KPMG corta 10% dos sócios de auditoria nos EUA para aumentar produtividade

KPMG corta 10% dos sócios de auditoria nos EUA para aumentar produtividade
Ananthu C U
23 de abr. de 2026, 13:48 PM

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Racionalização do quadro de auditoria da KPMG

Compra: Deloitte (DTTL) e EY (EY) vs. KPMG (not public). Justificativa: a KPMG está reduzindo o número de sócios de auditoria para cortar custos e aumentar a produtividade, o que normalmente pressiona preços e margens em todo o conjunto de pares. As Big Four com melhor execução e escala podem ganhar participação à medida que clientes buscam maior confiabilidade e taxas mais baixas. Os cortes de sócios da KPMG também sinalizam tensão interna, tornando os concorrentes mais atraentes para novos mandatos.

Key Risk: Risco-chave: as mudanças da KPMG podem melhorar rapidamente a entrega e a precificação, permitindo que ela defenda participação e margens em vez de perder negócios.

Pressão sobre participação de auditoria nos EUA

Venda: exposição relacionada à KPMG via prêmio de “qualidade de auditoria” dos pares de serviços contábeis (vender o spread relativo da KPMG vs. pares usando uma cesta comprada (long) em proxies da Deloitte/EY/PwC e vendida (short) em proxies de crédito/tarifas ligados à KPMG). Justificativa: reduções de sócios após saídas voluntárias fracassadas implicam risco de execução e potencial interrupção de serviço. Isso tende a afetar o crescimento dos honorários de auditoria e a retenção de clientes, especialmente em trabalhos complexos de companhias públicas.

Key Risk: Risco-chave: os cortes são bem executados, e a KPMG mantém a qualidade de auditoria e conquista/retém mandatos, de modo que o crescimento dos honorários não decepcione.

  • KPMG corta 10% dos sócios de auditoria nos EUA para aumentar a produtividade.
  • Saídas voluntárias fracassaram, forçando a empresa a reduzir o quadro de sócios.
  • Tamanho da unidade de auditoria visto como elevado em relação a pares apesar de ganhos de participação de mercado.

A KPMG está cortando cerca de 10% dos seus sócios de auditoria nos EUA, marcando um passo significativo nos esforços para melhorar a produtividade após anos de tentativas fracassadas de incentivar aposentadorias voluntárias.

A medida foi divulgada durante uma reunião na quarta-feira, quando os presentes foram informados de que o tamanho da sociedade de auditoria havia se desalinhado das necessidades comerciais da empresa, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A redução deve afetar várias dezenas de sócios, embora a KPMG não tenha divulgado um número exato.

A decisão ocorre enquanto a empresa busca simplificar operações sob nova liderança, após a nomeação de Tim Walsh como diretor-executivo do negócio nos EUA há nove meses.

Walsh, veterano de longa data da divisão de auditoria da KPMG, desde então introduziu mudanças na liderança da área de auditoria e garantia.

Tamanho da sociedade sob escrutínio

Os cortes refletem preocupações mais amplas sobre a dimensão da sociedade de auditoria da KPMG em relação tanto ao volume de negócios quanto aos seus concorrentes.

A unidade de auditoria da empresa tem sido vista como maior do que as das rivais do Big Four, incluindo Deloitte, EY e PwC.

O relatório de transparência mais recente da KPMG indica que ela tem cerca de 1.400 sócios e diretores executivos em sua divisão de auditoria e garantia, embora a empresa não discrimine especificamente o número de sócios.

Apesar das reduções, a KPMG enfatizou que sua base de sócios de auditoria permanece forte e posicionada para crescimento futuro.

“Essa ação está ligada a uma estratégia plurianual para alinhar o tamanho, a composição e as competências da nossa equipe ao poder da nossa plataforma de auditoria para servir melhor nossos clientes e proteger os mercados de capitais”, disse a KPMG.

“Nosso contingente de sócios de auditoria permanece robusto, e estamos em melhor posição para acolher mais pessoas em nossa sociedade ao longo do tempo.”

Saídas voluntárias ficam aquém

A decisão de avançar com os cortes ocorre após anos de esforços para reduzir o número de sócios por meio de programas de aposentadoria voluntária.

O Financial Times noticiou, citando pessoas familiarizadas com a situação, que essas iniciativas consistentemente não conseguiram atrair o nível de participação necessário para atingir as metas de reestruturação da empresa. 

Como resultado, a empresa optou por uma abordagem mais direta para recalibrar sua força de trabalho.

Fóruns de mídias sociais usados por funcionários da KPMG indicaram que membros da sociedade de auditoria e garantia foram informados sobre os cortes durante a reunião de quarta-feira, com os indivíduos afetados notificados no mesmo dia.

Os sócios que deixarem a empresa receberão compensação e apoio como parte de sua saída.

Os sócios que estão saindo receberão pacotes financeiros e apoio de recolocação, “refletindo o valor que entregaram para a KPMG e nossos clientes”, disse a empresa. 

A KPMG continua sendo a menor entre as Big Four empresas de contabilidade, mas expandiu modestamente sua presença no mercado de auditoria dos EUA.

A empresa auditou 9,8% das companhias listadas nos EUA em 2025, ante 9,2% no ano anterior, segundo a Audit Analytics.