Economia brasileira cresce 3,4% em 2024, superando expectativas.

Economia brasileira cresce 3,4% em 2024, superando expectativas.
Noris Soto
07 de mar. de 2025, 11:41 AM
  • A economia brasileira cresceu 3,4% em 2024, segundo os últimos dados divulgados pelo órgão oficial de estatísticas.
  • Esse crescimento é o mais forte desde 2021, quando a taxa de crescimento do Brasil atingiu impressionantes 4,8%.
  • A expansão da atividade foi impulsionada principalmente pelo investimento e pelo consumo das famílias.

A economia brasileira cresceu 3,4% em 2024, segundo os últimos dados divulgados pelo IBGE, o instituto oficial de estatísticas.

Esses resultados surpreenderam o mercado, que esperava um aumento um pouco mais modesto.

De acordo com uma reportagem da Reuters, a rápida recuperação da economia está sendo impulsionada por fortes retornos de investimentos e gastos do consumidor, além de programas governamentais voltados para aumentar a renda disponível.

Com a melhora da taxa de crescimento de 3,2% em 2023, o desempenho econômico do Brasil no segundo ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra progresso rumo à recuperação e ao desenvolvimento.

Esse crescimento é o mais forte desde 2021, quando a taxa de crescimento do Brasil atingiu impressionantes 4,8%.

O foco da administração no crescimento da atividade econômica por meio de investimentos e consumo resultou em uma tendência de alta, apesar dos problemas contínuos.

Principais impulsionadores do crescimento do Brasil

A expansão da atividade foi impulsionada principalmente pelo investimento e pelo consumo das famílias.

Esse aumento se deve em grande parte à política governamental de aumento da renda disponível.

Cortes de impostos e aumento do apoio social contribuíram para atrair a confiança do consumidor, levando as famílias a gastar mais.

Os investimentos estrangeiros e nacionais também aumentaram, sinalizando uma nova confiança na estabilidade econômica e no potencial de crescimento do Brasil.

Efeitos da política monetária

Apesar dos indicadores econômicos encorajadores, o quarto trimestre mostrou sinais de desaceleração.

A economia cresceu 0,2% no último trimestre, ficando abaixo da previsão mediana de 0,5% em uma pesquisa da Reuters.

A adoção de uma política monetária restritiva com o objetivo de reduzir a inflação começou a se espalhar por toda a economia, comprimindo os níveis de atividade no final do ano.

Como o Banco Central do Brasil continua a priorizar o combate à inflação, o país pode ter dificuldades em manter seu atual ritmo de crescimento.

Desde setembro, o banco central elevou as taxas de juros em 275 pontos-base, para 13,25%, com os formuladores de políticas sinalizando um aumento adicional de 100 pontos-base este mês, citando um mercado de trabalho forte, política fiscal expansionista e crescimento robusto do crédito que apoiam o consumo e a demanda agregada.

Economistas alertam que, se as políticas restritivas continuarem, elas podem reduzir os gastos do consumidor e os investimentos, que têm sido importantes impulsionadores do crescimento recente.

À medida que o Brasil navega por águas econômicas turbulentas, manter o delicado equilíbrio entre promover o crescimento e controlar a inflação torna-se cada vez mais importante.

Embora as políticas fiscais atuais possam ter impulsionado com sucesso o PIB, sua eficácia a longo prazo ainda precisa ser avaliada, pois indicadores cruciais como taxas de juros e níveis de inflação influenciarão o comportamento futuro do consumidor.

O cenário político brasileiro

A recuperação econômica do Brasil sob a presidência de Lula da Silva dependerá fortemente de sua trajetória política e das reformas sociais.

Durante sua presidência, ele enfatizou os gastos sociais e a inclusão econômica, comprometendo-se a erradicar a pobreza e mitigar a desigualdade.

A liderança de Lula enfrentará desafios em 2024 para equilibrar seu programa social com as restrições econômicas.