Mercados asiáticos caem com ações japonesas liderando as quedas regionais; China anuncia novas tarifas sobre os EUA.

Mercados asiáticos caem com ações japonesas liderando as quedas regionais; China anuncia novas tarifas sobre os EUA.
Srinibas Rout
04 de mar. de 2025, 04:07 AM
  • O índice Nikkei 225, referência do Japão, caiu 1,71%, enquanto o índice Topix, mais amplo, recuou 1,03%.
  • O índice Kospi da Coreia do Sul negociou lateralmente em condições instáveis, enquanto o Kosdaq, de pequena capitalização, caiu 0,92%.
  • O Ministério das Finanças e o Ministério do Comércio da China anunciaram novas tarifas de até 15% sobre determinados produtos americanos.

Os mercados asiáticos registraram perdas generalizadas na terça-feira, com as ações japonesas liderando as quedas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou os planos de impor tarifas ao México e ao Canadá.

Os investidores também reagiram à decisão da China de introduzir tarifas adicionais sobre determinados produtos americanos, aumentando as tensões comerciais globais.

Japão lidera as perdas; Coreia do Sul e Hong Kong com resultados mistos.

O índice Nikkei 225, referência do Japão, caiu 1,71%, enquanto o índice Topix, mais amplo, recuou 1,03%.

O índice Kospi da Coreia do Sul negociou lateralmente em condições instáveis, enquanto o Kosdaq, de pequena capitalização, caiu 0,92%.

As vendas no varejo do país caíram 0,6% em janeiro, revertendo um ganho de 0,2% em dezembro.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,18%, refletindo o sentimento cauteloso dos investidores antes da sessão parlamentar anual da China, conhecida como “Duas Sessões”. O índice CSI 300 da China continental recuou 0,17%.

China retaliará com novas tarifas americanas.

O Ministério das Finanças e o Ministério do Comércio da China anunciaram novas tarifas de até 15% sobre determinados produtos americanos a partir de 10 de março.

As medidas visam principalmente as exportações agrícolas americanas, incluindo soja e milho.

Além disso, a China imporá restrições à exportação a 15 empresas americanas, incluindo a Leidos e a General Dynamics Land Systems.

Austrália e Índia se juntam à queda regional.

O índice S&P/ASX 200 da Austrália fechou com queda de 0,58%, em 8.198,10 pontos.

As vendas no varejo do país em janeiro aumentaram 0,3%, em linha com as expectativas, após uma queda de 0,1% em dezembro.

O Nifty 50 da Índia caiu 0,25%, enquanto o BSE Sensex perdeu 0,21%, acompanhando a fraqueza regional.

Liquidação em Wall Street pesa sobre o sentimento do mercado.

Durante a noite nos EUA, os três principais índices caíram depois que Trump reiterou que as tarifas de 25% sobre o México e o Canadá entrariam em vigor.

O S&P 500 caiu 1,76%, para 5.849,72, seu pior desempenho desde dezembro, levando seu resultado acumulado no ano a uma queda de 0,5%.

O Dow Jones Industrial Average perdeu 649,67 pontos, ou 1,48%, fechando em 43.191,24, enquanto o Nasdaq Composite caiu 2,64%, para 18.350,19, impulsionado por uma queda de 8% nas ações da Nvidia.

A produção industrial da Coreia do Sul contrai.

O setor manufatureiro da Coreia do Sul mostrou sinais de contração, com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da S&P Global caindo para 49,9 em fevereiro, ante 50,3 em janeiro.

Uma leitura abaixo de 50 indica contração, marcando a quarta queda em seis meses.

Movimentos corporativos: Seven & i, TSMC e SoftBank enfrentam pressão

As ações da japonesa Seven & i Holdings despencaram até 9,34% após relatos de que a empresa planeja rejeitar uma oferta de aquisição da varejista canadense Alimentation Couche-Tard.

As ações da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) caíram mais de 2% depois que Trump anunciou que a empresa investiria US$ 100 bilhões nos EUA para expandir a produção de chips.

Este investimento eleva o total de gastos da TSMC nos EUA para US$ 165 bilhões, alinhando-se com a iniciativa de Trump de posicionar os EUA como um centro global de inteligência artificial.

A queda das ações da Nvidia durante a noite também afetou as ações da TSMC.

As ações do SoftBank Group caíram até 5,81%, refletindo a queda da Nvidia.

As perdas ocorrem após relatos sugerirem que o CEO Masayoshi Son planeja tomar emprestado US$ 16 bilhões para investir em IA, com potencial de empréstimo adicional de US$ 8 bilhões no início de 2026.

O mercado de trabalho japonês permanece estável.

A taxa de desemprego do Japão em janeiro subiu para 2,5%, ante 2,4% no mês anterior, superando ligeiramente as expectativas.

A relação entre vagas e candidatos ficou em 1,26, marginalmente acima da previsão de 1,25.

Com o aumento das tensões comerciais globais e a crescente incerteza dos investidores, os mercados asiáticos provavelmente permanecerão sob pressão nas próximas sessões.