Atualização de criptomoedas da LATAM: Avalanche lança cartão Visa, Tether se muda para El Salvador

Atualização de criptomoedas da LATAM: Avalanche lança cartão Visa, Tether se muda para El Salvador
Noris Soto
01 de mar. de 2025, 06:21 AM
  • O cartão Avalanche visa melhorar a inclusão financeira para freelancers e indivíduos sub-bancarizados na América Latina.
  • A Tether está se mudando para El Salvador e adquirindo a Adecoagro para fortalecer sua presença na América Latina.
  • O Peru ocupa a sétima posição em valor de criptomoedas e a terceira em crescimento na América Latina, de acordo com o relatório de 2024 da Lemon.

A LATAM continua a expandir-se no cenário das criptomoedas.

Os destaques desta semana incluíram o lançamento do Avalanche Card pela Avalanche Foundation, um cartão de crédito para usuários na América Latina e nos Estados Unidos.

O cartão, anunciado em comunicado à Cointelegraph en Español, busca integrar as criptomoedas como uma ferramenta poderosa para transações diárias.

De acordo com John Wu, presidente da Ava Labs, a imagem do cartão oferece uma experiência semelhante à de um cartão de crédito, refletindo a crescente popularidade dos ativos digitais.

Com o Avalanche Card, a rede Avalanche integra de forma segura um método de pagamento potencial dentro da rede Visa, permitindo que os usuários gastem seus ativos digitais com muito mais facilidade, sem precisar alternar entre plataformas.

Com essa iniciativa, os usuários podem usar criptomoedas como USDC, USDT, Wrapped AVAX (wAVAX) e AVAX para comprar bens e serviços online ou em qualquer estabelecimento comercial que aceite Visa.

O cartão, que também é comercializado para freelancers e o público subbancarizado, concentra-se na inclusão financeira na Argentina — por exemplo —, onde cerca de 30% dos adultos não têm acesso a serviços bancários tradicionais.

O Cartão Avalanche, com o apoio da mais ampla rede de aceitação da Visa, simplifica o acesso às finanças descentralizadas (DeFi) e permite aos usuários manterem seus ativos de forma eficaz em carteiras de autocustódia.

A Tether aposta na América Latina ao se mudar para El Salvador

A Tether, gigante das stablecoins, mudou sua sede para El Salvador e planeja adquirir grandes empresas agrícolas como a Adecoagro.

Ao contrário de outras notícias recentes sobre a Tether, a principal emissora de stablecoins está tomando medidas para garantir sua sobrevivência diante de potenciais ameaças existenciais de instituições americanas.

De acordo com o Cointelegraph, a Tether pretende criar seu mercado de stablecoins em um ambiente regulatório mais favorável.

A expansão da Shopify para áreas como energia, IA e agricultura pode ser vista como uma estratégia de diversificação bem-sucedida ou uma busca arriscada por crescimento.

De acordo com o relatório, o USDT tem o potencial de se tornar o refúgio digital da América à medida que a Tether se expande pela região.

As atividades da empresa podem ser influenciadas por fatores econômicos e geopolíticos regionais, mas seu objetivo é criar um sistema financeiro baseado em tecnologia blockchain para inclusão e desenvolvimento.

Investir na Adecoagro é mais do que uma simples transação financeira; é um compromisso com a conexão entre as economias digital e real.

A Tether enfrenta obstáculos regulatórios e concorrência de novos participantes no mercado de stablecoins, como Circle e Paxos.

O impacto do Tether no futuro financeiro da América Latina exigirá certeza regulatória, apesar do caminho difícil que se avizinha.

O Peru ocupa o terceiro lugar no crescimento de criptomoedas na América Latina.

O Peru emergiu como um importante ator no setor de bitcoin da América Latina.

De acordo com a pesquisa mais recente da Lemon, “Estado da Indústria Crypto 2024”, o país ocupa a sétima posição em termos de valor recebido em criptomoedas.

O relatório mostra que o país ocupa a terceira posição em crescimento anual na região.

Essa rápida ascensão está sendo impulsionada por desenvolvimentos em marcos legislativos, integração técnica e crescente interesse público em ativos digitais como o Bitcoin.

De acordo com o Cointelegraph, diversos fatores, como melhorias na regulamentação, o desenvolvimento da tecnologia e o crescente interesse da população em ativos digitais (sendo o Bitcoin um deles), causaram essa ascensão acelerada.

De acordo com o relatório Lemon, o Peru alcançou vários marcos que contribuíram para a expansão do cenário cripto no último ano.

O ponto crucial foi a implementação da interoperabilidade, permitindo que fintechs locais e estrangeiras interagissem com o sistema financeiro peruano.

Esta foi uma iniciativa do Banco Central de Reserva do Peru (BCRP) e da Câmara de Compensação Eletrônica (CCE).

Essa parceria permitiu uma experiência de usuário perfeita por meio de depósitos e saques em moeda local (o sol) para empresas como a Lemon.

Além da interoperabilidade, a pesquisa destaca o boom das fintechs no Peru, com 346 empresas ativas em 2023, um aumento de 20% em relação às 288 do ano anterior.