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Citigroup enfrenta ação judicial alterada sobre suposto engano na gestão de risco

Citigroup enfrenta ação judicial alterada sobre suposto engano na gestão de risco
Diya Poddar
19 de jul. de 2024, 13:54 PM
  • O processo alterado afirma que o COO do Citigroup teve como objetivo reportar métricas incorretamente para enganar os reguladores.
  • A alegada informação incorrecta poderia ter enganado os accionistas e o público, com consequências jurídicas significativas.
  • O Citigroup enfrenta desafios regulatórios contínuos, incluindo uma multa recente de US$ 135,6 milhões.

A ex-diretora-gerente do Citigroup, Kathleen Martin, entrou com uma ação judicial alterada contra o banco, alegando fraude intencional por parte de seu diretor de operações, Anand Selva.

Martin afirma que foi demitida por se recusar a enganar um regulador federal sobre as práticas de gestão de risco do banco.

A ação de Martin, movida no tribunal federal de Manhattan, afirma que Selva pretendia reportar incorretamente as métricas do Citigroup para enganar o Gabinete do Controlador da Moeda (OCC).

Isto, alega ela, pretendia criar uma ilusão de cumprimento de um acordo de liquidação de 400 milhões de dólares de 2020, que abordava várias deficiências de gestão de risco dentro do banco.

Impacto potencial no Citigroup e nas suas partes interessadas

As alegações de Martin vão além da gestão interna do banco, sugerindo implicações mais amplas. Ela afirma que relatórios incorretos teriam enganado não apenas os reguladores, mas também os acionistas e o público.

A não apresentação de relatórios precisos poderia ter tido consequências jurídicas e financeiras significativas para o Citigroup, conduzindo potencialmente a novas multas importantes e prejudicando ainda mais a sua reputação.

A reclamação alterada destaca vários casos de falhas de conformidade no Citigroup.

Um exemplo notável é a multa de 135,6 milhões de dólares imposta pelo OCC e pela Reserva Federal em 10 de julho, citando o progresso insuficiente do banco na resolução de questões previamente identificadas a partir de 2020.

Esta multa recente aumenta os desafios enfrentados pela CEO Jane Fraser, que tem se esforçado para simplificar o Citigroup e corrigir as suas falhas regulatórias.

Resposta do Citigroup e próximos procedimentos legais

O Citigroup ainda não forneceu um comentário oficial sobre a alteração do processo. O banco declarou anteriormente que Martin foi demitida devido à falta de habilidades de liderança e engajamento necessárias para sua função como presidente interina de transformação de dados.

O Citigroup também refutou as alegações de Martin, alegando que, mesmo que fossem verdadeiras, as suas actividades de denúncia não seriam protegidas pela lei federal de governação Sarbanes-Oxley.

O banco tem até 8 de agosto para responder à reclamação alterada. O Citigroup inicialmente tentou rejeitar a reclamação original de Martin em 27 de junho.

No entanto, a lei federal permite que o requerente altere a sua queixa uma vez, proporcionando a Martin uma oportunidade de fortalecer o seu caso.

Os desafios regulatórios contínuos do Citigroup

As dificuldades do Citigroup com a conformidade regulatória têm sido um problema recorrente. O acordo de liquidação de US$ 400 milhões do banco em 2020 pretendia resolver uma série de deficiências de gestão de risco.

Apesar dos esforços para cumprir, o banco enfrentou múltiplas multas, reflectindo desafios contínuos no cumprimento das normas regulamentares.

A recente multa de 135,6 milhões de dólares sublinha as dificuldades persistentes em alcançar progressos suficientes.

Esta última penalidade serve como um lembrete dos riscos significativos envolvidos na conformidade regulatória e das possíveis consequências de não cumprir as normas.

O caminho a seguir para o Citigroup

À medida que o Citigroup enfrenta este desafio jurídico, as implicações para a sua liderança, posição regulamentar e saúde financeira permanecem incertas.

O resultado da ação judicial poderá ter efeitos de longo alcance, influenciando tanto as práticas de gestão interna como as percepções externas do compromisso do banco com a conformidade regulatória.

Para a presidente-executiva, Jane Fraser, o foco continua a ser tornar o Citigroup mais enxuto e abordar as suas questões regulatórias.

O processo alterado acrescenta outra camada de complexidade a estes esforços, destacando a tensão contínua entre a conformidade regulamentar e as decisões de gestão interna.