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Irã intensifica notícias falsas e operações cibernéticas para interferir nas eleições dos EUA, diz pesquisa

Irã intensifica notícias falsas e operações cibernéticas para interferir nas eleições dos EUA, diz pesquisa
Srinibas Rout
09 de ago. de 2024, 15:13 PM
  • De acordo com um novo relatório do Centro de Análise de Ameaças da Microsoft, agentes iranianos estão usando sites de notícias falsas.
  • Os esforços mais recentes do Irã fazem parte de um padrão mais amplo de interferência estrangeira nas eleições dos EUA.
  • O relatório revela que grupos ligados ao Irã também estão realizando ataques cibernéticos contra autoridades americanas de alto escalão.

À medida que a eleição presidencial dos EUA se aproxima, o Irã intensificou seus esforços para influenciar a opinião pública americana, juntando-se às campanhas de influência em andamento da Rússia e da China.

De acordo com um novo relatório do Centro de Análise de Ameaças da Microsoft, agentes iranianos estão usando sites de notícias falsas e operações cibernéticas para atingir eleitores de todo o espectro político.

Essa medida marca uma escalada significativa nas tentativas do Irã de influenciar as eleições nos EUA, com pesquisadores alertando que essas atividades podem aumentar à medida que o dia da votação se aproxima.

Sites de notícias falsas têm como alvo tanto a esquerda quanto a direita política

O relatório da Microsoft destaca vários sites de notícias falsas atribuídos às operações iranianas, projetados para atrair públicos liberais e conservadores.

Um desses sites, o Nio Thinker, se posiciona como um meio de comunicação progressista, publicando conteúdo crítico ao ex-presidente Donald Trump e elogiando a vice-presidente Kamala Harris.

Outro site, o Savannah Time, adota uma postura conservadora, misturando notícias locais com propaganda pró-iraniana, incluindo artigos que celebram a força militar do Irã.

Esses sites parecem estar usando ferramentas de inteligência artificial para redirecionar conteúdo de fontes de notícias legítimas dos EUA, alterando-o para mascarar a fonte.

Apesar da abordagem sofisticada, os sites ainda não ganharam força significativa entre os leitores dos EUA ou nas mídias sociais.

No entanto, especialistas alertam que esses esforços podem se tornar mais eficazes à medida que as eleições se aproximam, potencialmente amplificando seu impacto.

Operações cibernéticas têm como alvo altos funcionários da campanha

Além da criação de sites de notícias falsas, o relatório revela que grupos ligados ao Irã também estão realizando ataques cibernéticos direcionados a figuras importantes do processo eleitoral dos EUA.

Em junho, um grupo afiliado à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã tentou fazer spear-phishing contra um alto funcionário de uma campanha presidencial.

Os invasores usaram uma conta de e-mail comprometida de um ex-consultor para obter acesso a informações confidenciais.

Esta não é a primeira vez que o Irã é acusado de interferir nas eleições dos EUA por meio de operações cibernéticas.

Embora as autoridades iranianas tenham negado consistentemente essas alegações, as novas descobertas da Microsoft sugerem que as atividades cibernéticas do Irã estão se tornando mais direcionadas e sofisticadas, representando uma ameaça crescente à integridade do processo eleitoral.

Operações de influência global: Irã se junta à Rússia e à China

Os esforços mais recentes do Irã são parte de um padrão mais amplo de interferência estrangeira nas eleições dos EUA, com a Rússia e a China também ativamente envolvidas em operações semelhantes.

O relatório da Microsoft observa que atores russos, incluindo um grupo chamado Storm-1516, estão produzindo vídeos de propaganda em apoio a Trump e aos interesses russos.

Esses vídeos são disseminados por meio de uma rede de sites de notícias falsas vinculados a um ex-policial dos EUA.

A China também intensificou sua campanha de influência, concentrando-se cada vez mais em conteúdo de vídeo e usando contas online para incitar a indignação contra os protestos universitários pró-palestinos.

A convergência dessas operações de influência de vários atores estrangeiros destaca a natureza complexa e multifacetada da interferência eleitoral na era digital.

À medida que a eleição presidencial dos EUA se aproxima, especialistas preveem que o Irã, juntamente com a Rússia e a China, intensificarão seus esforços para atrapalhar o processo eleitoral.

Isso poderia envolver ataques cibernéticos mais agressivos contra candidatos e instituições, bem como uma maior disseminação de propaganda destinada a aprofundar as divisões dentro do eleitorado americano.

Embora o impacto total dessas operações permaneça incerto, a crescente sofisticação das campanhas de influência estrangeira ressalta a necessidade de maior vigilância.

À medida que o dia das eleições se aproxima, os EUA enfrentam um ambiente desafiador, onde a desinformação e as ameaças cibernéticas podem desempenhar um papel significativo na definição do resultado.