Notícias de cripto da LATAM: Colômbia aperta reportagem DIAN, Brasil lança BRD

- Colômbia: A DIAN exigirá que as plataformas cripto reportem transações acima de 50.000 COP a partir de 2026.
- Brasil: Tony Volpon lança BRD, uma stablecoin real-backed que compartilha rendimentos de títulos do governo com os detentores.
- Venezuela: Kontigo sofre uma violação de segurança, mas promete restaurar totalmente os fundos dos clientes afetados.
Esta semana, nas notícias de criptomoedas da LATAM, da Colômbia ao Brasil e Venezuela, a região está testemunhando avanços significativos no campo das criptomoedas.
Alguns exemplos notáveis incluem: a DIAN da Colômbia endurece as leis de divulgação de transações de criptomoedas, o Brasil lança uma nova stablecoin apoiada pelo governo com compartilhamento de rendimento, e a exchange venezuelana Kontigo promete recuperar totalmente o dinheiro após um comprometimento de segurança.
Colômbia reforça a supervisão de criptomoedas com DIAN
A Colômbia implementou novas leis de reporte de bitcoin por meio da DIAN (Diretoria Nacional de Impostos e Alfândega) para se adequar às normas da OCDE.
A partir de 2026, os provedores de serviços de cripto devem declarar transações que excedam 50.000 pesos (cerca de US$ 13 USD), incluindo o tipo de criptomoeda e dados dos clientes.
As leis se aplicam a plataformas, intermediários e empresas jurídicas com o objetivo de promover a transparência e reduzir a evasão fiscal.
O primeiro período completo de reporte começa em 2026, e as plataformas devem enviar seus relatórios iniciais até maio de 2027.
Os usuários podem perder o anonimato ao transacionar com ativos como Bitcoin, Ethereum e stablecoins, e penalidades por não conformidade podem exceder 1% dos valores não reportados.
Especialistas recomendam manter registros detalhados de compras, transações e investimentos para garantir relatórios precisos e conformidade.
Tony Volpon revela BRD, stablecoin apoiada pelo governo brasileiro
O ex-diretor do Banco Central Tony Volpon anunciou a introdução do BRD, uma stablecoin lastreada por títulos do governo brasileiro.
A ideia pretende combinar a estabilidade de uma moeda digital atrelada ao real com as altas taxas de juros oferecidas pela dívida brasileira, que agora atinge uma média de 15% ao ano.
Durante uma entrevista à CNN Brasil, do programa "Cripto na Real", Volpon afirmou que o BRD visa democratizar o acesso a essas taxas para investidores em todo o mundo, facilitando o benefício dos participantes internacionais com os mercados financeiros brasileiros.
A BRD se destaca como a primeira stablecoin real respaldada pelo Brasil que compartilha abertamente retornos com os detentores.
Com esse lançamento, o Brasil agora conta com seis stablecoins real-lastreadas: BRZ, BRLA, cREAL, BBRL, BRL1 e BRD. Além do BRD, a Volpon continua inovando na área de criptomoedas brasileira com projetos como tokenização imobiliária e soluções de registro baseadas em blockchain, com o objetivo de modernizar os mercados financeiro e imobiliário do país, ao mesmo tempo em que incentiva transparência, eficiência e maior acesso dos investidores.
Kontigo enfrenta uma violação de segurança e promete recuperação total do fundo
Em 5 de janeiro de 2026, a plataforma venezuelana de exchange Kontigo divulgou um evento de acesso ilegal envolvendo fundos de alguns clientes.
A empresa isolou prontamente os sistemas comprometidos, ativou mecanismos de segurança e informou aos usuários que todos os valores afetados seriam devolvidos enquanto investigava toda a extensão do ataque aéreo.
Kontigo destacou que os ativos dos usuários ainda estão protegidos apesar do evento, que afetou tanto os usuários comuns quanto o CEO.
A plataforma enviou atualizações por meio de sua conta oficial X, fornecendo instruções aos usuários preocupados e enfatizando padrões fundamentais de segurança, como não enviar senhas ou informações pessoais por mensagens.
Analistas aconselham os usuários a manterem a calma, evitarem fazer novos depósitos e manterem todos os dados das transações para futuras reivindicações.
Kontigo proibiu temporariamente as retiradas como precaução enquanto a investigação está em andamento, com a próxima atualização oficial prevista para as 14h, horário venezuelano.
A determinação da empresa em reembolsar quaisquer carteiras afetadas segue as normas do setor para lidar com questões de segurança criptográfica e busca manter a confiança dos clientes diante das crescentes preocupações.

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