Conexus da Venezuela integrará Bitcoin e stablecoins no sistema bancário

Conexus da Venezuela integrará Bitcoin e stablecoins no sistema bancário
Benson Toti
31 de out. de 2025, 10:23 AM
  • A Conexus da Venezuela planeja integrar criptomoedas ao sistema bancário.
  • Mais pessoas no país usando Bitcoin e stablecoins como USDT.
  • A adoção global de criptomoedas faz com que os bancos busquem maior integração.

A Conexus, principal processadora de pagamentos da Venezuela, planeja integrar Bitcoin e stablecoins como Tether (USDT) à rede bancária do país.

A gigante dos pagamentos, que lida com cerca de 40% das transferências eletrônicas na Venezuela, está de olho em uma rede interbancária baseada em blockchain. De acordo com um relatório local, o objetivo é levar serviços de custódia de Bitcoin e stablecoin aos clientes dos bancos.

A Conexus também vê a iniciativa como uma que reforçará as transações interbancárias, com os bancos capazes de aproveitar transferências de criptomoedas rápidas e de baixo custo. Os clientes se beneficiarão de um sistema que ajuda a mitigar a hiperinflação e outros problemas cambiais.

Rodolfo Gasparri, presidente da Conexus, compartilhou a ideia da empresa durante uma entrevista ao meio de comunicação local Banca y Negocios.

"Estamos chegando a um modelo de integração de métodos de pagamento", disse ele ao portal de notícias bancárias e de tecnologia.

De acordo com Gasparri, a criptomoeda e a blockchain evoluíram para uma parte essencial do sistema financeiro global, e integrá-las em toda a infraestrutura bancária é um passo "natural e inevitável".

Mais venezuelanos usando Bitcoin, stablecoins

A Conexus tomou nota da explosão no número de venezuelanos que usam criptomoedas e stablecoins.

Gasparri disse que mais e mais pessoas veem ativos digitais e stablecoins como uma ferramenta para se proteger contra a hiperinflação.

Aproveitar a tecnologia blockchain para trazer depósitos de criptomoedas para clientes bancários é uma parte importante do suporte a esse ecossistema, acrescentou. Mas há mais no blockchain.

O impacto da integração de Bitcoin e stablecoins nas redes bancárias pode ser semelhante à forma como os pagamentos móveis interbancários revolucionaram o sistema bancário, explicou o presidente da Conexus.

O movimento da Conexus se alinha com marcos mais amplos em todo o setor financeiro global.

Vários gigantes bancários e provedores financeiros estão permitindo que os clientes comprem criptomoedas, negociem e custodiem BTC e outros ativos digitais.

Esses bancos incluem os dos EUA, como JPMorgan, Morgan Stanley e Bank of America.

A SWIFT também divulgou planos para um sistema blockchain, com migração de transações on-chain visando stablecoins como USDT e outras criptomoedas.

Reguladores de olho na revisão das regras globais de stablecoin

A Bloomberg informou em 31 de outubro de 2025 que a explosão na demanda e no uso de stablecoins fez com que os reguladores globais reexaminassem as regras bancárias relacionadas.

De acordo com a publicação, os reguladores estão analisando as regras bancárias relativas às participações em criptomoedas que devem entrar em vigor em 2026.

O regulamento, elaborado em 2022, impõe pesados requisitos de capital aos bancos, uma postura que até agora fez com que muitos credores evitassem a integração de criptomoedas.

Uma revisão das regras irá atualizá-las para melhor se alinhar com a rápida adoção da stablecoin.

Em 2025, os Estados Unidos estiveram na vanguarda da pressão por apoio ao setor com a Lei GENIUS promulgada este ano, destacando esse impulso.