Peru ocupa o terceiro lugar no crescimento de criptomoedas na América Latina, emergindo como um mercado chave, segundo relatório da Lemon.

Peru ocupa o terceiro lugar no crescimento de criptomoedas na América Latina, emergindo como um mercado chave, segundo relatório da Lemon.
Noris Soto
26 de fev. de 2025, 14:10 PM
  • O Peru ocupa a sétima posição em valor de criptomoedas e a terceira em crescimento na América Latina, de acordo com o relatório de 2024 da Lemon.
  • O número de empresas de fintech no Peru aumentou 20%, sendo 45% delas empresas estrangeiras.
  • A introdução de carteiras duplas melhorou significativamente a acessibilidade às criptomoedas para usuários locais.

O Peru emergiu como um importante ator no setor de bitcoin da América Latina.

De acordo com a pesquisa mais recente da Lemon, "Estado da Indústria Crypto 2024", o país ocupa a sétima posição em termos de valor recebido em criptomoedas.

O relatório mostra que o país ocupa a terceira posição em crescimento anual na região.

Essa rápida ascensão está sendo impulsionada por desenvolvimentos em marcos legislativos, integração técnica e crescente interesse público em ativos digitais como o Bitcoin.

De acordo com o Cointelegraph, diversos fatores, como melhorias na regulamentação, o desenvolvimento da tecnologia e o crescente interesse da população em ativos digitais (sendo o Bitcoin um deles), causaram essa ascensão acelerada.

Principais desenvolvimentos em 2024

De acordo com o relatório Lemon, o Peru alcançou vários marcos que contribuíram para a expansão do cenário cripto no último ano.

O ponto crucial foi a implementação da interoperabilidade, permitindo que fintechs locais e estrangeiras interagissem com o sistema financeiro peruano.

Esta foi uma iniciativa do Banco Central de Reserva do Peru (BCRP) e da Câmara de Compensação Eletrônica (CCE).

Essa parceria permitiu uma experiência de usuário perfeita por meio de depósitos e saques em moeda local (o sol) para empresas como a Lemon.

Além da interoperabilidade, a pesquisa destaca o boom das fintechs no Peru, com 346 empresas ativas em 2023, um aumento de 20% em relação às 288 do ano anterior.

Dessas empresas, 45% são estrangeiras, refletindo o significativo interesse internacional no mercado peruano.

De acordo com Lemon, a implementação da interoperabilidade em setembro de 2024 aumentou significativamente o volume de transações para organizações locais e internacionais, resultando em um aumento nos downloads de aplicativo de criptomoedas em comparação com o semestre anterior.

Carteiras duplas: uma mudança de jogo

Uma das tendências mais inovadoras que surgiram na época foi a disponibilidade de carteiras duplas — plataformas onde os usuários podiam ter sua moeda local e criptomoeda.

Essa característica foi explorada por Lemon, que ofereceu ao mercado peruano uma proposta de valor única.

Ao utilizar carteiras duplas, os usuários podem comprar ou trocar qualquer criptomoeda usando moeda fiduciária local instantaneamente, contribuindo para a crescente acessibilidade dos ativos digitais.

Esses avanços tecnológicos facilitaram o acesso para novos usuários e também refletiram o crescente interesse dos peruanos em criptomoedas.

Como observado anteriormente, a participação nos mercados de criptomoedas era possível apenas para usuários experientes que utilizavam interfaces ponto a ponto (P2P).

Particularmente nos picos do mercado no segundo semestre do ano, o recurso de interoperabilidade reduziu substancialmente as barreiras técnicas à adoção e permitiu a entrada de um grupo demográfico totalmente novo de usuários de criptomoedas.

O que o futuro reserva para o cenário cripto do Peru?

No geral, a análise de Lemon destaca o Peru como um dos mercados de criptomoedas mais promissores da América Latina.

Marcos regulatórios aprimorados, soluções fintech e carteiras duplas criarão um ambiente positivo para transações com ativos digitais.

Embora essas mudanças estejam ocorrendo no cenário cripto do Peru, ainda é incerto o que acontecerá em relação à regulamentação, à estabilidade do mercado e ao engajamento do usuário.

No entanto, sua rápida progressão a torna uma concorrente no mercado local de criptomoedas, com indicadores de crescimento e adoção futuros também possíveis no cenário multilateral que se aproxima.

O foco do Peru em finanças descentralizadas e criptomoedas sugere que ele pode se tornar um farol cripto para a América Latina.