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Mercado de smartphones da Indonésia: um novo concorrente entra enquanto a Apple enfrenta obstáculos domésticos

Mercado de smartphones da Indonésia: um novo concorrente entra enquanto a Apple enfrenta obstáculos domésticos
Deepali Singh
07 de jan. de 2025, 08:05 AM
  • A Honor, subsidiária da Huawei, planeja lançar vendas de smartphones na Indonésia até o final de março.
  • Atualmente, a Apple não consegue vender seu mais recente iPhone na Indonésia devido aos requisitos de produção nacional.
  • A Indonésia é um mercado-chave de smartphones no Sudeste Asiático devido à sua população e crescimento econômico.

Enquanto a Apple lida com uma proibição de vendas na Indonésia relacionada a requisitos de produção doméstica, a subsidiária da Huawei, Honor, anunciou seus planos de lançar vendas de smartphones no país até o final de março.

Essa mudança marca a mais recente expansão de uma empresa chinesa em um mercado que se tornou cada vez mais competitivo e apresentou desafios para o mais novo iPhone 16 da Apple.

Requisitos de produção doméstica mantêm a Apple fora

A Indonésia determinou que 40% dos componentes de smartphones vendidos no país devem ser de origem nacional.

Esse requisito tem impedido a Apple de vender seu mais recente iPhone no mercado. Enquanto isso, a Apple estaria em negociações para um investimento de US$ 1 bilhão, destacando a importância do mercado indonésio para a gigante da tecnologia.

Honor entra com uma linha de dispositivos

A Honor, que já estabeleceu presença local com um escritório na Indonésia, fez uma parceria com um fabricante local.

O presidente das operações da empresa no Pacífico Sul, Justin Li, disse a repórteres na semana passada que um telefone dobrável estará entre as ofertas iniciais da Honor, com um total de 10 produtos no segmento médio a alto.

A Honor pretende expandir seu portfólio de produtos para aproximadamente 30 dispositivos, incluindo telefones e tablets, na Indonésia até o final do ano.

Um mercado promissor impulsionado pelo crescimento econômico

“Embora 80% do mercado seja dominado por dispositivos com preços abaixo de US$ 200, a Indonésia, a maior e mais rápida economia do Sudeste Asiático, apresenta um imenso potencial de crescimento a longo prazo”, afirmou o analista da Canalys Chiew Le Xuan, em um e-mail à CNBC.

Chiew também destacou a importância do país como um centro regional estratégico, observando que a Indonésia responde por 35% dos embarques de smartphones no Sudeste Asiático.

A classe média em rápido crescimento e o acelerado crescimento econômico da Indonésia tornam o país um mercado atraente para fabricantes de smartphones.

Marcas chinesas dominam o mercado de smartphones da Indonésia

De acordo com a Canalys, em novembro, Oppo, Xiaomi e Transsion, todas sediadas na China, ocupavam as três primeiras posições em Indonésia em termos de embarques de smartphones.

A Oppo realizou recentemente o lançamento global de seu carro-chefe, o telefone Find X8, na Indonésia, onde a empresa também tem uma fábrica, enfatizando a importância estratégica do mercado.

A Samsung ficou em quarto lugar na Indonésia, com 16% de participação de mercado, empatando com a Vivo, outra marca chinesa.

Em contraste, pouco menos de 8% das vendas da Apple vêm da região Ásia-Pacífico, excluindo China e Japão.

Honor confiante em sua vantagem competitiva

Li afirmou que a decisão da Honor de entrar na Indonésia foi independente da situação da Apple, enfatizando a confiança da empresa em sua capacidade de competir.

Ele também mencionou que a Honor estava observando o mercado indonésio há vários anos antes de redobrar os esforços de expansão no último semestre.

Li se recusou a compartilhar uma análise atual da equipe indonésia e chinesa, mas disse que a Honor ainda está contratando no país e visa ter uma equipe predominantemente local no futuro.

A Honor planeja abrir pelo menos 10 lojas próprias na Indonésia este ano, além de vender por meio de um varejista local.

Estratégia global e independência da Honor

Fora da China, os principais mercados da Honor são a Europa e partes do Sudeste Asiático, e seus telefones não são vendidos diretamente nos EUA.

A empresa afirmou que mais da metade de suas vendas vieram de fora da China pela primeira vez em dezembro.

A Honor, que planeja abrir o capital, foi separada do gigante chinês de telecomunicações Huawei em novembro de 2020, após sanções à empresa controladora nos EUA.

A Huawei afirmou que não detém nenhuma participação na Honor nem tem qualquer envolvimento nas suas decisões comerciais.