Governo Biden removerá US$ 49 bilhões em dívidas médicas de relatórios de crédito, afetando 15 milhões de americanos

Governo Biden removerá US$ 49 bilhões em dívidas médicas de relatórios de crédito, afetando 15 milhões de americanos
Deepali Singh
07 de jan. de 2025, 08:33 AM
  • Governo Biden proíbe dívidas médicas dos relatórios de crédito dos consumidores dos EUA.
  • A regra removerá cerca de US$ 49 bilhões em contas médicas dos relatórios de crédito.
  • A vice-presidente Harris diz que a política será "mudadora de vida" para milhões de pessoas.

Em um último esforço antes de deixar o cargo, o governo do presidente Joe Biden anunciou uma proibição de incluir dívidas médicas nos relatórios de crédito dos consumidores americanos.

Este novo regulamento, adotado apesar das objeções dos setores bancário e de dados do consumidor, cumpre uma promessa da campanha eleitoral e visa aliviar o fardo financeiro de milhões de americanos.

A medida ocorre apenas semanas antes da posse do presidente eleito Donald Trump, levantando questões sobre a estabilidade a longo prazo da política.

US$ 49 bilhões em dívidas apagados de relatórios de crédito

As autoridades estimam que essa nova regulamentação removerá US$ 49 bilhões em contas médicas dos relatórios de crédito de aproximadamente 15 milhões de americanos.

O Escritório de Proteção Financeira do Consumidor dos EUA (CFPB) disse que a mudança proporcionaria um alívio muito necessário para aqueles que lutam com dívidas médicas e ajudaria mais pessoas a acessar empréstimos acessíveis.

Essa ação, tomada apesar das demandas dos republicanos do Congresso para interromper novas regras, ressalta o compromisso do governo Biden em proteger os consumidores e melhorar seu bem-estar financeiro.

"Política que muda vidas", diz a vice-presidente Harris

A vice-presidente Kamala Harris, que inicialmente defendeu a proposta de política em junho, descreveu a medida como "mudança de vida para milhões de famílias".

Em uma declaração, Harris enfatizou que "ninguém deve ser privado de oportunidades econômicas porque ficou doente ou passou por uma emergência médica", destacando a injustiça de permitir que dívidas médicas afetem a capacidade de crédito.

Acesso aprimorado ao empréstimo e proteção ao consumidor

O CFPB alega que a dívida médica é um indicador ruim da probabilidade de um mutuário pagar um empréstimo.

A agência acredita que essa mudança deve levar a um aumento de 22.000 hipotecas de baixo custo por ano, além de melhorias nas pontuações de crédito dos consumidores.

Além disso, a nova regra proibirá os credores de usarem informações médicas ao tomar decisões de empréstimo e visa proteger os consumidores de serem coagidos a pagar dívidas médicas que eles não devem.

A Associação Médica Americana endossou essa mudança, citando seu impacto positivo nas finanças dos pacientes.

Indústrias bancária e de crédito expressam preocupações

No entanto, grupos comerciais que representam bancos e agências de crédito expressaram forte oposição à nova regra, afirmando que as evidências não justificam a decisão do CFPB.

Eles alertam que a proibição pode privar as instituições financeiras de informações cruciais sobre o risco do mutuário, o que pode levar a uma oferta menor de empréstimos.

A Associação dos Bancos Americanos expressou preocupação específica de que essa proibição possa impactar negativamente a disposição dos credores em oferecer crédito.