CSN Mineração do Brasil registra prejuízo de US$ 69,5 milhões no primeiro trimestre

CSN Mineração do Brasil registra prejuízo de US$ 69,5 milhões no primeiro trimestre
Noris Soto
09 de mai. de 2025, 14:12 PM
  • A CSN Mineração registrou um prejuízo líquido de R$ 357 milhões (US$ 69,5 milhões) no primeiro trimestre de 2025 devido a impactos cambiais.
  • A receita caiu 12,7% em relação ao quarto trimestre, afetada pelas chuvas e pela sazonalidade, mas aumentou 21,7% em comparação com o ano anterior.
  • Apesar da perda, a empresa aprovou US$ 252,8 milhões em dividendos e JCP, a serem pagos até o final do ano.

A CSN Mineração (CMIN3), braço de mineração da gigante do aço CSN, registrou um prejuízo líquido de R$ 357 milhões (aproximadamente US$ 69,5 milhões) no primeiro trimestre de 2025, uma queda significativa em relação ao lucro líquido do trimestre anterior, superior a R$ 2,0 bilhões (US$ 389,2 milhões).

De acordo com a InfoMoney, a queda da empresa foi causada principalmente por flutuações cambiais que afetaram suas reservas de caixa em moeda estrangeira.

A receita líquida ajustada no primeiro trimestre foi de R$ 3,41 bilhões (US$ 662,9 milhões), uma diminuição de 12,7% em relação ao quarto trimestre de 2024.

A redução foi causada principalmente pela sazonalidade normal e pelas chuvas significativas, que dificultaram as quantidades de trânsito.

Apesar da redução trimestral, a receita aumentou 21,7% em relação ao ano anterior, graças à melhoria da eficiência operacional e a um cenário cambial mais favorável, segundo a InfoMoney.

Preços estáveis, custos crescentes

A receita líquida unitária foi de US$ 61,96 por tonelada, inalterada em relação ao trimestre anterior e ao trimestre do ano anterior, o que é consistente com os preços relativamente estáveis do minério de ferro durante o período.

O Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) do 1º trimestre de 2025 foi de R$ 2,24 bilhões (US$ 435,5 milhões), um aumento de 5,3% em relação ao 4º trimestre de 2025 devido ao aumento das compras de minério de alta qualidade e aos altos custos de frete.

A CSN Mineração alcançou um forte custo caixa por tonelada de US$ 21,0/t, um aumento marginal (2,9%) trimestre a trimestre, mas uma melhoria significativa (11,0%) ano a ano, devido aos recentes ganhos de eficiência operacional.

O lucro bruto do trimestre foi de R$ 1,17 bilhão (US$ 227,4 milhões), uma queda de 34,1% em relação ao 4T24.

A margem bruta caiu para 34,4%, atribuível principalmente a uma menor diluição dos custos fixos com a queda do volume.

No entanto, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o lucro bruto aumentou 28,4%, com uma melhoria na margem de 1,8 ponto percentual.

Pressões administrativas e financeiras

As despesas gerais e administrativas aumentaram para R$ 57,6 milhões (US$ 11,5 milhões), um aumento de 16,9% em relação ao trimestre anterior, impulsionado por um efeito pontual.

Apesar do maior volume de vendas, esses custos foram 21,1% menores do que os do primeiro trimestre de 2024, indicando uma reversão nas iniciativas de controle de custos.

A receita de capital próprio foi de R$ 37 milhões (US$ 7,2 milhões), uma diminuição de 16,4% em comparação com o quarto trimestre devido à sazonalidade e à menor atividade de logística ferroviária via ferrovia MRS.

Uma das razões para o prejuízo trimestral foi o impacto da moeda mais fraca nas reservas de caixa denominadas em dólares da CSN Mineração.

Foram aprovados retornos aos acionistas de US$ 252,8 milhões.

O conselho de administração da CSN Mineração aprovou uma distribuição substancial de dividendos aos acionistas, no valor de R$ 1,3 bilhão (US$ 252,8 milhões).

Isso incluiu R$ 1,09 bilhão (US$ 212 milhões) em dividendos intermediários e R$ 210 milhões (US$ 40,8 milhões) em juros sobre o capital próprio (JCP).

A empresa indicou que os acionistas registrados até segunda-feira, 12 de maio, serão elegíveis para a distribuição.

O pagamento será concluído até 31 de dezembro de 2025, sendo a data exata divulgada posteriormente.