Inflação do Brasil (IPCA) em janeiro de 2025: Preços de transporte e alimentos sobem mais

Inflação do Brasil (IPCA) em janeiro de 2025: Preços de transporte e alimentos sobem mais
Noris Soto
11 de fev. de 2025, 12:55 PM
  • A inflação brasileira em janeiro aumentou 0,16%, superando as expectativas do Banco Central de 0,17%.
  • A taxa de inflação em 12 meses caiu para 4,56%, ante 4,83% em dezembro.
  • Uma queda significativa de 14,21% nos preços da eletricidade residencial ajudou a amenizar as pressões inflacionárias gerais.

Em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial de inflação do Brasil, subiu apenas 0,16% em relação ao mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 11 de fevereiro, o número caiu de 0,52% para 0,16%, após uma redução de 0,36 pontos percentuais e superando as estimativas do BCB.

A taxa permaneceu acima da zona de tolerância superior do banco central, de 4,5%, apoiando a expectativa de que a autoridade monetária aumentará as taxas de juros novamente em março, conforme declarado anteriormente em dezembro.

No entanto, isso significa que o caminho para controlar a inflação nos próximos meses agora será uma trajetória muito diferente.

Lacunas de inflação no transporte e na alimentação

Ao analisar o IPCA, o IBGE observou que houve heterogeneidade nos setores, com cinco das nove categorias pesquisadas registrando alta de preços em janeiro.

Os dados mostram que os grupos de Transporte e Alimentos e Bebidas tiveram o maior impacto nos preços de venda neste mês, contribuindo significativamente para a inflação.

Os preços do transporte subiram 1,30% e acrescentaram expressivos 0,27 pontos percentuais ao IPCA.

O aumento é atribuído a despesas mais altas com o transporte de bens e serviços, bem como às mudanças no preço do combustível.

Da mesma forma, a categoria Alimentos e Bebidas registrou um aumento de 0,96%, o que contribuiu com 0,21 pontos percentuais.

Essas tendências destacam a contínua pressão sobre os consumidores em categorias de despesas importantes.

Preços de eletricidade no Brasil

Em janeiro, o preço médio da eletricidade residencial caiu 14,21%, causando a queda mais significativa na inflação.

Essa redução foi resultado principalmente da inclusão do Bônus Itaipu nas contas pagas pelos consumidores, uma medida do governo que busca aliviar parte do ônus financeiro dos consumidores com os custos da energia.

Os cortes nos custos energéticos geralmente são vistos como um importante fator de inflação e, neste caso, o declínio teve um forte impacto negativo de -0,55 pp no IPCA total.

Consequentemente, o índice agregado de Habitação caiu 3,0% em janeiro, onde a eletricidade provou ser um forte contribuinte para esse corte, gerando um efeito anticíclico à inflação.

As tarifas de água e esgoto aumentaram em média 0,97% na categoria Habitação, enquanto o gás encanado aumentou 0,49%.

Isso sugere que, apesar da energia mais barata, outros fatores que impulsionam os preços dos imóveis continuam a subir.