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Inter&Co do Brasil registra aumento de 57% no lucro do primeiro trimestre

Inter&Co do Brasil registra aumento de 57% no lucro do primeiro trimestre
Noris Soto
12 de mai. de 2025, 13:40 PM
  • O lucro líquido da Inter&Co aumentou 57%, para 287 milhões de reais (US$ 56,4 milhões) no primeiro trimestre de 2025, impulsionado pelo rigoroso controle de custos.
  • O ROE atingiu 12,9% e o índice de eficiência melhorou para 48,8%, demonstrando um desempenho operacional mais forte.
  • A base de clientes ativos cresceu para 21,6 milhões, ante 17,4 milhões no ano anterior, sinalizando um crescimento sustentado de usuários.

A Inter&Co do Brasil divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2025, período em que registrou um aumento de 57% no lucro líquido em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O grupo registrou lucro líquido de 287 milhões de reais (cerca de US$ 56,4 milhões), excluindo participações minoritárias, enfatizando o equilíbrio entre a estabilidade da receita impulsionada pelo forte desempenho operacional e o impacto positivo do processo estratégico de controle de custos.

A empresa, que vem construindo uma plataforma de serviços financeiros digitais, disse em comunicado que o forte resultado trimestral foi impulsionado pelo foco consistente ao longo do trimestre na gestão de despesas, mantendo o apoio à produtividade.

Esse foco ampliou ainda mais a diferença entre receitas e custos, reforçando o banco com um balanço patrimonial mais sólido.

Os principais indicadores estão melhorando em todos os aspectos.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) da Inter&Co, uma métrica crucial, foi de 12,9% no primeiro trimestre encerrado em março.

Isso representou uma melhoria em relação a períodos anteriores, indicando aumento do valor para o investidor e avanços operacionais.

O índice de eficiência do banco — uma métrica que mede o sucesso de uma corporação na gestão de custos em relação à receita — também melhorou, caindo para 48,8% no trimestre.

Números mais baixos nessa razão são geralmente interpretados como bons, indicando melhor gestão de custos.

Os indicadores de qualidade de crédito também apresentaram melhora. A taxa de empréstimos inadimplentes (NPL) para empréstimos com mais de 90 dias de atraso caiu pelo terceiro trimestre consecutivo, atingindo 4,1% no final de março.

Isso se compara a 4,2% no quarto trimestre de 2024 e 4,8% no primeiro trimestre do ano anterior, indicando controles de risco mais rigorosos e melhor desempenho dos tomadores de empréstimos.

João Vitor Menin, CEO global da Inter&Co, afirmou: "O Inter, por definição, representa a transformação do setor bancário."

“Desde nossa ênfase na inovação e na distribuição digital eficiente de produtos e serviços financeiros até a extensão de benefícios e a redução de custos para todos os nossos clientes, estamos estabelecendo confiança e parcerias de longo prazo que serão mutuamente benéficas nos próximos anos”, disse ele.

A base de clientes continua crescendo.

A empresa também relatou um crescimento constante em sua base de usuários, consolidando sua presença no contexto do altamente competitivo setor bancário digital brasileiro.

A Inter&Co registrou 37,7 milhões de clientes cadastrados em 31 de março, com 21,6 milhões de usuários ativos.

Isso representa um salto significativo em relação aos 17,4 milhões de clientes ativos no mesmo trimestre do ano anterior.

Esse crescimento é uma prova da crescente demanda por serviços bancários digitais no Brasil, e a Inter&Co continua investindo na aquisição e retenção de usuários.

A empresa também ampliou a aquisição de novos usuários usando sua plataforma digital e estratégia de ecossistema, mas também conseguiu manter os usuários existentes.

Foco estratégico no crescimento sustentável

O resultado do primeiro trimestre da Inter&Co demonstra o compromisso da empresa com o crescimento lucrativo de longo prazo.

A disciplina operacional do grupo, particularmente sua capacidade de controlar custos mantendo a qualidade do serviço e a aquisição de clientes, resultou em margens mais altas e melhor desempenho financeiro.

A diminuição da taxa de NPL sugere uma carteira de empréstimos mais resiliente, possivelmente reduzindo as provisões para devedores duvidosos e liberando recursos para expansão ou inovação futura.

Ao mesmo tempo, o aumento do ROE indica maiores retornos para os acionistas e maior confiança dos investidores no plano de negócios da empresa.