Padrão de óleo de palma da Malásia ganha aprovação da UE contra desmatamento

Padrão de óleo de palma da Malásia ganha aprovação da UE contra desmatamento
Sayantan Sarkar
10 de set. de 2025, 06:45 AM
  • A UE reconhece o Óleo de Palma Sustentável da Malásia (MSPO) por atender aos novos regulamentos de desmatamento.
  • Isso garante que o óleo de palma da Malásia que entra na UE seja de origem sustentável e livre de desmatamento.
  • O MSPO, obrigatório desde 2020, usa rastreamento digital para transparência e fornecimento legal.

A certificação de óleo de palma sustentável da Malásia foi oficialmente reconhecida pela União Europeia como um padrão robusto e confiável.

Este reconhecimento crucial, anunciado pelo organismo de certificação da Malásia na quarta-feira, significa que o MSPO pode efetivamente ajudar a atender aos rigorosos requisitos do recém-promulgado regulamento de desmatamento da UE, de acordo com um relatório da Reuters.

Este desenvolvimento é um passo significativo para garantir que os produtos de óleo de palma que entram no mercado europeu sejam adquiridos de forma sustentável e não contribuam para o desmatamento, alinhando-se com o compromisso da UE com a proteção ambiental e práticas comerciais globais responsáveis.

Em um comunicado, o organismo de certificação afirmou que o reconhecimento solidifica a posição da MSPO como a estrutura nacional da Malásia para o óleo de palma sustentável.

Também ressalta a contribuição significativa da MSPO para o fornecimento responsável e o comércio global.

Nova regulamentação visa desmatamento

O novo regulamento da UE, que deve entrar em vigor em dezembro, afetará significativamente as empresas que comercializam commodities específicas.

Este regulamento determina que as empresas que vendem soja, carne bovina, óleo de palma, madeira, cacau, café e produtos derivados, como couro, chocolate e móveis, devem verificar se a terra de origem desses produtos não sofreu desmatamento desde o final de 2020.

Esta medida visa combater o desmatamento global e promover cadeias de suprimentos mais sustentáveis.

As empresas precisarão implementar processos robustos de due diligence para rastrear a origem de seus produtos e demonstrar conformidade, potencialmente levando a uma maior transparência e responsabilidade nesses setores.

O regulamento reflete um crescente compromisso internacional com a proteção ambiental e o fornecimento responsável.

O esquema de certificação MSPO foi inicialmente uma iniciativa voluntária destinada a promover práticas sustentáveis na indústria de óleo de palma da Malásia, que é o segundo maior exportador mundial.

Para reforçar a credibilidade e a conformidade, o esquema MSPO passou a ser obrigatório para todo o setor em janeiro de 2020.

Este mandato exige que todos os produtores de óleo de palma na Malásia cumpram padrões específicos de sustentabilidade.

Status obrigatório e sistema de rastreamento digital

Organismos de certificação terceirizados independentes são responsáveis por realizar auditorias rigorosas para garantir que esses padrões sejam atendidos, verificando assim o compromisso da indústria com a proteção ambiental e a responsabilidade social.

O organismo de certificação afirmou que a certificação MSPO fornece garantia crucial para compradores e órgãos reguladores.

Essa garantia decorre dos rigorosos padrões mantidos pela MSPO, garantindo que todo o óleo de palma certificado não seja apenas de origem legal, mas também produzido sem contribuir para o desmatamento.

Além disso, o organismo de certificação destacou um avanço tecnológico importante que apóia essa afirmação: seu sofisticado sistema de rastreamento digital.

Este sistema oferece visibilidade abrangente em toda a cadeia de suprimentos, desde o cultivo até a distribuição final, reforçando significativamente a confiança entre as partes interessadas globais que exigem commodities sustentáveis e produzidas de forma ética.

O ministro de Plantações e Commodities, Johari Abdul Ghani, disse que o reconhecimento afirmou a liderança da Malásia em óleo de palma sustentável e garantiu que mais de meio milhão de pequenos agricultores estivessem totalmente vinculados à agenda de sustentabilidade.

"O reconhecimento da UE também ressalta a credibilidade da MSPO como um padrão confiável e pronto para o futuro", disse ele em um comunicado.