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EUA oferecem recompensa de US$ 5 milhões pela 'Cryptoqueen' Ruja Ignatova

EUA oferecem recompensa de US$ 5 milhões pela 'Cryptoqueen' Ruja Ignatova
Diya Poddar
26 de jun. de 2024, 14:44 PM
  • EUA oferecem recompensa de US$ 5 milhões por informações sobre Ruja Ignatova, a “Cryptoqueen”.
  • OneCoin fraudou investidores em aproximadamente US$ 4 bilhões; Ignatova desapareceu em 2017.
  • Ignatova enfrenta acusações em vários países; vários associados foram condenados.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou uma recompensa de US$ 5 milhões (£ 3,9 milhões) por informações que levem à prisão ou condenação de Ruja Ignatova, fundadora da OneCoin e autoproclamada “Cryptoqueen”.

Ignatova desapareceu em Atenas em 2017 depois de alegadamente orquestrar um dos maiores esquemas Ponzi da história, fraudando investidores em aproximadamente 4 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de libras).

Antecedentes do esquema OneCoin

A OneCoin operava através de uma rede de promotores que solicitavam investimentos em troca de tokens supostamente criptomoedas. A OneCoin não se baseava em nenhuma tecnologia blockchain, e Ignatova e seus associados manipularam seu valor percebido gerando automaticamente novas moedas.

O esquema, que começou em 2014, ruiu no início de 2017, deixando milhares de investidores em todo o mundo defraudados.

Ações legais em andamento e recompensas anteriores

A nova recompensa faz parte do Programa de Recompensas ao Crime Organizado Transnacional do Departamento de Estado e aumenta significativamente a recompensa anterior de US$ 250 mil (£ 195 mil) oferecida pelo FBI. Ignatova foi adicionada à lista dos Mais Procurados do FBI em 2022.

Na sua Bulgária natal, as autoridades anunciaram que Ignatova seria indiciada à revelia pelo seu papel no esquema fraudulento.

Ignatova enfrenta múltiplas acusações criminais não só na Bulgária, mas também nos Estados Unidos, na Alemanha e na Índia. Vários dos seus antigos associados já foram condenados à prisão.

Em 2022, o cofundador da OneCoin, Karl Greenwood, recebeu uma sentença de 20 anos de prisão e foi condenado a perder US$ 300 milhões (£ 234 milhões).

Este ano, a cidadã búlgara Irina Dilkinska foi condenada a quatro anos de prisão e o advogado americano Mark Scott recebeu uma pena de 10 anos pelos seus papéis no esquema.

Desaparecimento e paradeiro atual

Ignatova desapareceu pouco depois de ser indiciada nos EUA, no outono de 2017. Ela foi vista pela última vez embarcando em um voo de Sófia, na Bulgária, para Atenas, na Grécia.

O FBI sugeriu que ela pode ter alterado sua aparência através de uma cirurgia plástica ou estar viajando com passaporte alemão, possivelmente residindo no Oriente Médio ou na Europa Oriental.

Também há relatos não confirmados sobre sua morte potencial.

Em 2023, um meio de comunicação búlgaro informou que Ignatova foi supostamente assassinada e desmembrada em um iate no Mar Jônico em 2018, sob o comando de um traficante búlgaro conhecido como "Taki".

No entanto, esta afirmação nunca foi verificada.

Esforços de pesquisa global

O anúncio do aumento da recompensa visa revitalizar os esforços para localizar Ignatova. O envolvimento do Departamento de Estado sublinha a gravidade e o alcance internacional dos seus alegados crimes.

Com acusações pendentes em vários países e sanções financeiras significativas em jogo, a busca por Ignatova continua a ser uma alta prioridade para as agências internacionais de aplicação da lei.

O caso de Ignatova destaca os riscos associados aos investimentos em criptomoedas, especialmente em mercados não regulamentados. Os investidores são aconselhados a realizar uma devida diligência minuciosa e a ter cuidado com esquemas que prometem retornos irrealistas.