Reunião Trump-Putin deve beneficiar essas duas ações de defesa europeias

Reunião Trump-Putin deve beneficiar essas duas ações de defesa europeias
Wajeeh Khan
14 de ago. de 2025, 16:57 PM
  • Reunião Trump-Putin vista impulsionando o setor de defesa da Europa, ganhando ou perdendo.
  • A Saab, com fortes contratos e impulso, se beneficia do rearmamento da OTAN.
  • A Thales deve ganhar com o impulso da Europa para a modernização da defesa e segurança.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, devem se encontrar no Alasca na sexta-feira para discutir uma possível resolução para a guerra na Ucrânia.

A cúpula marca o primeiro diálogo presencial entre os dois líderes desde a invasão em grande escala da Rússia em 2022.

Enquanto as ações europeias mais amplas subiram com as notícias da reunião, as ações de defesa regionais inicialmente caíram. No entanto, analistas dizem que a cúpula - independentemente do resultado - pode reforçar o impulso de alta de longo prazo para o setor de defesa da Europa.

Com governos comprometidos com o rearmamento e a modernização de vários anos, a reunião é amplamente vista como positiva para os principais atores, como Saab e Thales.

Por que a reunião Trump-Putin deve beneficiar as ações de defesa europeias

Quer a reunião de alto nível de sexta-feira resulte em um cessar-fogo ou entre em um impasse, as ações de defesa europeias estão posicionadas para se beneficiar.

Negociações fracassadas provavelmente intensificarão a urgência da Otan em reabastecer armas e reforçar a dissuasão.

Por outro lado, mesmo um acordo de paz deixaria a Europa diante de um poderoso exército russo – levando a investimentos sustentados em infraestrutura de defesa.

Como observa Dmitrii Ponomarev, da VanEck, "os estoques não se reabastecem magicamente", e o pivô da região para gastar 5% do PIB em defesa sugere uma mudança estrutural.

Qualquer um dos cenários oferece suporte a iniciativas de ciclo longo, esforços de modernização e aquisições plurianuais – tornando as empresas de defesa diversificadas atraentes, independentemente da volatilidade de curto prazo.

Dito isso, eis por que a Saab, com sede na Suécia, e a Thales, da França, se destacam particularmente como investimentos potenciais após a reunião Trump-Putin.

Saab AB (STO: SAAB-B)

A gigante sueca de defesa Saab se destaca como a principal beneficiária do esforço de rearmamento da Europa. O CEO Michael Johansson disse recentemente à CNBC que, mesmo com um cessar-fogo, "os governos não vão recuar e dizer que acabou".

O portfólio da Saab abrange defesa aérea, vigilância e sistemas autônomos, áreas centrais para as metas de modernização da OTAN.

A exposição da empresa a contratos de ciclo longo e serviços de sustentação a posiciona bem para uma receita estável, mesmo que a urgência desapareça.

Com as ações mais do que dobrando em 2025 e forte interesse institucional, as ações da Saab oferecem impulso e relevância estratégica.

Os investidores que buscam exposição ao desenvolvimento da defesa da Europa devem ver qualquer recuo como uma oportunidade de compra.

Observe que as ações da Saab atualmente pagam um dividend yield de 0,38% também.

Thales SA (EPA: SO)

A francesa Thales é outro destaque nas ações de defesa europeias, oferecendo ampla exposição em sistemas de segurança cibernética, aeroespacial e militar.

Sua inclusão no ETF de defesa de US$ 6,9 bilhões da VanEck ressalta a confiança dos investidores em suas perspectivas de longo prazo.

A Thales se beneficia da mudança da Europa em direção à autossuficiência em defesa – com os governos priorizando a modernização e as capacidades de guerra digital. A cúpula Trump-Putin, mesmo que bem-sucedida, não apagará a necessidade de reabastecimento e atualizações estratégicas – áreas em que a Thales se destaca.

Com um pipeline robusto e fluxos de receita diversificados, a empresa está bem posicionada para absorver a volatilidade de curto prazo e capitalizar os ciclos de aquisição de vários anos. Para investidores de longo prazo, as ações da Thales continuam sendo uma jogada atraente.

No entanto, não paga dividendos no momento da redação.