não são “dados sensíveis” na definição da lei, o que dá ao aplicativo bases legais mais simples para operar. A situação muda quando o produto usa biometria facial no cadastro ou faz perfilamento comportamental mais profundo — aí entra o regime de dados sensíveis, que exige consentimento específico e destacado.
Compare o que você realmente recebe, e não o preço de tabela. No Brasil, a conta é diferente da de outros mercados por causa das opções gratuitas: o App B3 e o HUB3 consolidam de graça, o ReVar emite DARF de graça, e Gorila e Investidor10 são gratuitos. Uma assinatura precisa justificar por que faz mais do que isso. Normalmente a resposta está em quatro coisas: opções e futuros, exterior, criptomoedas e histórico anterior à janela da B3.
Consolidadores de carteira são seguros?
Um consolidador é tão seguro quanto o modelo de acesso que utiliza. Conexões apenas de leitura pela B3, importação de notas e lançamento manual impedem que a ferramenta movimente o seu dinheiro. Só uma ferramenta que pedisse autorização para executar ordens introduziria uma categoria de risco maior, e consolidadores sérios não pedem isso.
Antes de conectar qualquer conta, confira quem opera a conexão, como são tratadas a criptografia e a autenticação em duas etapas, o que a política de privacidade diz sobre compartilhamento e se você consegue apagar os seus dados e desconectar a conta.
Vale também separar três proteções que costumam ser confundidas, porque cobrem coisas diferentes:
- FGC — cobre crédito bancário: conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA, LC, LH e LCD, até R$250.000 por CPF por instituição ou conglomerado, com teto global de R$1 milhão a cada quatro anos. Não cobre ações, FIIs, ETFs, fundos de investimento, Tesouro Direto, CRI, LIG nem debêntures. O caso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 e com pagamentos do FGC iniciados em janeiro de 2026, mostrou na prática como isso funciona — e que valores acima de R$250 mil entram na fila da liquidação, que costuma levar anos.
- MRP, da BSM — ressarce até R$200.000 por ocorrência em caso de falha do intermediário: ordens não executadas ou executadas de forma infiel, uso indevido de recursos, e intervenção ou liquidação decretada pelo Banco Central. Não cobre risco de mercado, e não alcança Tesouro Direto, CDB nem fundos abertos.
- A custódia centralizada na B3 — esta é a que realmente protege quem investe em bolsa. Os seus ativos são escriturais e ficam na Central Depositária da B3, não no balanço da corretora. Se a corretora quebra, os ativos continuam sendo seus e podem ser transferidos para outra.
Nenhuma das três protege contra queda de preço. A supervisão do mercado cabe à CVM, com a BSM fiscalizando a conduta dos intermediários e o Banco Central supervisionando as instituições financeiras.
Você precisa de um consolidador se a sua corretora já mostra a carteira?
Você passa a precisar de um consolidador assim que tem conta em mais de uma instituição — e no Brasil isso acontece cedo. É comum ter ações e FIIs em uma corretora, Tesouro Direto em outra, CDB no banco, previdência em um terceiro lugar e alguma coisa em cripto. Cada um mostra só o seu pedaço.
Existe ainda uma razão especificamente brasileira: a corretora não apura o seu imposto de renda. Mesmo que você tenha tudo numa única corretora, a responsabilidade de calcular o ganho, aplicar a isenção, compensar prejuízos e emitir a DARF é sua. É aí que uma ferramenta se paga.
Se, por outro lado, você tem tudo em uma conta simples, não vende quase nunca e o extrato da corretora responde às suas perguntas, o App B3 gratuito provavelmente basta.
Consolidador ou planilha?
Nenhum é melhor em todos os casos. Um consolidador ganha em automação, cotações em tempo real e integração com a B3, poupando horas de digitação; uma planilha ganha em privacidade, personalização e custo, já que não exige assinatura nem compartilha dados.
Vantagens de um consolidador
Um software dedicado automatiza o lançamento pela conexão com a B3, traz cotações ao vivo e calcula rentabilidade, comparações e proventos que dariam trabalho real para reproduzir à mão. A maioria oferece ainda acesso pelo celular e relatórios prontos.
Vantagens de uma planilha
Uma planilha dá controle completo sobre o que é registrado e como é calculado, mantém os dados privados e portáteis, permite qualquer cálculo personalizado e não tem custo recorrente.
Escolha a planilha se a carteira for simples e privacidade ou custo importarem mais que automação. Escolha uma ferramenta dedicada assim que tiver mais de uma conta ou quiser dados ao vivo sem manutenção. Há um argumento brasileiro decisivo, porém: controlar preço médio com FIFO ao longo de anos, aplicar a isenção mensal, separar day trade de operações comuns e acompanhar prejuízos acumulados por classe é exatamente o tipo de tarefa em que planilhas erram — e o erro aparece na malha fina.
Quando vale sair do gratuito para o pago?
Vale quando os limites do plano gratuito começam a custar tempo ou dinheiro: quando você precisa de apuração e DARF, quando opera opções ou futuros, quando tem investimentos no exterior ou criptomoedas para declarar, quando o histórico que você precisa é anterior à janela da B3, ou quando o teto de ativos do plano gratuito passa a atrapalhar.
Se você só quer ver quanto tem e quanto rendeu, o gratuito resolve — e no Brasil resolve especialmente bem, entre App B3, HUB3, Investidor10, Gorila e o plano gratuito do myProfit. O gatilho mais claro para assinar é o primeiro mês em que você vende mais de R$20.000 em ações, ou vende qualquer FII com lucro: a partir daí existe uma DARF para emitir todo mês, e é isso que uma assinatura compra de volta.
Como testamos e avaliamos os consolidadores
Testamos cada ferramenta deste guia com os mesmos critérios: abertura de conta, importação de carteira, integrações com corretoras e com a B3, acompanhamento de rentabilidade, research, usabilidade, preço e segurança. Comparamos os dados sincronizados com as contas de origem sempre que possível e deixamos claro onde os nossos testes têm limites.
O que testamos
Nossos testes cobrem:
- Abertura de conta e criação de carteiras
- Lançamento manual e importação de notas de corretagem
- Integração com a B3 e com corretoras
- Rentabilidade e análise da carteira
- Ferramentas de research
- Exatidão dos dados, inclusive após eventos corporativos
- Alertas e automação
- Experiência no celular
- Recursos de imposto de renda e exportação
- Atendimento
- Preço e custo-benefício
Plataformas novas são avaliadas com o mesmo método das consolidadas, levando em conta o tempo menor de mercado. O Kyro, nossa primeira escolha, foi testado na prática de forma completa; os demais produtos são avaliados a partir de documentação verificada de preço e funcionalidades, e estamos ampliando os testes práticos ao restante da lista.
Como pontuamos
Nossa nota geral considera acompanhamento da carteira, integrações e sincronização de contas, cobertura de investimentos e ativos, análise e research, IA, alertas e automação, facilidade de uso e experiência mobile, segurança, privacidade e confiabilidade, e preço e custo-benefício.
Ponderamos as categorias que mais pesam no uso diário, em vez de avaliar produtos pelo número de funcionalidades anunciadas.
| Categoria | Peso |
|---|---|
| Acompanhamento da carteira | 20% |
| Integrações e sincronização de contas | 20% |
| Cobertura de investimentos e ativos | 10% |
| Análise de carteira e research | 20% |
| IA, alertas e automação | 10% |
| Facilidade de uso e experiência mobile | 10% |
| Segurança, privacidade e confiabilidade | 5% |
| Preço e custo-benefício | 5% |
Esse peso se aplica de forma consistente a todos os produtos que analisamos, para que os rankings sigam a mesma metodologia de uma comparação a outra. A tabela de detalhamento de cada produto mostra a nota por categoria; a nota geral reflete esse detalhamento somado ao nosso julgamento editorial sobre o quanto o produto serve o seu público-alvo. Nesta edição brasileira pesam também a integração com a B3, a cobertura das classes de ativos locais e o que a ferramenta faz pelo imposto de renda.
Perguntas frequentes
O Kyro é o melhor no geral, combinando sincronização de várias contas com research gratuito e análise assistida por IA a um preço mensal baixo. Para quem investe no Brasil e precisa apurar imposto, o myProfit é a escolha mais completa, e para quem só quer consolidar sem pagar, o App B3 e o Investidor10 resolvem.
O Investidor10 é o melhor gratuito entre os aplicativos independentes, com gerenciador completo e integração à B3. O Gorila é a melhor escolha gratuita para quem tem renda fixa e fundos. E o App B3, lançado pela própria bolsa em dezembro de 2025, consolida todas as instituições sem custo.
O myProfit emite DARF para ações, FIIs, opções, BDRs, ETFs e futuros a partir do plano Premium, e no PRO também para investimentos no exterior e criptomoedas. O Status Invest emite pelo módulo de imposto de renda, vendido à parte por R$365 ao ano. O Grana Capital e o Mycapital também apuram e emitem, ambos em parceria formal com a B3. E o ReVar, da Receita Federal, faz isso de graça para quem opera apenas no mercado à vista.
O Investidor10 tem a melhor avaliação nas lojas e o aplicativo mais recente; o Kinvo é o mais fácil de configurar, com conexão à B3 já no plano gratuito. Para criptomoedas e ativos internacionais, o Delta continua sendo o melhor aplicativo da comparação.
Sim, e vários. O App B3 e o HUB3 são oficiais e gratuitos. O Gorila é gratuito para pessoa física e tem a cobertura de ativos mais ampla da lista. O gerenciador de carteiras do Investidor10 é anunciado como totalmente gratuito. Fora do Brasil, o Portfolio Performance é gratuito e sem limites, e o Ghostfolio também, desde que você hospede o software. Cuidado apenas com “testes gratuitos” que não são planos gratuitos, como os 14 dias por 1 $ do Kubera.
Não. Na renda variável, a corretora retém apenas o “dedo-duro” — 0,005% sobre o valor da venda nas operações comuns e 1% sobre o ganho no day trade — e informa isso à Receita. Calcular o ganho, aplicar a isenção, compensar prejuízos, emitir e pagar a DARF até o último dia útil do mês seguinte é responsabilidade sua. Na renda fixa é diferente: ali o imposto é retido na fonte pela instituição.
Sim. A isenção para até R$20.000 em vendas de ações por mês continua em vigor. A MP 1.303/2025, que propunha acabar com ela, caducou em outubro de 2025 e não virou lei. Lembre que a isenção vale apenas para ações no mercado à vista: FIIs, ETFs, BDRs, opções, futuros e day trade ficam de fora, e o limite considera o valor vendido, não o lucro.
Para dados e indicadores, o Status Invest é o mais completo do mercado brasileiro. Para análise de nível institucional com foco no exterior, o Koyfin, ainda que sem qualquer ligação com a B3. E para simplesmente consolidar tudo sem custo, a Área do Investidor da própria B3 já mostra as suas posições e ainda dá acesso ao ReVar e ao relatório consolidado de fim de ano.
Para uma conta única e simples, o aplicativo da corretora pode bastar. Um consolidador se torna a melhor opção assim que você tem conta em mais de uma instituição, ou quando precisa de apuração de imposto, comparação com índice ou acompanhamento de proventos que a corretora não oferece. Vale lembrar também que o consolidador de uma corretora nunca é neutro: ele existe para atrair a sua custódia.