Hackers norte-coreanos se passando por trabalhadores de TI roubam mais de US$ 1 bilhão em ataque cibernético

- A Coreia do Norte ganhou US$ 10 milhões em seis meses por meio dos esquemas de criptomoeda da Sapphire Sleet.
- Novembro registrou perdas de US$ 71 milhões em criptomoedas, com Thala, Dexx e Polter Finance como principais alvos.
- A Immunefi relata que 2024 foi um dos piores anos para ataques a criptomoedas, com US$ 1,48 bilhão perdidos.
Hackers norte-coreanos estão intensificando suas operações, se passando por candidatos para cargos remotos em empresas multinacionais.
Esses hackers estão usando seus disfarces para roubar segredos comerciais e desviar fundos de criptomoedas, contribuindo significativamente para os cofres do regime.
Pesquisadores na conferência de segurança cibernética Cyberwarcon identificaram dois grupos de hackers norte-coreanos, Sapphire Sleet e Ruby Sleet, como principais participantes desses esquemas.
Seus métodos variam desde se passar por recrutadores até se passar por funcionários de setores como o aeroespacial.
Essa estratégia já rendeu milhões para o governo norte-coreano, ao mesmo tempo em que desferiu duros golpes em empresas e indústrias de criptomoedas no mundo todo.
Granizo de safira e granizo de rubi
O Sapphire Sleet surgiu como uma grande ameaça ao mirar empresas de criptomoedas e investidores.
O grupo finge ser recrutadores ou capitalistas de risco, organizando reuniões virtuais para induzir as vítimas a baixar malware disfarçado de ferramenta de solução de problemas.
Esses downloads maliciosos dão aos hackers acesso a dados confidenciais e ativos digitais.
Em apenas seis meses, as operações da Sapphire Sleet geraram US$ 10 milhões para o regime norte-coreano.
Acredita-se que os fundos roubados apoiem o desenvolvimento de armas do país e contornem sanções econômicas impostas pela comunidade internacional.
A Ruby Sleet opera com uma abordagem mais direcionada, com foco no roubo de segredos comerciais na indústria aeroespacial.
O grupo se apresenta como funcionários de empresas aeroespaciais, infiltrando sistemas para obter acesso a informações proprietárias sobre desenvolvimento de armas e tecnologias de navegação.
Essas atividades visam reforçar as capacidades militares da Coreia do Norte, ressaltando a dependência do regime em crimes cibernéticos para promover seus objetivos estratégicos.
O setor de criptomoedas perde US$ 1,48 bilhão em 2024
O setor de criptomoedas enfrentou perdas devastadoras, com hackers roubando US$ 1,48 bilhão somente em 2024, de acordo com a Immunefi, uma plataforma líder em recompensas por bugs.
Esse número inclui violações de grande repercussão em novembro, nas quais hackers roubaram US$ 71 milhões em diversas plataformas.
As empresas de finanças descentralizadas (DeFi) têm sido especialmente vulneráveis. Thala, um protocolo DeFi, relatou uma perda de US$ 26 milhões após invasores explorarem seu protocolo de liquidez.
Apesar de congelar US$ 11,5 milhões em ativos, incluindo seu token nativo THL e o Move Dollar (MOD), a empresa continua lidando com as consequências da violação.
Outras vítimas notáveis incluem Dexx e Polter Finance, que perderam US$ 21 milhões e US$ 12 milhões, respectivamente, em ataques separados.
Essas violações levantaram preocupações sobre a robustez das medidas de segurança DeFi e destacaram a necessidade de salvaguardas mais rigorosas para proteger os ativos.
A DeltaPrime, outra plataforma DeFi, relatou um prejuízo de US$ 4,75 milhões em 11 de novembro, ressaltando ainda mais a vulnerabilidade do setor.
Preocupações crescentes com a segurança cibernética para empresas globais
As descobertas da Cyberwarcon destacam a crescente sofisticação das ameaças cibernéticas.
Ao se passarem por funcionários legítimos, os hackers norte-coreanos exploram a crescente dependência do trabalho remoto, que se expandiu significativamente desde a pandemia da COVID-19.
Essa estratégia permite que eles ignorem as medidas de segurança tradicionais, obtendo acesso a dados confidenciais e sistemas críticos.
Corporações multinacionais de todos os setores estão em risco, sendo empresas de TI, empresas aeroespaciais e plataformas de criptomoedas os principais alvos.
A dupla ameaça de perda financeira e comprometimento da propriedade intelectual aumentou a urgência de as organizações adotarem medidas avançadas de segurança cibernética e avaliarem minuciosamente os candidatos remotos.
Fortalecimento das defesas contra ataques cibernéticos
A indústria de criptomoedas e outros setores-alvo devem implementar protocolos mais rigorosos para mitigar riscos.
Autenticação multifator, estruturas de confiança zero e processos de verificação aprimorados para trabalhadores remotos são algumas das medidas que podem reforçar as defesas.
A colaboração com empresas de segurança cibernética para identificar vulnerabilidades e responder rapidamente a violações pode ajudar a minimizar os danos.
À medida que os hackers se tornam mais sofisticados, os riscos para os negócios globais e para a indústria de criptomoedas continuam aumentando.
Proteger ativos e segredos comerciais exige uma abordagem proativa à segurança cibernética, com monitoramento e melhoria contínuos das defesas para ficar à frente das ameaças em evolução.

Índice Hang Seng: 3 motivos para a queda das ações de Hong Kong

Kospi em encruzilhada enquanto apostas alavancadas em Samsung e SK Hynix regridem

Ação da Rolls-Royce: caso de alta é forte, mas riscos podem provocar queda

Por que as ações da Alibaba despencam em Hong Kong hoje

Principais motivos da queda do índice Kospi hoje
No results found
Loading articles...
Failed to load articles. Please try again.