Ações da Target despencam 10% na quarta-feira: eis por que os analistas estão cautelosos

Ações da Target despencam 10% na quarta-feira: eis por que os analistas estão cautelosos
Devesh Kumar
20 de ago. de 2025, 10:17 AM
  • Michael Fiddelke substituirá Brian Cornell como CEO em 2026.
  • Vendas fracas e perspectivas cautelosas pesam sobre a confiança dos investidores.
  • Analistas alertam que o setor de varejo enfrenta pressão contínua de custos e demanda.

As ações da Target (NYSE: TGT) despencaram 10% nas negociações de pré-mercado na quarta-feira, depois que a varejista revelou um novo CEO e repetiu sua previsão anual, uma combinação que fez pouco para acalmar os nervos em Wall Street.

A queda foi o sinal mais claro de que os investidores continuam não convencidos de que a Target pode se livrar das vendas lentas e de um cenário instável para o consumidor que pesa sobre os resultados há quase três anos.

A empresa contratou Michael Fiddelke, seu diretor de operações e veterano da Target, para suceder Brian Cornell como presidente-executivo em fevereiro de 2026.

Cornell, que dirige a empresa desde 2014, assumirá o cargo de presidente executivo. Embora a transferência tenha sido enquadrada como uma transição constante, o mercado se concentrou menos nos planos de sucessão e mais na falta de um novo impulso na orientação da Target.

A mensagem parecia clara: até que as vendas melhorem, os investidores não estão comprando a história da reviravolta.

Estoque-alvo: Dúvidas em todo o espaço de varejo

A Target manteve sua perspectiva de lucro para o ano inteiro, mas isso não foi suficiente para acalmar os nervos. A empresa já registrou 11 trimestres consecutivos de vendas estáveis ou em queda, mostrando o quão difícil tem sido fazer com que os compradores gastem novamente, enquanto as tarifas e os custos mais altos afetam as margens.

Sim, os lucros vieram um pouco melhores do que o esperado, mas a linha superior ainda contou a história de um varejista preso em ponto morto.

As ações caíram 10% nas negociações de pré-mercado, caindo abaixo de US$ 95 e se preparando para o pior dia das ações em anos.

A queda reflete mais do que apenas a frustração com a Target, pois destaca dúvidas em todo o espaço de varejo sobre se as grandes redes podem se ajustar às mudanças nos hábitos de compra e, ao mesmo tempo, lidar com a inflação, a demanda fraca e as tensões da cadeia de suprimentos ligadas às tensões globais.

A queda da Target alimentou um clima mais suave em Wall Street, onde os nomes da tecnologia já estavam arrastando o mercado para baixo. Os traders também estavam mantendo a cabeça baixa antes da reunião do Fed no final do dia, procurando qualquer dica sobre para onde as taxas podem ir a seguir.

A combinação deixou os mercados inquietos e relutantes em fazer grandes movimentos.

O que dizem os analistas?

Os analistas observaram que os problemas da Target refletem o resto do varejo, com grandes nomes espremidos por rivais online, compradores recuando e custos subindo.

Trazer Michael Fiddelke como o próximo CEO faz sentido, dado seu tempo dentro da empresa, mas há pouca expectativa de que isso mude as coisas rapidamente.

Os investidores querem ver se ele pode promover mudanças com rapidez suficiente em um ambiente difícil.

Analistas disseram que manter a orientação anual não muda o fato de que a Target está presa em uma margem difícil e em um cenário de vendas.

Com as tarifas ainda mordendo e os compradores cuidando de suas carteiras, o risco é que as margens fiquem ainda mais apertadas nos próximos trimestres.

Outros enfatizaram que a Target precisa se mover mais rápido no digital e apertar sua cadeia de suprimentos se quiser recuperar terreno.

Os rivais que mudaram anteriormente para modelos omnichannel e controle de estoque mais inteligente conseguiram manter os clientes e manter o ímpeto das vendas.