Mercados europeus abrem: Stoxx 600 em queda; prejuízo da EasyJet aumenta, ações da BT sofrem queda.

Mercados europeus abrem: Stoxx 600 em queda; prejuízo da EasyJet aumenta, ações da BT sofrem queda.
Deepali Singh
22 de mai. de 2025, 04:48 AM
  • Os mercados europeus abriram em baixa na quinta-feira; Stoxx 600 -0,5%, DAX e CAC 40 -0,5%, FTSE 100 -0,4%.
  • A EasyJet registrou um prejuízo pré-impostos de 394 milhões de libras no primeiro semestre, mas permanece confiante em relação ao lucro anual.
  • O CEO da EasyJet atribuiu as perdas do segundo trimestre a investimentos em capacidade e à maturação de novas rotas, mas prevê uma forte demanda no verão.

Os mercados de ações europeus iniciaram a sessão de negociação de quinta-feira com uma nota decididamente negativa, com os principais índices do continente caindo para território negativo pouco depois do toque do sino de abertura.

Essa queda generalizada foi acompanhada por notícias específicas de empresas, incluindo um prejuízo maior no primeiro semestre para a companhia aérea de baixo custo EasyJet e uma notável rebaixação da ação para a gigante britânica de telecomunicações BT Group.

Aproximadamente dez minutos após o início do pregão, o índice pan-europeu Stoxx 600 estava sendo negociado 0,5% abaixo, com quase todos os setores registrando perdas.

Esse sentimento negativo se refletiu no desempenho das principais bolsas de valores regionais.

O DAX da Alemanha e o CAC 40 da França caíram cerca de 0,5%, enquanto o FTSE 100 de Londres recuou 0,4%.

Indicações pré-mercado da IG já sinalizavam uma abertura em baixa, com o FTSE de Londres previsto para abrir 43 pontos abaixo, em 8.739, o DAX alemão 135 pontos abaixo, em 23.984, o CAC 40 francês 48 pontos abaixo, em 7.865, e o FTSE MIB italiano previsto para abrir 251 pontos abaixo, em 40.331.

EasyJet enfrenta contratempos

A companhia aérea de baixo custo EasyJet viu suas ações sob pressão após reportar um prejuízo maior nos primeiros seis meses de seu ano fiscal.

A empresa anunciou um prejuízo antes de impostos de 394 milhões de libras (529 milhões de dólares) para o primeiro semestre, em comparação com um prejuízo de 350 milhões de libras registrado no mesmo período de 2024.

Em resposta à divulgação dos resultados, as ações da EasyJet caíram 3% às 8h10 da manhã, horário de Londres, pouco depois da abertura do mercado.

Apesar do prejuízo maior, o CEO da EasyJet, Kenton Jarvis, expressou confiança no desempenho anual da companhia aérea, citando fortes tendências de reservas atuais.

Jarvis descreveu o primeiro semestre do ano — normalmente um período mais tranquilo para as companhias aéreas — como um "momento interessante".

Falando ao programa 'Squawk Box Europe' da CNBC na quinta-feira, ele explicou: "No primeiro semestre, temos dois trimestres. O primeiro trimestre vai de outubro a dezembro, e nesse trimestre, na verdade, tivemos um desempenho muito bom."

Jarvis também reconheceu as dificuldades de capacidade em toda a indústria, observando que tanto a Airbus quanto a Boeing não estão conseguindo cumprir os cronogramas originais de entrega de aeronaves, mas enfatizou que a "demanda subjacente existe".

Olhando para o futuro, a EasyJet declarou que as reservas atuais dão a garantia de que cumprirá as previsões de lucro para o ano fiscal.

BT Group enfrenta rebaixamento de recomendação por analistas devido a preocupações com a alta.

Em outras notícias de empresas, a BT Group, gigante britânica de telecomunicações, viu suas ações serem analisadas com rigor.

Analistas do Deutsche Bank rebaixaram a classificação da ação da BT para "Vender", poucas semanas antes dos resultados do quarto trimestre.

A rebaixação foi atribuída principalmente ao significativo aumento de 17% no preço de suas ações este ano.

Em uma nota aos clientes, Robert Grindle, do Deutsche Bank, observou que as ações da BT "provaram ser ainda mais defensivas do que as de seus pares em um momento de confusão na guerra comercial, economia fraca e força da libra esterlina, apesar das perdas na Openreach".

No entanto, o analista alertou os investidores de que a BT ainda enfrenta desafios fundamentais, incluindo novos concorrentes que estão invadindo sua participação de mercado.

Grindle reconheceu que a recente aquisição de uma participação na empresa pela Bharti, uma das maiores operadoras de telecomunicações da Índia, contribuiu para o sentimento positivo em torno da ação.