Notícias sobre cripto da LATAM: El Salvador fortalece suas reservas em Bitcoin enquanto a investigação argentina sobre o LIBRA se intensifica

- El Salvador eleva suas reservas de BTC para além de 7.400 moedas após comprar mais de 1.000 durante a queda.
- O relatório LIBRA da Argentina destaca a responsabilidade política em meio a movimentos de carteiras de 58 milhões de dólares no SOL.
- São Paulo detém 31,3% dos investidores de criptomoedas do Brasil, liderando em carteiras de riqueza e diversificadas.
As notícias sobre cripto da LATAM desta semana incluem desenvolvimentos-chave: El Salvador continua acumulando Bitcoins de forma agressiva, elevando as reservas nacionais acima de 7.400 BTC apesar da volatilidade do mercado, enquanto a investigação LIBRA da Argentina atinge um ponto crítico, com o lançamento do relatório do Congresso coincidindo com rápidas transferências de carteiras multimilionárias.
São Paulo continua sendo o maior polo de criptomoedas do Brasil, representando 31,3% da rica e diversificada base de investidores do país.
Essas histórias demonstram o cenário em mudança da aceitação, legislação e atividade de mercado do bitcoin na América Latina.
Estratégia de acumulação de Bitcoin de El Salvador sob escrutínio
O governo salvadorenho recebeu uma atenção mundial renovada após comprar 1.089 BTC após um colapso dramático do mercado na quarta-feira, no qual o Bitcoin caiu brevemente abaixo de $90.000.
Essa aquisição eleva as posições totais do país para mais de 7.474 BTC, reforçando sua estratégia de acumulação apesar da volatilidade do mercado e de uma queda de quase 27% em relação ao recorde histórico do Bitcoin.
Autoridades enfatizaram que a aquisição, realizada em três grandes transações totalizando mais de 100 milhões de dólares, demonstra confiança sustentada no Bitcoin como um ativo estratégico de longo prazo.
A ação ocorreu em meio a uma crescente incerteza e pressão macroeconômica, gerando debates sobre suas implicações econômicas.
Apesar de o Bitcoin não ser mais moeda de curso legal no país devido aos acordos do FMI, a administração continua acumulando o ativo, promovendo-o como uma pedra angular de sua estratégia financeira.
Enquanto alguns analistas veem a durabilidade dessas compras como evidência de convicção institucional, outros acreditam que a fragilidade do mercado levanta preocupações sobre riscos e sustentabilidade a longo prazo.
A investigação da criptomoeda LIBRA na Argentina atinge um estágio crítico
A Comissão de Investigação LIBRA do Congresso argentino divulgou seu tão aguardado relatório final, coincidindo com a transferência inesperada de milhões de dólares de carteiras inativas associadas ao caso.
O relatório, criado após meses de depoimentos, pesquisa técnica e cooperação judicial, busca analisar a responsabilidade política, a supervisão judicial e a gestão de fundos em uma das investigações de criptomoedas mais controversas da Argentina.
O presidente da Comissão, Maxi Ferraro, afirmou que o relatório investiga quaisquer pagamentos indiretos a funcionários públicos e avalia atos ou omissões que possam ter permitido ou falhado em impedir os acontecimentos no caso LIBRA.
Enquanto isso, especialistas on-chain descobriram considerável atividade nas carteiras, com carteiras anteriormente inativas transferindo mais de $58 milhões em USDC para o SOL, uma moeda que não pode ser congelada, levantando preocupações sobre o momento e a intenção.
Autoridades dos Estados Unidos congelaram momentaneamente e depois liberaram o dinheiro, enquanto promotores argentinos continuam buscando ordens de congelamento.
A divulgação do relatório representa um momento decisivo para a supervisão judicial, responsabilidade política e o escrutínio intensificado das carteiras vinculadas à LIBRA, já que analistas alertam que essas transações recentes podem ser a última evidência visível de dinheiro significativo.
São Paulo lidera o mercado cripto do Brasil, segundo pesquisa
De acordo com uma pesquisa da Altside de 2025, São Paulo agora representa 31,3% de todos os investidores em criptomoedas no Brasil, superando a proporção combinada das regiões Norte e Nordeste (16,3%).
De acordo com o relatório, os investidores brasileiros em criptomoedas estão se tornando mais maduros e ricos, com uma riqueza média de BRL 521.900, mais de três vezes maior que a dos investidores tradicionais, e mais de um quarto possuindo ativos no valor de mais de BRL 1 milhão.
Essa mudança geracional indica que as criptomoedas não são mais apenas para entusiastas, mas estão sendo usadas em planos de gestão de ativos e diversificação.
O relatório também revela a evolução do comportamento dos investidores: uma média de seis criptoativos por portfólio, 54,2% em autocustódia e uma distribuição praticamente equilibrada dos perfis de risco.
Bitcoin, Ethereum, Solana, Tether/USDT e XRP são ativos populares, com 19% de participação e 17,5% investindo em stablecoins geradoras de rendimento, indicando uma sofisticação crescente.
Essas tendências refletem desenvolvimentos mundiais, como ETFs de Bitcoin e o engajamento institucional de corporações como BlackRock e Fidelity, que coincidem com novos máximos de BTC em 2025.

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