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Black Friday: compras por impulso podem salvar varejistas em um período de festas mais curto?

Black Friday: compras por impulso podem salvar varejistas em um período de festas mais curto?
Deepali Singh
29 de nov. de 2024, 15:54 PM
  • A redução da temporada de compras de fim de ano para 26 dias pressiona os varejistas.
  • Grandes descontos e produtos exclusivos são estratégias importantes para atrair compradores na Black Friday.
  • Consumidores preocupados com a inflação estão gerando demanda por reduções significativas de preços.

A Black Friday, o tradicional pontapé inicial da temporada de compras de Natal, chegou com uma novidade este ano: um prazo significativamente reduzido.

Com apenas 26 dias entre o Dia de Ação de Graças e o Natal, em comparação com 31 dias em 2022, os varejistas enfrentaram uma temporada de vendas comprimida, aumentando a pressão sobre suas estratégias de vendas de fim de ano.

Esse prazo reduzido, somado aos consumidores preocupados com a inflação, criou um desafio único para as empresas que buscavam maximizar os lucros durante esse período crucial.

A National Retail Federation, um grupo de comércio varejista dos EUA, prevê que aproximadamente 85,6 milhões de compradores irão às lojas este ano, um aumento notável em relação aos 76 milhões do ano passado.

Ofertas e descontos dominam o cenário

De produtos exclusivos da Taylor Swift na Target a casacos puffer com grandes descontos no Walmart, varejistas do mundo todo fizeram de tudo para atrair clientes em busca de pechinchas.

Na Europa, a corrida da Black Friday começou mais cedo, com varejistas britânicos como a John Lewis oferecendo descontos substanciais em eletrônicos e outros produtos – até £ 300 (US$ 381) de desconto em TVs Samsung e reduções significativas em máquinas Nespresso e produtos Apple.

A Currys, varejista de eletrônicos de consumo listada em Londres, relatou fortes vendas de itens populares, como o PlayStation 5, fritadeiras de ar e tecnologia retrô.

O entusiasmo não se limitou aos eletrônicos; varejistas de roupas também participaram, com Kate Isaienko, uma compradora de Londres, destacando o aumento nos preços das roupas na Zara desde que se mudou da Ucrânia e aproveitou os descontos da Black Friday como uma oportunidade de economizar.

Varejistas dos EUA entram na briga

Do outro lado do Atlântico, grandes varejistas dos EUA, como Walmart e Target, abriram suas portas mais cedo na Black Friday, oferecendo uma grande variedade de ofertas.

O Walmart, com suas 4.700 lojas nos EUA, iniciou suas vendas de Black Friday em 11 de novembro, oferecendo descontos em eletrônicos, brinquedos, roupas e eletrodomésticos.

A Target, com 1.963 lojas, também iniciou suas vendas no Dia de Ação de Graças, apresentando cortes significativos de preços em eletrônicos, brinquedos e eletrodomésticos de cozinha.

Além disso, a Target está aproveitando produtos exclusivos, como produtos com o tema "Wicked", para atrair clientes.

A psicologia dos gastos impulsivos

“Com menos dias para fazer compras, os consumidores estão mais propensos a fazer compras espontâneas, contribuindo para o crescimento do varejo durante a temporada de festas”, disse Marshal Cohen, consultor-chefe de varejo da Circana, à Reuters.

Isso destaca o papel crucial das compras por impulso no aumento das vendas de fim de ano para os varejistas.

Além dos batedores de porta

Embora as tradicionais ofertas de "arrasa portas" continuem sendo um marco na Black Friday, a mudança para as compras on-line continua.

Para combater essa tendência, muitos grandes varejistas físicos estão se concentrando cada vez mais na criação de experiências imersivas na loja para atrair clientes.

Exemplos incluem demonstrações de óculos de realidade aumentada da Ray-Ban, TVs extragrandes na Best Buy e serviços de spa na Nordstrom.