A China seguirá em frente com ou sem os chips da Nvidia, diz o CEO Jensen Huang.

A China seguirá em frente com ou sem os chips da Nvidia, diz o CEO Jensen Huang.
Wajeeh Khan
29 de mai. de 2025, 01:29 AM
  • O CEO da Nvidia considera falsa a premissa de que a China não consegue fabricar seus próprios chips de IA.
  • Jensen Huang acredita que Pequim seguirá em frente com ou sem chips da NVDA em 2025.
  • As ações da Nvidia subiram ligeiramente na quarta-feira, impulsionadas por resultados do primeiro trimestre melhores do que o esperado.

O CEO da Nvidia Corp (NASDAQ: NVDA), Jensen Huang, afirma que a Casa Branca baseou suas regulamentações de exportação na premissa de que a China é incapaz de fabricar seus próprios chips de IA.

Mas verificações recentes confirmam que essa premissa é fundamentalmente falha, argumentou ele na teleconferência de resultados da empresa na noite passada, acrescentando: "A questão não é se a China terá IA – ela já tem."

As declarações de Huang são significativas, pois podem sugerir que Pequim não depende tanto da Nvidia como alguns pensavam. Dito isso, as ações da NVDA subiram 50% em relação à mínima do ano até o momento da redação deste texto.

Qual o futuro da Nvidia com o fim de seus negócios na China?

Jensen Huang tem se manifestado abertamente contra o endurecimento da regulamentação de exportação de chips durante a administração Trump, tendo alertado anteriormente que isso está prejudicando mais as empresas americanas do que a China.

Se não fossem as restrições de exportação, a Nvidia teria obtido até 2,5 bilhões de dólares em vendas adicionais em seu primeiro trimestre fiscal, acrescentou ele.

Mais importante ainda, a fabricante de chips estimou para a noite passada um faturamento de até 45 bilhões de dólares para o atual trimestre fiscal – um valor que teria sido até 18% maior sem as regulamentações de exportação dos EUA.

"O mercado chinês de 50 bilhões de dólares está efetivamente fechado para a indústria americana. Como resultado, estamos registrando prejuízos multibilionários em estoque que não pode ser vendido ou reaproveitado", disse ele aos investidores na teleconferência.

O que acontece agora com a China diante do acesso reduzido aos chips da NVDA?

Embora as novas restrições que impedem a Nvidia de vender na segunda maior economia do mundo pareçam significativas para a empresa favorita da IA, é razoável acreditar que a China nem sequer se moverá por causa delas.

Huang já alertou que Pequim está "logo atrás de nós" em inteligência artificial. A China, ele está convencido, está fortemente posicionada para "seguir em frente" com ou sem chips NVDA.

Vale notar que a analista da Bernstein, Stacy Rasgon, também acredita que impedir a Nvidia de vender na China é sinônimo de "entregar todo o mercado de IA na China para a Huawei".

Por outro lado, no entanto, o presidente dos EUA fechou acordos no valor de bilhões para a NVDA durante sua recente visita aos estados do Golfo. Além disso, a ação da empresa de IA atualmente também paga dividendos.

A Nvidia poderia atingir um novo recorde histórico em 2025?

Apesar da incerteza em relação à China, a Nvidia superou amplamente as estimativas do mercado em seu primeiro trimestre fiscal.

A empresa, sediada em Santa Clara, Califórnia, obteve um lucro de 96 centavos por ação com uma receita de 44,06 bilhões de dólares em seu primeiro trimestre fiscal.

Em comparação, os analistas previam 93 centavos por ação e 43,31 bilhões de dólares, respectivamente.

A solidez financeira está entre os principais motivos pelos quais a ação da NVDA continua sendo uma das preferidas dos analistas de Wall Street.

A média das projeções para as ações da Nvidia atualmente está um pouco acima de US$ 163, indicando um potencial de alta de mais 15% em relação aos níveis atuais.