A economia da Colômbia cresce 2,6% em janeiro, mas o ritmo diminui em relação a dezembro.

A economia da Colômbia cresce 2,6% em janeiro, mas o ritmo diminui em relação a dezembro.
Noris Soto
19 de mar. de 2025, 11:50 AM
  • A economia da Colômbia cresceu 2,65% em janeiro de 2025, marcando o sétimo mês consecutivo de crescimento positivo.
  • O setor primário enfrentou desafios com uma contração de -0,1%, continuando uma tendência de instabilidade.
  • O setor terciário registrou crescimento robusto de 3,9%, impulsionado por um aumento de 6,2% nos serviços de administração pública.

Em janeiro de 2025, o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE) registrou um aumento de 2,65% no Índice de Seguimento Econômico (ISE) da Colômbia.

De acordo com o veículo de mídia local La Republica, esses resultados marcam o sétimo mês consecutivo de expansão, embora sejam inferiores aos de dezembro de 2024.

A trajetória de crescimento destaca o sucesso do setor público que, a partir de 2024, teria se tornado um motor fundamental da economia.

Setores com alto desempenho

Os números do ISE refletem um desempenho misto por setor de atividade. O primeiro setor, que inclui agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca, caiu 0,1%.

A queda destaca problemas ainda mais profundos no setor, que encolheu em quatro dos últimos doze meses.

As atividades secundárias, por outro lado, cresceram marginalmente 0,5%, com os setores de manufatura e construção liderando o crescimento com 0,5%.

Essa expansão aumentou o ISE em 0,2 ponto percentual, indicando que o cenário industrial continua a melhorar.

O setor terciário apresentou os resultados mais animadores, com uma taxa de crescimento saudável de 3,9%. A recuperação nos serviços de administração pública foi especialmente notável, com um ganho significativo de 6,2%, contribuindo consideravelmente para a economia total em 1,3 ponto percentual, tornando-o o setor de maior impacto entre os nove analisados.

Perspectivas de especialistas sobre tendências econômicas

César Pabón, diretor de Pesquisa Econômica da Corficolombiana, elogiou o início encorajador do ano, acrescentando: "Apesar da incerteza, a atividade econômica teve um bom começo, impulsionada pelo comércio, serviços e indústria, que superaram dois anos de contração."

"No entanto, ainda é cedo para comemorar, e manter esse impulso exigirá confiança e certeza. O setor imobiliário continua em declínio, gerando preocupações sobre as perspectivas de médio prazo", disse o especialista ao La Republica.

Mesmo com esses números otimistas, os analistas têm sentimentos mistos.

Eles citam problemas subjacentes em alguns setores que poderiam frear o crescimento contínuo.

Como ilustração, o mercado imobiliário ainda enfrenta dificuldades, o que pode restringir sua recuperação, além da resiliência econômica mais ampla.

Comércio e imóveis: um motor fundamental

O desempenho do setor de comércio, em particular, também foi um forte impulsionador, com uma variação de 5,2% e 1,1 ponto percentual na composição da economia, outro destaque especial do relatório do ISE.

Isso indica uma boa recuperação nos gastos do consumidor e nas atividades de mercado, o que significa que os consumidores estão gradualmente recuperando a confiança.

As operações imobiliárias também tiveram bom desempenho, com alta de 1,8% e contribuição de 0,2 ponto percentual para o ISE.

O desempenho desses setores aponta para um possível ponto de inflexão na economia colombiana, já que o mercado imobiliário costuma ser um indicador antecipado de tendências econômicas mais amplas.

Previsão e perspectivas futuras

Segundo Luis Fernando Mejía, diretor do Fedesarrollo, há uma perspectiva cautelosamente otimista, afirmando que a economia cresceu 2,6% em janeiro, acima das estimativas de mercado para o primeiro trimestre (2,3%).

"Isso está de acordo com nossa previsão de 2,6% para 2025", acrescentou.

Embora essa expansão seja uma notícia bem-vinda, analistas alertam que um plano de restauração mais completo é necessário para enfrentar as ameaças econômicas fundamentais.

As estatísticas mais recentes, no entanto, apresentam uma imagem mista de recuperação enquanto a Colômbia negocia múltiplos desafios econômicos globais e internos.

Esses desafios incluem a recente renúncia do ministro das Finanças da Colômbia, que deixou o cargo na terça-feira após desentendimentos com o presidente Gustavo Petro sobre cortes orçamentários e depois que os legisladores rejeitaram a reforma trabalhista.

Essa situação exigirá intercâmbio entre setores e o impacto da política governamental para impulsionar a economia.

As partes interessadas estão atentas a tendências perceptíveis, pois elas podem ser um sinal de que o impulso inicial observado em janeiro pode se traduzir nos meses seguintes.

Em resumo, embora a economia colombiana tenha começado o ano com um bom desempenho, ainda persistem obstáculos consideráveis.

Será necessário monitoramento contínuo e ações planejadas para manter a resiliência e o desempenho econômicos.