O petróleo a US$ 50 está no horizonte? JPMorgan alerta para novas quedas de preços em meio à pressão de oferta.

O petróleo a US$ 50 está no horizonte? JPMorgan alerta para novas quedas de preços em meio à pressão de oferta.
Deepali Singh
17 de mar. de 2025, 09:44 AM
  • O Goldman Sachs reduziu suas previsões para o preço do petróleo, juntando-se a outros bancos que veem o petróleo bruto sendo negociado na faixa dos US$ 60.
  • A previsão revisada para o petróleo Brent é de 65 a 80 dólares por barril, abaixo dos 70 a 85 dólares anteriores.
  • Analistas citam preocupações com o crescimento econômico dos EUA, as tarifas de Trump e o aumento da produção de petróleo da OPEP+.

A perspectiva para os preços do petróleo está se tornando cada vez mais pessimista em Wall Street, com um consenso crescente de que o petróleo bruto será negociado principalmente na faixa dos US$ 60 nos próximos meses.

O Goldman Sachs Group Inc. juntou-se a um coro de outros bancos ao reduzir suas previsões de preços do petróleo, citando preocupações com a desaceleração do crescimento econômico dos EUA e o impacto potencial das políticas comerciais do presidente Trump.

Goldman se junta ao coro.

Após inicialmente manter suas projeções de preços anteriores quando a OPEP+ confirmou os planos de aumentar a produção de petróleo no início deste mês, o Goldman Sachs acabou revisando suas perspectivas em resposta à crescente pressão sobre a economia dos EUA.

Em uma nota de pesquisa, o banco reduziu sua faixa esperada para o petróleo Brent para US$ 65 a US$ 80 por barril, abaixo da previsão anterior de US$ 70 a US$ 80.

"Esperamos que o Brent permaneça acima de US$ 70 o barril nos próximos meses", escreveu Daan Struyven, chefe de pesquisa de commodities, mas "não vemos mais US$ 70 como o piso de preço", sinalizando uma mudança significativa no sentimento. Os futuros do Brent estão atualmente em torno de US$ 71.

Wall Street fica pessimista.

A revisão do Goldman segue rebaixamentos semelhantes nas últimas semanas pelo Morgan Stanley e pelo Bank of America Corp., ambos os quais agora preveem que o petróleo Brent seja negociado na faixa dos US$ 60 no segundo semestre do ano.

O Citigroup Inc. e o JPMorgan Chase & Co. há muito mantêm uma visão mais cautelosa, prevendo que os preços terminariam o ano na faixa de US$ 60 ou menos. Além de Wall Street, importantes casas de negociação de petróleo, como o Vitol Group e o Gunvor Group, tradicionalmente otimistas em relação ao petróleo bruto, também se tornaram mais pessimistas em suas perspectivas.

Essa queda nos preços do petróleo foi bem recebida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e oferece um alívio para os consumidores e os bancos centrais que lutam contra anos de inflação desenfreada.

No entanto, também representa riscos financeiros significativos para os produtores da indústria de petróleo de xisto americana e para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), liderada pela Arábia Saudita, podendo reduzir seus lucros e sobrecarregar os orçamentos.

O cenário pessimista: petróleo a US$ 50 no horizonte?

O Citigroup continua sendo o mais pessimista entre as principais instituições financeiras, projetando que o petróleo bruto terá uma média de US$ 60 por barril no segundo e terceiro trimestres, antes de cair ainda mais para US$ 55 no quarto.

Olhando para o próximo ano, as avaliações preliminares de Wall Street sugerem pouco potencial de crescimento.

O JPMorgan prevê que o petróleo bruto terá uma média de US$ 61 por barril e poderá até mesmo atingir US$ 50, à medida que Trump pressiona para manter os barris russos e iranianos sancionados no mercado, aumentando a oferta global e deprimindo ainda mais os preços.

Essa projeção sinaliza um ambiente potencialmente desafiador para os produtores de petróleo nos próximos anos.