Invezz

Tendências de consumo na América Latina: as compras híbridas dominam no México, no Chile e no Brasil

Tendências de consumo na América Latina: as compras híbridas dominam no México, no Chile e no Brasil
Noris Soto
10 de jul. de 2024, 19:24 PM
  • Semelhante ao México e ao Chile, uma maioria significativa na Argentina e na Colômbia prefere compras híbridas.
  • No Brasil, apenas 12% dos consumidores preferem compras exclusivas em lojas físicas.
  • As descobertas sugerem que os consumidores da América Latina valorizam tanto a conveniência quanto a flexibilidade.

Uma análise recente da Zebra Technologies revela padrões intrigantes nos comportamentos de compra dos consumidores em toda a América Latina. A pesquisa, que inclui entrevistados com 18 anos de idade em 13 países, fornece insights sobre como os consumidores em cinco principais países da América Latina – México, Chile, Argentina, Colômbia e Brasil – compram.

Padrões de compras no México e no Chile

O relatório destaca que 29% dos mexicanos e chilenos preferem fazer compras exclusivamente em lojas físicas.

Em contraste, 9% dos mexicanos e 13% dos chilenos preferem apenas fazer compras online.

No entanto, a maioria dos consumidores em ambos os países prefere uma abordagem híbrida, com 63% no México e 57% no Chile optando por uma combinação de compras online e físicas.

Opções semelhantes na Argentina e na Colômbia

Na Argentina e na Colômbia, 26% dos entrevistados preferem estabelecimentos físicos.

As compras online são ligeiramente mais populares na Argentina (8%) em comparação com a Colômbia (5%).

Semelhante ao México e ao Chile, uma maioria significativa na Argentina (65%) e na Colômbia (69%) prefere uma estratégia de compras híbrida, combinando experiências online e offline.

Comportamento distinto no Brasil

No Brasil, apenas 12% dos consumidores preferem compras exclusivas em lojas físicas, e um percentual idêntico prefere compras apenas online.

Notavelmente, 77% dos consumidores brasileiros são a favor de uma combinação dos dois métodos, a maior entre os países pesquisados. Isto indica uma forte preferência por uma abordagem equilibrada nas compras.

Preferências gerais do consumidor

As descobertas sugerem que os consumidores latino-americanos valorizam muito a conveniência e a flexibilidade de combinar métodos de compras tradicionais e online.

Esta abordagem integrada permite aos clientes desfrutar do imediatismo e da experiência tangível das lojas físicas, ao mesmo tempo que beneficiam da conveniência e da vasta seleção de produtos disponíveis online.

A análise da Zebra Technologies ressalta uma profunda compreensão da evolução dos padrões de compra na América Latina, mostrando uma clara preferência por um modelo de compras híbrido.

Esta tendência enfatiza a versatilidade e a importância que os consumidores atribuem a uma gama variada de opções de compra para melhorar a sua experiência de compra.

O impacto das compras online no varejo tradicional

O estudo também indica que a mudança para as compras online teve um impacto significativo no varejo tradicional nos mercados latino-americanos.

A mudança no comportamento do consumidor em relação às compras online levou à diminuição do tráfego e das vendas nas lojas físicas, obrigando os retalhistas tradicionais a adaptarem-se ao cenário retalhista em mudança.

Muitas empresas adotaram estratégias omnicanal para integrar perfeitamente experiências de compras offline e online.

Eles estão aproveitando os avanços tecnológicos para melhorar sua presença online, oferecer serviços convenientes e atender às crescentes expectativas dos consumidores em termos de velocidade e personalização.

Esta transição exige repensar as estratégias imobiliárias, à medida que os retalhistas se esforçam por criar experiências consistentes e multicanais para se manterem relevantes e competitivos no mercado.

Por fim, a análise destaca uma tendência significativa para as compras híbridas na América Latina, onde os consumidores combinam o melhor das compras tradicionais e online.

Esta tendência não só reflecte a mudança nas preferências dos consumidores, mas também desafia os retalhistas a inovar e a adaptar-se para permanecerem competitivos num mercado dinâmico.