Presidente dos EUA, Donald Trump, renova ameaças de tarifas à UE e estabelece prazo para a China

Presidente dos EUA, Donald Trump, renova ameaças de tarifas à UE e estabelece prazo para a China
Utkarsh Roshan
22 de jan. de 2025, 01:35 AM
  • Donald Trump intensificou sua retórica comercial na terça-feira, prometendo tarifas contra a União Europeia e a China.
  • Canadá e México responderam com cautela às ameaças de Trump.
  • O vice-primeiro-ministro chinês Ding Xuexiang alertou sobre as consequências de uma guerra comercial.

O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou sua retórica comercial na terça-feira, prometendo tarifas contra a União Europeia (UE) e reiterando sua intenção de impor um imposto de 10% sobre as importações chinesas.

Essas ameaças surgem apenas um dia após sua posse. Na terça-feira, ele também anunciou a implementação de tarifas de 25% sobre o Canadá e o México, a menos que essas nações tomem medidas para combater a migração ilegal e o tráfico de fentanil.

Durante sua campanha eleitoral, Trump prometeu tarifas abrangentes contra várias nações, incluindo impostos de 60% sobre produtos chineses.

Por que Trump quer tarifas sobre a UE e a China

Trump citou a crise contínua do tráfico de fentanil como uma justificativa fundamental para novas medidas comerciais.

Ele acusou a China de facilitar o fluxo de precursores de fentanil para os EUA via Canadá e México, o que contribuiu para uma devastadora epidemia de opioides.

"A União Europeia é muito, muito ruim para nós", disse Trump durante discurso na Casa Branca, enfatizando a necessidade de abordar o superávit comercial da UE com os EUA.

Ele acrescentou: “Então eles vão pagar tarifas. É o único jeito... de obter justiça.”

O conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, defendeu a abordagem do governo em uma entrevista à CNBC.

Ele destacou o custo humano das overdoses de fentanil, que matam aproximadamente 300 americanos por dia, como a força motriz por trás das ameaças tarifárias.

“O motivo pelo qual [Trump] está considerando 25, 25 e 10 [por cento de tarifas sobre o Canadá, o México e a China] é por causa do custo humano”, explicou Navarro.

Trump também assinou um amplo memorando comercial na segunda-feira, ordenando que agências federais concluam uma revisão detalhada dos persistentes déficits comerciais dos EUA, práticas comerciais injustas e manipulação cambial.

O memorando estabelece o prazo de 1º de abril para recomendações sobre soluções, que podem incluir uma "tarifa suplementar global" e revisões da isenção de impostos de minimis para importações de baixo valor, frequentemente associadas a mercadorias ilícitas.

Reação às ameaças tarifárias de Trump

Canadá e México responderam com cautela às ameaças de Trump.

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum destacou a soberania e a independência de seu país ao abordar as demandas dos EUA. "Responderemos passo a passo", disse Sheinbaum, acrescentando que o Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) não está sujeito a renegociação até 2026.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, prometeu responder firmemente às possíveis tarifas dos EUA, afirmando: "Se o presidente [dos EUA] decidir seguir em frente com as tarifas, o Canadá responderá e todas as opções estão em cima da mesa."

Relatórios sugerem que Ottawa está preparando tarifas retaliatórias avaliadas em bilhões de dólares.

O vice-primeiro-ministro chinês Ding Xuexiang alertou sobre as consequências de uma guerra comercial, enfatizando que "não há vencedores" em tais conflitos.

Falando no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, Ding afirmou: "O protecionismo não leva a lugar nenhum. Uma guerra comercial não tem vencedores", de acordo com uma tradução oficial em inglês.