Shell negocia venda de negócios de postos de gasolina na Malásia para a Saudi Aramco em acordo de US$ 1 bilhão: relatório

Shell negocia venda de negócios de postos de gasolina na Malásia para a Saudi Aramco em acordo de US$ 1 bilhão: relatório
Diya Poddar
06 de mai. de 2024, 10:32 AM
  • Esta estimativa de especialistas da indústria pode chegar a US$ 1 bilhão.
  • Esta mudança inclui planos para alienar aproximadamente 500 postos de gasolina nos próximos dois anos.
  • A aquisição da Saudi Aramco marcaria uma expansão significativa das suas operações de varejo no Sudeste Asiático.

O conglomerado de energia Shell está atualmente negociando a venda de sua extensa rede de postos de gasolina na Malásia para a empresa petrolífera estatal da Arábia Saudita, Saudi Aramco, em um acordo que especialistas do setor estimam que possa chegar a US$ 1 bilhão, informou a Reuters.

Desinvestimento estratégico em meio à reorientação global

A Shell, com sede em Londres, opera cerca de 950 postos de combustível na Malásia, tornando-se a segunda maior rede do país, depois da estatal Petronas.

A potencial venda, que iniciou discussões no final de 2023, faz parte da estratégia mais ampla da Shell sob o comando do CEO Wael Sawan para agilizar as operações e concentrar-se nos setores mais lucrativos do seu negócio.

Esta mudança inclui planos para alienar aproximadamente 500 postos de gasolina nos próximos dois anos.

Expandindo a presença operacional da Aramco

Para a Saudi Aramco, a aquisição marcaria uma expansão significativa das suas operações de varejo no Sudeste Asiático.

Embora a Aramco não possua atualmente nenhum posto de combustível na Malásia, ela detém uma participação de 50% na refinaria Pengerang, de 300 mil barris por dia, em Johor, que é uma joint venture com a Petronas.

Esta refinaria vende combustível no mercado interno e exporta-o.

Especificidades financeiras e sinergias operacionais

Duas fontes familiarizadas com as negociações citaram que o tamanho potencial do negócio estaria na faixa de 4 bilhões a 5 bilhões de ringgit (844 milhões a 1,06 bilhão de dólares).

A venda é vista como um alinhamento com a estratégia da Shell de desinvestir na sua refinaria na ilha de Bukom, em Singapura, que abastece a rede malaia, sugerindo uma consolidação dos activos da Shell a favor de empreendimentos mais lucrativos.

Implicações mais amplas e contexto da indústria

Esta transação proposta surge num momento em que as principais empresas de energia estão a reavaliar os seus ativos globais, concentrando-se na rentabilidade e no alinhamento estratégico num contexto de mudança na dinâmica do mercado.

A decisão da Shell de vender as suas operações na Malásia segue um padrão semelhante de desinvestimento visto em toda a indústria, à medida que as empresas se adaptam às mudanças nas condições económicas e às exigências do mercado.