Ações da Alphabet (GOOG) caem com sinalização de Eddy Cue, da Apple, sobre mudança impulsionada por IA na busca online

Ações da Alphabet (GOOG) caem com sinalização de Eddy Cue, da Apple, sobre mudança impulsionada por IA na busca online
Srinibas Rout
07 de mai. de 2025, 15:01 PM
  • As ações da Alphabet despencaram mais de 8%.
  • Cue afirmou que mecanismos de busca movidos por IA poderiam em breve substituir ferramentas de busca tradicionais como o Google.
  • Essa medida poderia abalar a dominância do Google nas buscas móveis.

As ações da Alphabet sofreram um baque na quarta-feira depois que o vice-presidente sênior de serviços da Apple, Eddy Cue, sinalizou uma mudança significativa no futuro da busca online.

Cue afirmou durante depoimento em tribunal federal que mecanismos de busca impulsionados por inteligência artificial (IA) poderiam em breve substituir ferramentas de busca tradicionais como o Google, uma declaração que abalou os investidores e lançou novas dúvidas sobre a parceria de longa data entre as duas empresas.

Em depoimento a um tribunal distrital dos EUA em Washington, durante o processo antitruste do Departamento de Justiça contra a Alphabet, empresa controladora do Google, Cue revelou que a Apple está explorando a integração de ferramentas de busca impulsionadas por IA, como OpenAI, Anthropic e Perplexity, em seu navegador Safari.

O depoimento faz parte do esforço mais amplo do governo para examinar o suposto comportamento monopolista do Google nos mercados de publicidade digital e mecanismos de busca.

Ações da Alphabet caem mais de 8%

As ações da Alphabet despencaram mais de 8% em resposta aos comentários e à pressão legal contínua, enquanto as ações da Apple caíram cerca de 2% na mesma sessão de negociação.

O caso está agora entrando em uma fase crítica, pois o tribunal considera possíveis penalidades contra o Google, que anteriormente foi considerado culpado de violar leis antitruste ao dominar ilegalmente os mercados de tecnologia de publicidade.

O cerne do julgamento é a lucrativa prática do Google de pagar aos proprietários de plataformas — incluindo a Apple — para permanecer como o mecanismo de busca padrão em seus dispositivos.

Depoimentos revelaram que o Google pagou à Apple até US$ 20 bilhões anualmente em 2022 para manter seu status de mecanismo de busca padrão no Safari, um acordo que beneficia ambas as empresas ao direcionar um alto tráfego de busca para o mecanismo de busca do Google, impulsionado por anúncios, e retornar uma parcela substancial da receita para a Apple.

No entanto, o depoimento de Cue sugeriu uma mudança de dinâmica.

Ele reconheceu as preocupações sobre a estabilidade da parceria e admitiu ter “perdido o sono” com a potencial perda de receita caso o Google deixe de ser a opção de busca padrão.

Ao mesmo tempo, ele afirmou que o Google deveria permanecer como o mecanismo de busca padrão por enquanto, citando sua qualidade geral de pesquisa.

Cue revelou que, pela primeira vez, o Safari registrou uma queda na atividade de busca em abril, o que ele atribuiu ao aumento do uso de ferramentas de IA pelos consumidores para suas consultas.

Essas plataformas emergentes prometem respostas mais conversacionais, precisas e contextuais do que os mecanismos de busca tradicionais baseados em palavras-chave — uma mudança de paradigma potencial na forma como os usuários interagem com a web.

A abertura da Apple para adotar múltiplas opções de busca com IA no Safari sugere que ela pode em breve romper seu relacionamento exclusivo com o Google.

Se implementada, essa medida poderia interromper a dominância do Google na busca móvel, impactar a receita de publicidade e criar novas dinâmicas competitivas no mercado em evolução de mecanismos de busca com IA.