Futuros de Bitcoin CME cruzam US$ 100 mil pela segunda vez em uma semana, enquanto analistas observam BTC em US$ 100 mil

Futuros de Bitcoin CME cruzam US$ 100 mil pela segunda vez em uma semana, enquanto analistas observam BTC em US$ 100 mil
Charles Thuo
29 de nov. de 2024, 16:22 PM
  • Os contratos futuros de Bitcoin na CME ultrapassaram US$ 100 mil duas vezes esta semana, sinalizando forte demanda.
  • O preço à vista do Bitcoin se aproxima de US$ 100 mil, impulsionado pela maior atividade institucional.
  • Analistas veem US$ 100 mil como um valor essencial para o Bitcoin, prevendo rápido crescimento em meio à crescente adoção global.

Os contratos futuros de Bitcoin na CME ultrapassaram US$ 100.000 pela segunda vez em apenas cinco dias, sinalizando uma demanda institucional robusta e alimentando o otimismo de que o preço à vista da criptomoeda atingirá o mesmo marco.

Com o interesse aberto em níveis recordes e volumes crescentes nas principais bolsas, analistas apontam para limites de preço importantes e dinâmicas de mercado que podem levar o preço à vista do Bitcoin além da ilusória marca de seis dígitos.

Futuros de Bitcoin CME lideram a investida em direção a US$ 100 mil

O preço futuro do Bitcoin na CME ultrapassou US$ 100.000 primeiro em 22 de novembro e depois novamente em 29 de novembro, atingindo um pico de US$ 100.200.

Isso ressalta o crescente interesse institucional, com o interesse aberto ultrapassando 40.000 contratos — um recorde para a Chicago Mercantile Exchange.

Para efeito de comparação, este é um aumento de 58% em comparação ao recorde anterior, em novembro de 2021.

Os volumes de negociação de futuros também atingiram US$ 12,3 bilhões durante a semana do feriado de Ação de Graças, com investidores institucionais demonstrando maior engajamento.

O aumento nos volumes de negociação foi acompanhado por um forte “prêmio Coinbase”, onde os preços BTC/USD na Coinbase estavam US$ 200 mais altos do que na Binance, refletindo o aumento da pressão de compra.

Apesar desse otimismo, o preço à vista do Bitcoin permanece um pouco abaixo de US$ 100.000, oscilando em US$ 98.510 em 29 de novembro.

Analistas descrevem o nível de US$ 100.000 como uma “fortaleza”, com pressão de venda significativa observada na faixa de US$ 99.700 a US$ 100.000.

No entanto, liquidações de posições vendidas, totalizando US$ 55 milhões, estimularam o crescimento.

Especialistas acreditam que se o Bitcoin atingir US$ 99.000, isso pode desencadear outra onda de liquidações, criando a força necessária para elevar o preço à vista do Bitcoin acima de seis dígitos.

Parece que tudo está indo bem para que o Bitcoin atinja US$ 100 mil

Em uma entrevista ao Cointelegraph, Samson Mow, CEO da JAN3, prevê que o Bitcoin ultrapassará US$ 100.000 como um ponto de virada, inaugurando o que ele chama de era da “vela ômega”, caracterizada por movimentos diários de preços em incrementos de US$ 10.000 ou mais.

Mow vincula sua projeção de crescimento a questões sistêmicas, como o aumento da dívida global e a diminuição da confiança em moedas fiduciárias, o que pode acelerar a adoção do Bitcoin.

Dados on-chain apoiam essa narrativa, mostrando um aumento nas discussões nas redes sociais sobre os movimentos de preço do Bitcoin e níveis melhorados do índice de força relativa (RSI), sinalizando um forte controle do comprador.

Analistas técnicos destacam US$ 97.000 e US$ 98.300 como níveis cruciais para o Bitcoin romper a resistência de US$ 100.000.

Tendências históricas aumentam o otimismo.

O Bitcoin, frequentemente declarado "morto" pelos céticos — 415 vezes de acordo com o Bitcoindeaths — tem desafiado consistentemente as probabilidades, gerando retornos exponenciais.

Com a oferta global de moeda (M2) projetada para crescer significativamente até 2026, analistas como Jamie Coutts preveem que o Bitcoin conquistará uma fatia substancial, potencialmente elevando seu preço para US$ 132.000 no ciclo atual.

A crescente demanda por Bitcoin é outro fator crítico que impulsiona o otimismo do mercado.

O valor de mercado da criptomoeda atingiu o recorde de US$ 1,94 trilhão, impulsionado por investimentos institucionais e aumento do interesse após a aprovação de ETFs de Bitcoin à vista no início do ano.