Banco Central do Brasil ordena liquidação do Will Financeira após colapso do Banco Master

- Banco Central ordena liquidação extrajudicial da Will Financeira.
- O decreto cita insolvência e ligações de controle com o Banco Master.
- A FGC assegura CDs de até R$250.000 por CPF para depositantes.
Na quarta-feira, o Banco Central do Brasil ordenou a liquidação extrajudicial da Will Financeira SA Crédito, Financiamento e Investimento, também conhecida como Will Bank, após ter resolvido anteriormente no dia das medidas de resolução anteriormente aplicadas ao Banco Master.
Em 18 de novembro de 2025, o banco central emitiu um decreto para liquidar o Banco Master devido a problemas com a Will Financeira causados por seus laços estreitos com o grupo-mãe.
O ato assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, observa que a medida se deve ao comprometimento da condição econômica e financeira da Will Financeira, bem como à sua insolvência e ao vínculo de juros derivado do exercício do controle pelo Banco Master.
O decreto remove a Will Financeira do sistema financeiro nacional brasileiro e suspende suas operações.
Impacto nos depositantes e o papel da FGC.
Como resultado da liquidação, os certificados de depósito da Will Financeira passaram a ser segurados pelo Fundo de Garantia de Crédito (FGC) do Brasil, com até um teto de R$250.000 por CPF (número de registro do contribuinte individual).
A FGC foi abordada sobre a cobertura, mas não havia respondido até a época da publicação.
A liquidação da Financeira virá após a FGC começar a fazer pagamentos dos certificados de depósito do Banco Master no início desta semana, após uma suspensão de dois meses?
Espera-se que o fundo distribua cerca de R$40,6 bilhões para aproximadamente 800.000 investidores, tornando-se o maior pagamento de garantia já emitido no Brasil.
Até agora, quase 600.000 solicitações foram registradas e 448.000 credores concluíram o processo de solicitação.
Administração e congelamentos de ativos
A EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda. foi nomeada pelo Banco Central como liquidante, substituindo a mesma empresa que gerenciava a liquidação do Banco Master.
De acordo com a lei que regula a liquidação extrajudicial, os controladores e ex-diretores da Will Financeira tiveram seus ativos bloqueados.
Entre eles estão Daniel Vorcaro, Armando Miguel Gallo Neto, Felipe Wallace Simonsen, Will Holding Financeira, Master Holding Financeira e 133 Investments and Holdings.
O filme cobria os ativos dos diretores anteriores Felipe Félix Soares de Sousa e Ricardo Saad Neto.
O congelamento de ativos é projetado para preservar os ativos enquanto a extensão das obrigações e das reivindicações dos credores são determinadas.
Contexto regulatório e justificativa
A liquidação da Will Financeira amplifica o impacto do processo iniciado contra o Banco Master e reflete medidas maiores tomadas pela autoridade monetária para fechar instituições insolventes.
A liquidação extrajudicial é usada quando o Banco Central determina que a recuperação não é mais possível.
Sob esse regime, as atividades são suspensas e a instituição fica permanentemente excluída do sistema financeiro.
Essa estratégia difere do Regime Especial Temporário de Administração, que permite que as atividades continuem mesmo após a remoção dos diretores, dando tempo para reestruturação ou uma possível venda.
No caso do Banco Master, o regulador inicialmente acreditava que potenciais compradores surgiriam, permitindo que o banco permanecesse sob administração especial por até 120 dias.
No entanto, o acordo não foi concluído, resultando em liquidação.
Perfil financeiro da Will Financeira
Fundado em 2017 e adquirido pelo Banco Master em 2024, o Will Bank teve R$14,4 bilhões em ativos no primeiro semestre do ano, segundo dados do Banco Central.
A instituição registrou um prejuízo de R$244,7 milhões e um patrimônio líquido de cerca de R$300 milhões. Em setembro, o Will Financier já tinha R$6,5 bilhões em depósitos a prazo e nenhum depósito à vista.
O Will Bank faz parte do Master, mas opera sob o Banco Master Múltiplo, cuja licença não foi revogada recentemente.
O Banco Master Múltiplo foi colocado sob o Regime Especial de Administração Temporária, que permite a continuidade das operações enquanto a reestruturação é concluída.
Consequências do mercado e dos pagamentos
Mesmo antes da notificação oficial de liquidação, a Mastercard deixou de reconhecer transações com cartões emitidos pelo Will Bank após as transações dos clientes não terem sido validadas no sistema de pagamento.
A Mastercard fornecia garantias para as obrigações do Will Bank e adquiria grandes participações na Westwing e BRB, Banco de Brasília.
Juntas, as medidas destacam os esforços do Banco Central para mitigar as consequências do colapso do grupo Banco Master, ao mesmo tempo em que garantem a operação geral do sistema financeiro brasileiro.

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