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Alemanha proíbe revista Compact, de extrema direita

Alemanha proíbe revista Compact, de extrema direita
Harsh Vardhan
16 de jul. de 2024, 08:59 AM
  • A proibição inclui buscas em quatro estados alemães para confiscar bens e recolher provas.
  • A revista Compact foi classificada como extremista, nacionalista e antiminoria pelo Gabinete Federal.
  • A Ministra do Interior, Nancy Faeser, enfatizou a importância de combater o discurso de ódio.

O Ministério do Interior da Alemanha anunciou na terça-feira a proibição da publicação extremista de direita Compact Magazine, um movimento significativo na batalha contínua do país contra o discurso de ódio e a propaganda extremista.

A proibição também abrange a subsidiária da Compact, Conspect Film, proibindo qualquer continuação de suas atividades.

Invasões em vários estados

Em conjunto com a proibição, as autoridades realizaram buscas em propriedades ligadas à revista em quatro estados alemães: Brandemburgo, Hesse, Saxónia e Saxónia-Anhalt.

Estas operações visavam confiscar bens e recolher provas para reforçar a aplicação da proibição. As ações decisivas do Ministério do Interior sublinham o compromisso da Alemanha no combate ao extremismo nas suas raízes.

Motivos para a proibição

A Ministra do Interior, Nancy Faeser, forneceu uma justificativa clara para a proibição, afirmando:

Faeser enfatizou a necessidade de tomar medidas contra aqueles que alimentam o ódio e a violência através das suas publicações.

O Gabinete Federal para a Protecção da Constituição já tinha classificado a revista Compact como extremista, nacionalista e anti-minoria em 2021. Esta classificação abriu caminho para a proibição de terça-feira, destacando o papel da revista na promoção de uma ideologia perigosa que ameaça os valores democráticos da Alemanha.

Alcance e influência da revista Compact

A revista Compact, dirigida por Jürgen Elsässer, tem um alcance substancial com uma tiragem de 40.000 exemplares e um canal de vídeo online, Compact TV.

A publicação também opera uma loja online que vende mercadorias, incluindo itens controversos como uma moeda com Björn Höcke, um político de extrema direita do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que foi recentemente condenado por usar um slogan nazista.

Apesar da sua classificação como extremista, a revista manteve presença no panorama mediático alemão, divulgando opiniões que se alinham com ideologias de extrema direita. A proibição visa interromper esta disseminação e conter a propagação do discurso de ódio.

Reações à proibição

A AfD criticou a proibição, descrevendo-a como um “sério golpe à liberdade de imprensa”.

Os líderes do partido Alice Weidel e Tino Chrupalla expressaram as suas preocupações, afirmando:

Esta reacção realça o debate em curso sobre o equilíbrio entre a liberdade de expressão e a necessidade de combater o discurso de ódio e o extremismo.

Contudo, a posição do Ministério do Interior é clara: promover o ódio e a violência sob o pretexto da liberdade de imprensa é inaceitável. A mensagem de Faeser foi inequívoca:

“Não permitiremos que a etnia defina quem pertence à Alemanha e quem não pertence.” Esta posição firme recorda o compromisso do governo em defender os valores democráticos e proteger as comunidades minoritárias.

Ações anteriores contra o Compacto

Esta não é a primeira vez que a revista Compact enfrenta repercussões por seu conteúdo. Em 2020, as plataformas Facebook e Instagram da Meta removeram as contas da revista devido a violações relacionadas ao discurso de ódio.

Estas ações refletem um reconhecimento mais amplo dos perigos colocados pelas publicações extremistas e a necessidade de regular a sua presença tanto online como offline.

Implicações da proibição

A proibição da revista Compact é um passo significativo nos esforços da Alemanha para combater o extremismo de direita. Envia uma mensagem forte de que o governo está disposto a tomar medidas firmes contra aqueles que incitam ao ódio e à violência.

Esta medida faz parte de uma estratégia mais ampla para garantir que os valores democráticos da Alemanha sejam respeitados e que as ideologias extremistas não ganhem posição na sociedade.