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Coreia do Sul reforça fiscalização contra lavagem de dinheiro em meio ao aumento de transações com criptomoedas

Coreia do Sul reforça fiscalização contra lavagem de dinheiro em meio ao aumento de transações com criptomoedas
Diya Poddar
05 de mar. de 2025, 06:53 AM
  • O Conselho de Curadores de Inspeção AML delineou uma estratégia de inspeção para 2025.
  • 45 dos 77 operadores de câmbio foram flagrados violando as regulamentações de AML (Anti-Money Laundering).
  • Entidades financeiras de alto risco serão submetidas a um escrutínio mais rigoroso em 2025.

As autoridades financeiras da Coreia do Sul estão intensificando a aplicação das leis contra lavagem de dinheiro (AML) para combater crimes financeiros, à medida que o país se consolida como um importante centro global para negociação de criptomoedas.

A Unidade de Inteligência Financeira (UIF), que opera sob a Comissão de Serviços Financeiros (FSC), convocou o Conselho de Curadores de Inspeção de AML em 5 de março para apresentar sua estratégia de inspeção para 2025.

Com a participação de 11 órgãos reguladores, a reunião sublinhou a urgência de abordar os riscos financeiros ligados à rápida expansão das transações de ativos virtuais.

A Coreia do Sul representa 30% do volume global de negociação de criptomoedas, com quase 4% de sua população possuindo ativos digitais.

À medida que os crimes financeiros evoluem com novos métodos de pagamento digital, as autoridades estão reforçando a supervisão das transações virtuais e dos operadores de câmbio de alto risco.

As mais recentes iniciativas da FIU concentram-se no reforço dos quadros de AML para detetar ameaças emergentes, incluindo serviços de remessas fraudulentos e uso indevido de contas digitais.

Medidas AML mais rigorosas

Os reguladores estão priorizando a aplicação da lei contra crimes financeiros que afetam diretamente o público, como fraude, jogos de azar ilegais e transações relacionadas a drogas.

A FIU planeja lançar uma Equipe de Resposta Conjunta para Crimes de Lavagem de Dinheiro contra o Público, em parceria com o Serviço de Supervisão Financeira e instituições financeiras.

Esta equipe, operando bimestralmente, monitorará transações suspeitas e emitirá alertas oportunos para as partes interessadas do setor.

As autoridades estão particularmente focadas na identificação de novas táticas de lavagem de dinheiro facilitadas pelas finanças digitais, incluindo contas virtuais e serviços de remessa fáceis.

Para se manter à frente dessas ameaças, a FIU avaliará regularmente os padrões de criminalidade em evolução e aprimorará sua abordagem regulatória. O feedback do setor e as reportagens da mídia desempenharão um papel crucial na definição da estratégia de inspeção de AML.

Casas de câmbio de alto risco

O Serviço de Supervisão Financeira anunciou planos para expandir a supervisão de instituições financeiras que não passaram por inspeções recentes de AML (Anti-Money Laundering).

Isso inclui empresas anteriormente sinalizadas por medidas de conformidade deficientes.

Os reguladores avaliarão a eficácia da colaboração entre os departamentos de AML e de proteção ao consumidor, garantindo que as instituições financeiras possam detectar e prevenir transações ilícitas com mais eficiência.

O Serviço de Alfândega da Coreia também relatou uma tendência alarmante de violações de AML entre operadores de câmbio.

Dos 77 operadores inspecionados no ano passado, 45 foram considerados em violação das regulamentações de AML, particularmente aqueles que operam serviços online ou não tripulados.

Este ano, as autoridades classificarão esses operadores em categorias de alto e baixo risco, com fiscalização mais rigorosa para aqueles que lidam com grandes volumes de transações ou apresentam sinais de exposição a crimes financeiros.

Adaptando-se às ameaças financeiras

A FIU está intensificando os esforços para fortalecer a transparência financeira à medida que a tecnologia remodela o cenário da lavagem de dinheiro.

Agências reguladoras, incluindo o Ministério do Interior e Segurança e a Sede dos Correios, estão avaliando as medidas de gestão de risco em instituições financeiras cooperativas, com foco no cumprimento das obrigações de identificação de clientes.

O diretor da FIU, Park Kwang, enfatizou a importância de uma estratégia proativa de combate à lavagem de dinheiro, instando as agências a permanecerem vigilantes à medida que os crimes financeiros se tornam mais sofisticados.

As autoridades imporão penalidades severas às entidades não conformes, ao mesmo tempo em que refinarão continuamente os marcos regulatórios de AML para combater os riscos associados a transações digitais e ativos virtuais.

Com a Coreia do Sul desempenhando um papel importante no comércio global de criptomoedas, o escrutínio regulatório deve aumentar, garantindo que o sistema financeiro do país permaneça transparente e resiliente contra atividades ilícitas.