Grupo Braza do Brasil lançará stablecoin atrelada ao Real na XRPL

Grupo Braza do Brasil lançará stablecoin atrelada ao Real na XRPL
Rony Roy
20 de fev. de 2025, 14:03 PM
  • O BBRL será indexado 1:1 ao Real brasileiro.
  • A stablecoin visa atender tanto empresas quanto moradores locais.
  • Inicialmente, estará disponível para clientes institucionais.

O grupo Braza, um importante player no mercado interbancário brasileiro, lançará uma stablecoin lastreada em moeda fiduciária no livro-razão XRP da Ripple.

Batizada de BBRL, a stablecoin será lançada na XRPL e terá lastro de 1:1 com o Real brasileiro.

Com isso, o grupo Braza quer combinar a “estabilidade da moeda tradicional com os benefícios da tecnologia blockchain”, disse um comunicado de imprensa de 19 de fevereiro.

O BBRL servirá como uma solução de pagamento segura e econômica para empresas e moradores locais e conta com o apoio do Braza Bank, acrescentou.

Segundo Marcelo Sacomori, CEO do Grupo Braza, o BBRL também oferecerá aos brasileiros e às empresas nacionais uma alternativa para se proteger contra a volatilidade, ao mesmo tempo em que melhora a eficiência operacional.

O BBRL também será utilizado no DREX, um projeto liderado pelo Banco Central do Brasil com foco na integração de blockchain para serviços financeiros.

O Grupo Braza está participando ativamente da iniciativa, trabalhando ao lado de outros parceiros para explorar novas aplicações baseadas em blockchain para o BBRL.

Sacomori explicou que a empresa propôs diversos casos de uso, incluindo integração com blockchain pública, tokenização de debêntures e custódia de ativos digitais.

“Embora nada esteja finalizado ainda, estamos otimistas quanto à conquista desses objetivos em um futuro próximo”, acrescentou.

O lançamento do BBRL está previsto para o primeiro trimestre de 2025 e estará disponível inicialmente para clientes institucionais e, posteriormente, para clientes B2C no Braza, o aplicativo de carteira multimoeda interno da empresa que permite pagamentos transfronteiriços.

O Grupo Braza pretende capturar “30% do mercado no Brasil”, disse Sacomori, acrescentando que, em cinco anos, espera que as stablecoins sejam uma parte fundamental das trocas de moeda globais.

O desenvolvimento ocorre aproximadamente um mês depois do lançamento da própria stablecoin RLUSD da Ripple na XRPL. No momento da publicação, a RLUSD tinha uma capitalização de mercado de mais de US$ 108 milhões.

Ripple fortalece sua presença no Brasil

O lançamento do BBRL na XRPL consolidou ainda mais a presença da Ripple no país latino-americano, onde inicialmente se estabeleceu em 2019 e desde então se tornou um ator-chave no mercado de remessas.

Até o final de 2022, a Ripple havia firmado parceria com o Travelex Bank, que utilizou sua plataforma de Liquidez Sob Demanda para aproveitar as transações transfronteiriças baseadas em XRP.

No ano passado, a empresa firmou parceria com a exchange criptomoedas local Mercado Bitcoin, que também é a maior exchange de criptomoedas do Brasil, para apoiar pagamentos transfronteiriços entre Brasil e Portugal.

A plataforma utilizou a solução de pagamento ponta a ponta gerenciada da Ripple para otimizar as operações internas de tesouraria da bolsa entre os dois países.

Mais recentemente, estabeleceu outro corredor de pagamentos entre o Brasil e Portugal por meio de uma parceria com a Unicâmbio, provedora portuguesa de câmbio.

A colaboração marcou a primeira vez que a empresa de pagamentos blockchain se estabeleceu em Portugal.

Como relatado anteriormente pela Invezz, a Ripple recentemente ativou a emenda AMMClawback no XRPL, permitindo que ativos com capacidade de recuperação, como o RLUSD, participem de pools de formadores de mercado automatizados.

No início da semana, o regulador de valores mobiliários do Brasil aprovou o primeiro fundo negociado em bolsa (ETF) de XRP à vista do país.

O Hashdex Nasdaq XRP Index Fund recebeu aprovação para negociação no Brasil após ser aprovado pelo regulador de valores mobiliários do país.