Decisões de corte de produção da OPEP ajudaram os EUA a se tornarem o maior exportador de energia, diz chefe da Rosneft

Decisões de corte de produção da OPEP ajudaram os EUA a se tornarem o maior exportador de energia, diz chefe da Rosneft
Sayantan Sarkar
05 de dez. de 2024, 11:23 AM
  • Sechin, da Rosneft, disse que os cortes na produção da OPEP+ foram a principal razão por trás da ascensão dos EUA como principal exportador de energia.
  • Sechin disse que a Rússia e seus parceiros ajudaram a estabilizar o mercado energético nos últimos 10 anos.
  • O mercado continua focado na próxima reunião da OPEP+ mais tarde na quinta-feira.

A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados de reduzir a produção de petróleo bruto em 2016 e 2020 ajudou a indústria de xisto dos EUA a se tornar um dos principais exportadores de ergia, disse Igor Sechin, chefe da maior produtora de petróleo da Rússia, a Rosneft.

Sechin, falando em um fórum nos Emirados Árabes Unidos, disse que a Rússia e seus parceiros fizeram as principais contribuições para a estabilização do mercado global de ergia nos últimos 10 anos, de acordo com uma reportagem da Reuters.

Sechin, um aliado de longa data do presidte russo Vladimir Putin, já havia expressado ceticismo sobre os laços da Rússia com a OPEP.

Ele disse que os EUA foram os maiores beficiados pelo acordo firmado tre a Rússia e a OPEP em 2016.

Rússia e parceiros ajudaram a estabilizar os mercados de ergia

De acordo com a reportagem da Reuters, Sechin disse ao fórum dos Emirados Árabes Unidos que a Rússia e seus parceiros ajudaram a estabilizar os mercados de ergia em todo o mundo.

A Reuters citou Sechin dizdo:

Este ano, os esforços da OPEP e da Rússia para estabilizar o mercado de petróleo e susttar os preços foram amplamte prejudicados pelo fraco crescimto da demanda na China.

A China tem lutado contra a estagnação das atividades econômicas, o que tem pesado sobre as importações de petróleo do país. O país é o maior importador de petróleo.

A Agência Internacional de Energia disse que o crescimto da demanda por petróleo no mundo deve ficar abaixo de 1 milhão de barris por dia no ano que vem, já que a oferta provavelmte superará o consumo.

A IEA também disse que a produção de petróleo não-OPEC provavelmte aumtará actuadamte no ano que vem, o que represtaria a maior parte do crescimto da oferta.

Os EUA já estão bombeando petróleo em níveis recordes e a produção deve aumtar ainda mais no ano que vem.

Políticas de Trump para aumtar a produção de petróleo e gás dos EUA

Enquanto isso, o presidte eleito dos EUA, Donald Trump, é a favor de mais produção de petróleo e gás.

Espera-se que Trump revogue as regulamtações climáticas e permita a perfuração de petróleo e gás em terras de propriedade federal, bem como na costa dos EUA.

Ele também deve aprovar um plano abrangte para o setor de petróleo e gás do país, que aumtaria a produção no médio e longo prazo.

Nestas circunstâncias, espera-se que o crescimto do fornecimto de petróleo dos EUA aumte, corrodo ainda mais a participação de mercado da Rússia e dos países da OPEP+.

Reunião da OPEP+ em foco

O cartel, juntamte com seus aliados, incluindo a Rússia, se reunirá por videoconferência na quinta-feira para discutir a política de produção, a partir de janeiro.

Especialistas sugerem que o cartel não tem escolha a não ser estder seus actuados cortes voluntários de produção de 2,2 milhões de barris por dia, devido às preocupações com excesso de oferta no ano que vem.

Os cortes na produção devem expirar em 31 de dezembro.

De acordo com o Commerzbank AG, a OPEP+ pode estder esses cortes de produção até o final de março do ano que vem.

No tanto, a alta nos preços do petróleo pode ser limitada, já que grande parte das extsões já foi levada em consideração, disseram analistas.