Goldman Sachs rebaixa previsão para cobre em meio a problemas econômicos da China

Goldman Sachs rebaixa previsão para cobre em meio a problemas econômicos da China
Prachi Khanna
03 de set. de 2024, 03:40 AM
  • Goldman Sachs reduz previsão de cobre para 2025 para US$ 10.100 por tonelada.
  • A desaceleração econômica da China atrasa a esperada recuperação do preço do cobre.
  • O ouro continua sendo uma escolha forte; o Goldman Sachs mantém a meta de US$ 2.700/oz.

O Goldman Sachs Group Inc. revisou significativamente sua previsão de preço do cobre para o próximo ano, citando os atuais desafios econômicos da China como um fator-chave.

O banco de investimento agora prevê que os preços do cobre atingirão uma média de US$ 10.100 por tonelada em 2025, uma queda substancial em relação à previsão anterior de US$ 12.000.

Esse ajuste reflete uma expectativa tardia de recuperação nos preços do cobre, impactada pela lenta recuperação econômica da China e seu crescente estoque de matérias-primas.

Goldman Sachs corta previsão para cobre

O Goldman Sachs reduziu sua previsão de preço do cobre para o próximo ano em quase US$ 5.000 por tonelada, de US$ 12.000 para US$ 10.100.

Essa redução é atribuída à recuperação econômica da China mais fraca do que o esperado, o que levou a um acúmulo de estoques de cobre que o banco previu que se esgotariam mais cedo.

O atraso na redução do estoque significa que a esperada alta nos preços do cobre será adiada.

Em nota dos analistas Samantha Dart e Daan Struyven, o Goldman Sachs indicou que a queda esperada nos estoques de cobre agora deve ocorrer muito mais tarde do que se pensava anteriormente.

A mudança na perspectiva é resultado da persistente crise imobiliária na China e das dificuldades contínuas em seus setores de manufatura e exportação, que enfraqueceram a demanda por commodities.

As dificuldades económicas da China

O desempenho econômico da China continua decepcionante, com níveis fracos de atividade incapazes de compensar o excedente de matérias-primas.

O setor imobiliário do país continua em declínio, e os desafios nos setores de manufatura e exportação estão tornando cada vez mais difícil para Pequim atingir sua meta de crescimento anual de 5%.

Como resultado, o Goldman Sachs revisou suas previsões para vários metais além do cobre.

O banco também rebaixou sua previsão de preço para o alumínio em 2025 para US$ 2.540 por tonelada, abaixo dos US$ 2.850. Isso reflete preocupações mais amplas sobre o estado dos mercados globais de commodities e os problemas específicos enfrentados pela economia da China.

Goldman Sachs mantém postura pessimista em relação ao minério de ferro e níquel

Ao ajustar suas previsões para cobre e alumínio, o Goldman Sachs manteve uma perspectiva cautelosa para minério de ferro e níquel.

A visão do banco sobre essas commodities continua pessimista, refletindo os desafios e incertezas atuais no mercado global.

O Goldman Sachs destacou o ouro como uma exceção importante, mantendo uma perspectiva positiva de curto prazo para o metal precioso.

A meta do banco para o ouro permanece em US$ 2.700 a onça para o início de 2025, impulsionada pela forte demanda dos bancos centrais e pelos cortes previstos nas taxas de juros pelo Federal Reserve.

Ouro como hedge preferencial em meio à incerteza econômica

O Goldman Sachs continua vendo o ouro como a commodity mais promissora no curto prazo.

O banco prevê um aumento nos fluxos de investimento em ouro por parte de players de dinheiro administrado no Ocidente, juntamente com a demanda persistente dos bancos centrais.

Espera-se que esse suporte ajude o ouro a manter seu valor e forneça uma proteção contra riscos geopolíticos e financeiros.

As previsões revisadas do banco de investimento ressaltam uma abordagem mais seletiva às commodities, impulsionada pelos desafios na recuperação econômica da China e pelas implicações mais amplas para os mercados globais.

Enquanto o cobre e o alumínio enfrentam revisões para baixo, o ouro continua sendo um ativo estratégico com forte potencial de curto prazo.