Ações da Boeing apelidadas de 'escolha principal' para 2026, Dan Niles explica o porquê

Ações da Boeing apelidadas de 'escolha principal' para 2026, Dan Niles explica o porquê
Wajeeh Khan
31 de dez. de 2025, 15:43 PM
  • Dan Niles espera que as ações da Boeing subam no próximo ano.
  • Ele apresentou três grandes razões para sua visão otimista sobre as ações da BA.
  • As ações da Boeing já subiram cerca de 60% em relação à mínima acumulada no ano.

A Boeing (NYSE: BA) teve um 2025 forte, e o gestor de fundos de hedge Dan Niles espera que as ações continuem subindo no próximo ano.

Na verdade, ele chamou BA de "escolha principal" para 2026 em uma entrevista à CNBC hoje – citando uma combinação de um impressionante acúmulo de recursos, impulsionadores seculares de demanda e aumento do fluxo de caixa.

No momento da redação, as ações da Boeing subiram quase 60% em relação à mínima acumulada no início de abril.

Um enorme acúmulo justifica investir em ações da Boeing

Niles destacou o enorme carteiro de pedidos da Boeing como uma das principais razões de otimismo.

"Eles têm 600 bilhões de dólares em atraso que não para de crescer. É quase sete vezes a receita deste ano", observou.

Esse acúmulo oferece visibilidade de longo prazo sobre vendas e produção futuras – oferecendo aos investidores confiança de que a demanda por aeronaves Boeing permanece robusta.

A posição da BA como uma das duas maiores fabricantes globais de aviões garante que companhias aéreas e governos continuarão a depender de seus produtos.

Para Niles, a escala do acúmulo é mais do que uma estatística – é um sinal de resiliência, mostrando que as ações da BA podem resistir a turbulências de curto prazo enquanto convertem pedidos em receita na próxima década.

As ações da BA podem se beneficiar de ventos seculares

Além da aviação comercial, as ações da Boeing também devem se beneficiar de tendências seculares poderosas em defesa e infraestrutura.

Niles apontou projetos como a iniciativa "Golden Dome" nos EUA e a decisão da OTAN de aumentar os gastos com defesa de 2% para 3,5% do produto interno bruto (PIB).

Esses compromissos significam bilhões de dólares em demanda adicional pelas aeronaves e sistemas militares da BA.

"Você tem ventos seculares realmente grandes", explicou Niles – enfatizando que as realidades geopolíticas estão impulsionando investimentos sustentados na defesa.

Com os governos priorizando a segurança e a modernização, a divisão de defesa da Boeing pode se tornar um contribuinte ainda maior para os lucros. Esses ventos favoráveis proporcionam diversificação, reduzindo a dependência de mercados de aviação comercial cíclicos.

Por que mais a Boeing vale a pena ter para 2026?

Talvez a parte mais convincente da tese de Niles seja a melhoria da perspectiva de fluxo de caixa da Boeing.

Após perder aproximadamente US$ 2 bilhões este ano, espera-se que o gigante retorne a um território positivo no próximo ano, gerando bilhões baixos de um dígito em fluxo de caixa livre.

E até o final desta década, Niles acredita que esse número chegaria a 10 bilhões de dólares, o que ainda não é "um padrão alto para ultrapassar, esses caras tiveram 14 bilhões de fluxo de caixa em 2018", argumentou ele na CNBC.

A capacidade da Boeing de autocertificar alguns de seus aviões acelerará a recuperação, reduzindo gargalos regulatórios. Para os acionistas, o retorno de um fluxo de caixa forte é fundamental – apoiando a redução da dívida, os dividendos e o crescimento de longo prazo.

Note que Wall Street compartilha o otimismo de Niles em relação às ações da BA. A classificação consensual da Boeing atualmente está em "sobrepeso", com uma meta média de $249, indicando potencial de crescimento de aproximadamente 15%.