Resumo de criptomoedas da LATAM: Bolívia regulamenta FinTech enquanto as reservas de BTC de El Salvador ultrapassam US$ 625 milhões

Resumo de criptomoedas da LATAM: Bolívia regulamenta FinTech enquanto as reservas de BTC de El Salvador ultrapassam US$ 625 milhões
Noris Soto
11 de mai. de 2025, 05:41 AM
  • A Bolívia regulamenta as FinTechs e os ativos digitais, criando um arcabouço legal para serviços baseados em blockchain.
  • As reservas de Bitcoin de El Salvador ultrapassam US$ 625 milhões, impulsionadas por compras diárias e pela alta do preço do Bitcoin.
  • O Paraná, no Brasil, aprova cursos de microcrédito em blockchain, conectando a educação às necessidades do mercado de trabalho.

O cenário cripto da América Latina continua a evoluir, com novos produtos e expansões regionais destacando seu rápido crescimento.

Recentemente, o Ministro da Economia e Finanças Públicas da Bolívia, Marcelo Montenegro, anunciou a aprovação de um novo decreto que visa regulamentar as empresas de FinTech e os serviços de ativos virtuais.

Por outro lado, as reservas de Bitcoin de El Salvador ultrapassaram US$ 620 milhões, impulsionadas pela quebra da marca de US$ 100.000 pelo Bitcoin.

A Bolívia regulamenta as FinTechs e os ativos digitais.

A nova iniciativa da Bolívia visa fornecer bases legais claras para novos serviços financeiros baseados em blockchain e ativos digitais, em vista do rápido crescimento do setor no país nos últimos doze meses.

Apoiado pelo presidente Luis Arce, o esforço tenta criar um ambiente propício ao incentivo de startups do setor público e privado.

De acordo com uma fonte oficial de notícias boliviana, a regulamentação prevê pagamentos, remessas, empréstimos, ativos tokenizados, etc., em um ambiente seguro e confiável para os serviços de fintech no país.

O decreto também representa uma mudança significativa para mais de 40 FinTechs existentes na Bolívia, a maioria delas localizadas em Santa Cruz, La Paz e Cochabamba.

Atualmente, essas empresas operam em uma área cinzenta relativamente não regulamentada, trazendo consigo temores de proteção inadequada ao usuário e transações inseguras.

As empresas devem obter as licenças adequadas e cumprir os padrões de proteção de dados e autenticação de acordo com as novas regras, que devem ser finalizadas em 40 dias úteis pela Autoridade de Supervisão do Sistema Financeiro (ASFI).

Espera-se que essa regulamentação incentive o interesse de investidores nacionais e internacionais no país, com o uso de Bitcoin e Ethereum liderando o caminho, ao mesmo tempo em que prepara a Bolívia para assumir um papel maior no cenário de criptomoedas e blockchain.

As reservas de Bitcoin de El Salvador ultrapassam US$ 625 milhões.

As reservas de Bitcoin de El Salvador ultrapassaram US$ 620 milhões com a alta do preço do Bitcoin acima de US$ 100.000.

O governo atualmente possui 6.170,18 BTC, com compras diárias recentes com média de US$ 95.000 por moeda.

O presidente Bukele mantém seu compromisso com o Bitcoin, com o apoio da ministra da Economia, María Luisa Hayem, que considera o ativo crucial para a política fiscal e a atração de investidores.

Esta semana, Bukele se reuniu com Jeff Booth, um conhecido capitalista de risco, para desenvolver laços com o Bitcoin.

Apesar dos alertas do FMI, El Salvador continua a adotar ativos digitais, seguindo tendências mundiais estabelecidas por empresas como MicroStrategy e Metaplanet.

O Paraná, no Brasil, torna-se o primeiro estado a regulamentar cursos de microcrédito baseados em blockchain.

O estado brasileiro do Paraná tornou-se o primeiro do país a regulamentar oficialmente cursos de microcrédito para modernizar o ensino superior e alinhá-lo às demandas do mercado de trabalho.

Em parceria com o Conselho Estadual de Educação (CEE-PR) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), a iniciativa utilizará blockchain para garantir autenticidade, transparência e segurança aos certificados digitais.

No primeiro ano, o estado poderá oferecer até 175 cursos de curta duração pelas sete universidades públicas, em áreas como gestão pública, TI e desenvolvimento de negócios.

Um fundo de AR$ 2 milhões auxiliará no desenvolvimento dos cursos, e os regulamentos restantes foram adaptados para permitir que cada instituição de ensino superior defina seu próprio marco de microcrédito.

Com a blockchain, os certificados serão imutáveis e poderão ser compartilhados facilmente em plataformas de emprego e redes acadêmicas, prevenindo fraudes e acelerando os processos de contratação.

Da mesma forma, esses microcréditos contarão para cursos de graduação, pós-graduação ou extensão, proporcionando assim um modelo educacional versátil e voltado para o futuro nas instituições públicas do estado do Paraná.