Notícias sobre cripto da LATAM: Zonas de Bitcoin em El Salvador se expandem, aposta do Polymarket em Maduro gera especulação

Notícias sobre cripto da LATAM: Zonas de Bitcoin em El Salvador se expandem, aposta do Polymarket em Maduro gera especulação
Noris Soto
18 de jan. de 2026, 08:02 AM
  • El Salvador está ampliando suas Zonas Bitcoin para impulsionar crescimento econômico real, investimento e posicionamento global.
  • A aposta de 32 mil dólares do Polymarket em Maduro rendeu 400 mil dólares e levantou preocupações com o uso de informações privilegiadas.
  • A estratégia LATAM do MEXC impulsionou pagamentos locais, serviços P2P e crescimento comunitário.

Esta semana, no mundo das criptomoedas da LATAM, três histórias estão ganhando destaque: El Salvador está expandindo suas Zonas Bitcoin para estimular a inovação e o crescimento econômico.

Por outro lado, o MEXC afirma expansão recorde e participação comunitária na América Latina, e uma aposta de grande destaque no Polymarket sobre a saída de Nicolás Maduro levanta preocupações sobre informações privilegiadas.

Esses desenvolvimentos destacam o cenário dinâmico de criptomoedas da região, que inclui testes legislativos, crescimento de exchanges e mercados de previsão de alto risco.

Expandir as zonas Bitcoin fortalece a estratégia digital de El Salvador

As Zonas Bitcoin de El Salvador recuperaram interesse internacional após o anúncio formal de dois novos desenvolvimentos que complementarão os programas existentes do país.

Essa medida apoia o objetivo de El Salvador de integrar o Bitcoin à economia por meio da inovação tecnológica, atratividade de capital e desenvolvimento territorial.

Apesar da preocupação externa persistente, o governo permanece firme em sua postura pró-Bitcoin, enquadrando essas zonas adicionais como uma extensão do modelo cripto além dos programas mais conhecidos.

Zonas Bitcoin são zonas econômicas especiais que combinam Bitcoin e tecnologia digital em operações de negócios, turismo e finanças.

Referências atuais como Bitcoin Beach, Bitcoin City e a Bitcoin Zone na Biblioteca Nacional servem a diferentes propósitos, variando desde pagamentos comuns em BTC até construção de cidades inteligentes movidas a geotermia.

De acordo com o The Bitcoin Office, as zonas recém-anunciadas adotarão uma estratégia semelhante, potencialmente utilizando recursos estratégicos enquanto incorporam mineração, data centers e turismo, estabelecendo o Bitcoin como um motor ativo de crescimento econômico, e não apenas um depósito de riqueza.

Aposta no Polymarket em Maduro gera especulação

No início de janeiro, a comunidade cripto foi alertada sobre uma aposta estranha na plataforma Polymarket.

Um trader não identificado apostou $32.000 que Nicolás Maduro deixaria a presidência da Venezuela até 31 de janeiro de 2026, e ganhou quase $400.000.

A aposta foi feita poucas horas antes de ocorrerem circunstâncias que tornaram o resultado do mercado quase certo.

A análise on-chain logo gerou conjecturas sobre uma denúncia interna, e a história tomou um rumo quando Donald Trump afirmou que o suposto informante havia sido detido e estava sob custódia.

As suspeitas não eram baseadas apenas no lucro, mas também na estrutura dos movimentos de fundos.

O estudo revelou que o dinheiro vinha de duas carteiras aparentemente descartáveis, sem nenhuma outra atividade, financiado exclusivamente pela Coinbase, e foi transferido quase instantaneamente para o mercado de previsão.

Uma investigação minuciosa mostrou uma série de transações quase semelhantes em intervalos curtos, utilizando carteiras relacionadas aos domínios StCharles, StevenCharles e STVLU, que anteriormente processavam milhões pela Coinbase.

Embora a propriedade das carteiras não tenha sido confirmada, o padrão parecia consistente demais para ser coincidência.

Após isso, Trump declarou publicamente que o vazamento havia sido detectado, coincidindo com uma investigação do FBI sobre Aurelio Pérez-Lugones, um contratado do Departamento de Defesa acusado de manter ilegalmente informações secretas sobre a Venezuela.

MEXC acelera o crescimento e o engajamento dos usuários em LATAM

A MEXC, a bolsa de ativos digitais que mais cresce no mundo e pioneira no comércio sem comissão, planeja expandir significativamente por toda a América Latina até 2025.

A empresa priorizou a localização de seus produtos, a melhoria do atendimento ao cliente e a ampliação do engajamento comunitário.

As principais atividades incluíram a integração de depósitos e saques PIX no Brasil, a melhoria dos canais de pagamento fiduciário no México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru, e a ampliação dos serviços peer-to-peer no Brasil, Argentina, México, Colômbia, Venezuela e Bolívia.

A MEXC lançou o cartão Visa MEXC x Ether.fi, que permite aos usuários gastar criptomoedas globalmente via Apple Pay ou Google Pay e ganhar até 4% de cashback, reduzindo a lacuna entre ativos digitais e pagamentos comuns.

A empresa também priorizou a melhoria da experiência do cliente na América Latina, aumentando o suporte em espanhol e português, localizando o conteúdo educacional e sincronizando o horário de atendimento com fusos horários regionais.

A satisfação do cliente (CSAT) subiu de 92,48% para 96,25%, enquanto as taxas de resolução de problemas aumentaram de 90,51% para 93,10%.

O MEXC aumentou sua presença física e cultural participando de eventos-chave e encontros comunitários no blockchain no México, Brasil, Argentina, Peru, Bolívia e Colômbia.

O MEXC consolidou a América Latina como um dos mercados de crescimento mais rápido, preparando o terreno para o progresso futuro em 2026, após ser eleito o "Melhor Mercado da América Latina" no BeInCrypto 100 Awards e elogiado por seu forte crescimento regional.