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China sinaliza acesso mais rigoroso aos chips de IA da Nvidia enquanto Washington debate regras de exportação

China sinaliza acesso mais rigoroso aos chips de IA da Nvidia enquanto Washington debate regras de exportação
Diya Poddar
09 de dez. de 2025, 10:21 AM
  • Compradores na China podem precisar justificar necessidades domésticas de chips não atendidas antes de adquirir o H200.
  • Trump anunciou na segunda-feira que os EUA poderiam permitir remessas de H200 sob condições de segurança.
  • Senadores dos EUA propuseram bloquear as exportações de H200 por 30 meses.

A China está se preparando para apertar o acesso aos chips H200 da Nvidia, mesmo enquanto a tecnologia se aproxima de retornar ao mercado local.

Segundo reportagens do Financial Times, autoridades em Pequim estão revisando como o processador deve ser usado em um momento em que o país está buscando reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e construir uma indústria autossuficiente de semicondutores.

As discussões começaram antes que Washington sinalizasse uma possível mudança de política. Especialistas disseram que os reguladores estão explorando um sistema que concederia acesso limitado ao H200.

O H200 da Nvidia é seu segundo processador de IA mais forte e um componente chave para empresas que treinam modelos avançados.

Etapas de aprovação consideradas

Segundo o plano discutido, os compradores precisariam solicitar permissão antes de adquirir o chip, segundo o relatório, citando fontes.

Eles também precisariam explicar por que alternativas domésticas não conseguem atender às suas exigências.

A revisão ganhou força depois que Donald Trump publicou na Truth Social na segunda-feira que informou ao presidente chinês Xi Jinping que os EUA permitiriam que a Nvidia enviasse chips H200 para clientes aprovados na China.

Trump acrescentou que 25% seriam pagos aos Estados Unidos, embora não tenha fornecido mais detalhes sobre como esse arranjo funcionaria.

O governo Biden havia anteriormente proibido a exportação do H200 e de outros processadores de alto desempenho devido a preocupações de que o hardware pudesse suportar o desenvolvimento militar.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, pressionou para que as restrições sejam flexibilizadas, enquanto apoiadores argumentam que permitir exportações manteria a dependência da China da tecnologia dos EUA.

Crescimento do esforço local com chips

A China usou a proibição anterior dos EUA como catalisador para acelerar seu próprio programa de semicondutores.

As medidas incluem o reforço das verificações alfandegárias de importação de chips e subsídios de energia para data centers que migram para processadores domésticos.

Reguladores que lideram esse esforço, incluindo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, também podem impedir que entidades do setor público comprem o H200, observa o Financial Times.

O retorno do chip seria acompanhado de perto por gigantes chineses da tecnologia como Alibaba, ByteDance e Tencent.

Eles adotaram chips mais domésticos para tarefas básicas de IA, mas ainda preferem o hardware Nvidia para treinamento de modelos devido ao desempenho mais forte e manutenção mais simples.

Muitas empresas têm treinado modelos no exterior para alcançar chips que ainda permanecem restritos no país.

Debate nos EUA continua

O apoio de Trump às exportações enfrenta resistência no Congresso. Um grupo de senadores dos EUA apresentou uma legislação que impediria a administração de aprovar remessas de chips Nvidia, incluindo o H200, por 30 meses.

Washington também pode criar um marco de aprovação que limite as vendas a empresas consideradas seguras.

A Nvidia já tem aprovação para vender o H20, uma versão de desempenho reduzido do H200 construída para a China.

Em agosto, a empresa concordou em pagar ao governo dos EUA 15% de sua receita proveniente das vendas de chips na China.

Pequim ainda tem acesso limitado ao H20 porque o desempenho do chip não supera significativamente o das ofertas domésticas.