Trump na Arábia Saudita: Riad promete investimento de 600 bilhões de dólares nos EUA.

Trump na Arábia Saudita: Riad promete investimento de 600 bilhões de dólares nos EUA.
Srinibas Rout
13 de mai. de 2025, 12:19 PM
  • Apenas o componente de defesa foi avaliado em quase US$ 142 bilhões.
  • O foco muda da segurança para a cooperação econômica de longo prazo.
  • “Nós gostamos muito um do outro”, disse Trump, referindo-se ao príncipe herdeiro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu um investimento impressionante de US$ 600 bilhões da Arábia Saudita durante a primeira etapa de sua viagem ao Golfo, segundo a Casa Branca.

O anúncio, feito após uma recepção de gala com tapete vermelho na capital saudita, inclui um acordo de defesa recorde de US$ 142 bilhões e ampla cooperação em energia, mineração e infraestrutura.

Acordos de investimento EUA-Arábia Saudita

Ao descer do Air Force One em Riad, Trump foi recebido pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que mais tarde assinou os acordos históricos na presença de líderes empresariais americanos, incluindo o bilionário da tecnologia Elon Musk.

O acordo está sendo descrito por autoridades americanas como o maior acordo de defesa e investimento já realizado entre as duas nações.

Apenas o componente de defesa — avaliado em quase 142 bilhões de dólares — faz parte de um esforço mais amplo dos EUA para fortalecer as alianças militares no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que cria empregos domésticos por meio da fabricação de armas.

De acordo com a Reuters, fontes próximas às negociações mencionaram discussões em andamento sobre a possível venda dos avançados caças F-35 da Lockheed Martin para a Arábia Saudita, um acordo há muito desejado por Riad, mas ainda não confirmado como parte do pacote final.

O foco muda da segurança para a cooperação econômica de longo prazo.

Numa clara mudança em relação às tradicionais visitas dos EUA ao Oriente Médio, focadas no combate ao terrorismo e na segurança, a viagem de Trump enfatizou o desenvolvimento econômico e o envolvimento do setor privado.

Durante o fórum de investimentos EUA-Arábia Saudita, o ministro de Investimentos saudita, Khalid al-Falih, destacou a transformação das relações bilaterais, afirmando: “Embora a energia continue sendo a pedra angular de nosso relacionamento, o escopo das parcerias comerciais saudita-americanas se expandiu dramaticamente”.

Trump corroborou esses sentimentos, descrevendo o Príncipe Mohammed como um amigo e elogiando a natureza evolutiva do relacionamento.

“Nós gostamos muito um do outro”, disse Trump, referindo-se ao príncipe herdeiro.

Ele acrescentou que o investimento levaria à criação de empregos significativos nos Estados Unidos e ajudaria a modernizar a economia da Arábia Saudita, alinhando-se com as reformas da Visão 2030 de Riad.

Trump segue para o Catar e os Emirados Árabes Unidos em seguida.

Após seus compromissos na Arábia Saudita, Trump tem previsão de viajar para o Catar na quarta-feira e para os Emirados Árabes Unidos na quinta-feira.

A presença de CEOs e figuras empresariais americanas de destaque na viagem sublinha a estratégia da administração de usar a diplomacia empresarial para construir alianças estratégicas e impulsionar o investimento estrangeiro na economia dos EUA.

Notavelmente, a decisão de Trump de ignorar Israel nesta viagem chamou a atenção, levantando questões sobre as prioridades da atual administração no Oriente Médio.

No entanto, fontes da Casa Branca enfatizaram que esta visita se concentra principalmente na cooperação econômica, e não na dinâmica da segurança regional.

O compromisso de investimento de 600 bilhões de dólares sinaliza não apenas um aprofundamento dos laços entre os EUA e a Arábia Saudita, mas também uma recalibração mais ampla da política externa americana na região do Golfo.

À medida que as duas nações se voltam para o crescimento econômico mútuo, a criação de empregos e o intercâmbio de tecnologia, os analistas consideram este um momento histórico na diplomacia de investimentos estrangeiros dos EUA — um momento que pode definir o legado de Trump nos assuntos econômicos globais.