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OranjeBTC será listada na B3, desafiando Meliuz

OranjeBTC será listada na B3, desafiando Meliuz
Noris Soto
01 de out. de 2025, 13:30 PM
  • A OranjeBTC estreará na brasileira B3 por meio de um IPO reverso, com uma tesouraria de 3.650 bitcoins avaliada em US$ 420 milhões.
  • A empresa combina sua estratégia de reserva de bitcoin com uma plataforma de educação para investidores para impulsionar a adoção.
  • Apoiado por Ricardo Salinas, os gêmeos Winklevoss, FalconX e Adam Back, tem como objetivo desafiar Meliuz.

A empresa brasileira de criptomoedas OranjeBTC começará a ser negociada na bolsa de valores B3 em São Paulo na próxima semana, rivalizando com a fintech Meliuz (CASH3.SA).

A Meliuz (CASH3) foi a primeira empresa brasileira de capital aberto a implementar uma estratégia de tesouraria Bitcoin.

No entanto, a OranjeBTC pretende desenvolver esse modelo misturando garantias físicas com um mecanismo de aprendizado que visa ajudar os investidores de varejo de forma mais ampla.

A listagem marca um passo importante para o crescente ecossistema de ativos digitais do Brasil, fornecendo um mercado regulamentado para exposição institucional ao bitcoin.

De acordo com a liderança da OranjeBTC, o objetivo da empresa é aumentar o envolvimento dos investidores e integrar o Bitcoin como um componente central dos portfólios financeiros modernos.

Foco nas reservas e educação de Bitcoin

A empresa agora tem uma reserva de tesouraria de 3.650 bitcoins, no valor de mais de US$ 420 milhões nas taxas atuais.

Ao manter a propriedade direta dos ativos digitais, a OranjeBTC espera dar aos acionistas acesso indireto ao potencial de alta do Bitcoin sem exigir que eles operem carteiras ou atravessem restrições restritivas.

O fundador e CEO Guilherme Gomes afirmou que a estratégia da empresa é dupla: desenvolver suas reservas e fornecer ferramentas de ensino.

A OranjeBTC criou sua própria plataforma de aprendizado para educar os acionistas sobre os mercados de bitcoin, gerenciamento de risco e ideias de valor de longo prazo.

O projeto visa aumentar a aceitação entre os investidores individuais e, ao mesmo tempo, satisfazer as necessidades dos investidores institucionais que não podem comprar criptomoedas diretamente.

Rota alternativa para mercados públicos

Em vez de ir para um IPO tradicional, a OranjeBTC realizará um IPO reverso para ser listada.

Desbloqueio de uma nova estrutura de listagem offshore na B3 após a aquisição recente da Intergraus, empresa do setor educacional, já listada na B3.

A nova rota não apenas permitirá que a OranjeBTC evite algumas das complexidades de um IPO convencional, acelerando sua entrada no mercado, mas também se beneficia da listagem existente da Integraus.

Tal decisão é consistente com um negócio no qual a empresa oferece aos investidores exposição financeira ao bitcoin e, ao mesmo tempo, os educa.

Apoiando números globais de criptomoedas

Antes de entrar na principal exchange do Brasil, a OranjeBTC recebeu apoio de investidores estrangeiros proeminentes.

Ricardo Salinas, bilionário mexicano e dono do Banco Azteca, está entre os apoiadores da empresa.

Investidores adicionais incluem os cofundadores da Gemini, Cameron e Tyler Winklevoss, FalconX, corretora de criptomoedas age, e Adam Back, uma figura bem conhecida na mineração de bitcoin e no desenvolvimento de blockchain.

Seu envolvimento demonstra o crescente interesse internacional em empresas brasileiras de criptomoedas, bem como a confiança no conceito de negócios da OranjeBTC.

Competindo com Meliuz

Ao ser listada na B3, a OranjeBTC competirá com a Meliuz, que lançou o primeiro plano de tesouraria Bitcoin listado na bolsa de valores do Brasil.

Enquanto a Meliuz expandiu suas atividades como uma empresa de fintech, a OranjeBTC está se lançando como uma jogada pura de bitcoin, enfatizando um foco em um único ativo no "nível mais alto".

Essa especialização pode atrair investidores que buscam exposição ao bitcoin sem as complexidades adicionais de grandes empresas de fintech.

A premissa da empresa é que os acionistas possam obter exposição por meio de ações e, ao mesmo tempo, receber educação direta sobre o ativo.

Implicações mais amplas para o mercado financeiro brasileiro

A listagem ocorre em meio a um escrutínio regulatório persistente e interesse de investidores institucionais e de varejo em criptomoedas em toda a América Latina.

Com mercados de ações desenvolvidos e um conhecido apetite por inovação em fintech, o Brasil se tornou um campo de provas para a incorporação de ativos digitais na infraestrutura financeira convencional.

OranjeBTC fornece uma brecha regulatória para investidores que não podem possuir criptomoedas diretamente.

Isso permite que as instituições ganhem exposição indireta ao Bitcoin, com governança e conformidade vinculadas a uma entidade negociada em bolsa, por meio da compra de ações.

Caso seja bem-sucedido, a OranjeBTC tem o potencial de tornar o Bitcoin um ativo de investimento mais acessível no Brasil, interrompendo os modelos corporativos de fintech existentes e criando melhores maneiras de se envolver com os acionistas.

Apoiada por um profundo apoio internacional e um grande tesouro de bitcoin, a empresa agora aspira a se estabelecer como um dos principais players de criptomoedas na maior economia da América Latina.