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Banco Central do Brasil ordena liquidação do Will Financeira após colapso do Banco Master

Banco Central do Brasil ordena liquidação do Will Financeira após colapso do Banco Master
Noris Soto
21 de jan. de 2026, 10:54 AM
  • Banco Central ordena liquidação extrajudicial da Will Financeira.
  • O decreto cita insolvência e ligações de controle com o Banco Master.
  • A FGC assegura CDs de até R$250.000 por CPF para depositantes.

Na quarta-feira, o Banco Central do Brasil ordenou a liquidação extrajudicial da Will Financeira SA Crédito, Financiamento e Investimento, também conhecida como Will Bank, após ter resolvido anteriormente no dia das medidas de resolução anteriormente aplicadas ao Banco Master.

Em 18 de novembro de 2025, o banco central emitiu um decreto para liquidar o Banco Master devido a problemas com a Will Financeira causados por seus laços estreitos com o grupo-mãe.

O ato assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, observa que a medida se deve ao comprometimento da condição econômica e financeira da Will Financeira, bem como à sua insolvência e ao vínculo de juros derivado do exercício do controle pelo Banco Master.

O decreto remove a Will Financeira do sistema financeiro nacional brasileiro e suspende suas operações.

Impacto nos depositantes e o papel da FGC.

Como resultado da liquidação, os certificados de depósito da Will Financeira passaram a ser segurados pelo Fundo de Garantia de Crédito (FGC) do Brasil, com até um teto de R$250.000 por CPF (número de registro do contribuinte individual).

A FGC foi abordada sobre a cobertura, mas não havia respondido até a época da publicação.

A liquidação da Financeira virá após a FGC começar a fazer pagamentos dos certificados de depósito do Banco Master no início desta semana, após uma suspensão de dois meses?

Espera-se que o fundo distribua cerca de R$40,6 bilhões para aproximadamente 800.000 investidores, tornando-se o maior pagamento de garantia já emitido no Brasil.

Até agora, quase 600.000 solicitações foram registradas e 448.000 credores concluíram o processo de solicitação.

Administração e congelamentos de ativos

A EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda. foi nomeada pelo Banco Central como liquidante, substituindo a mesma empresa que gerenciava a liquidação do Banco Master.

De acordo com a lei que regula a liquidação extrajudicial, os controladores e ex-diretores da Will Financeira tiveram seus ativos bloqueados.

Entre eles estão Daniel Vorcaro, Armando Miguel Gallo Neto, Felipe Wallace Simonsen, Will Holding Financeira, Master Holding Financeira e 133 Investments and Holdings.

O filme cobria os ativos dos diretores anteriores Felipe Félix Soares de Sousa e Ricardo Saad Neto.

O congelamento de ativos é projetado para preservar os ativos enquanto a extensão das obrigações e das reivindicações dos credores são determinadas.

Contexto regulatório e justificativa

A liquidação da Will Financeira amplifica o impacto do processo iniciado contra o Banco Master e reflete medidas maiores tomadas pela autoridade monetária para fechar instituições insolventes.

A liquidação extrajudicial é usada quando o Banco Central determina que a recuperação não é mais possível.

Sob esse regime, as atividades são suspensas e a instituição fica permanentemente excluída do sistema financeiro.

Essa estratégia difere do Regime Especial Temporário de Administração, que permite que as atividades continuem mesmo após a remoção dos diretores, dando tempo para reestruturação ou uma possível venda.

No caso do Banco Master, o regulador inicialmente acreditava que potenciais compradores surgiriam, permitindo que o banco permanecesse sob administração especial por até 120 dias.

No entanto, o acordo não foi concluído, resultando em liquidação.

Perfil financeiro da Will Financeira

Fundado em 2017 e adquirido pelo Banco Master em 2024, o Will Bank teve R$14,4 bilhões em ativos no primeiro semestre do ano, segundo dados do Banco Central.

A instituição registrou um prejuízo de R$244,7 milhões e um patrimônio líquido de cerca de R$300 milhões. Em setembro, o Will Financier já tinha R$6,5 bilhões em depósitos a prazo e nenhum depósito à vista.

O Will Bank faz parte do Master, mas opera sob o Banco Master Múltiplo, cuja licença não foi revogada recentemente.

O Banco Master Múltiplo foi colocado sob o Regime Especial de Administração Temporária, que permite a continuidade das operações enquanto a reestruturação é concluída.

Consequências do mercado e dos pagamentos

Mesmo antes da notificação oficial de liquidação, a Mastercard deixou de reconhecer transações com cartões emitidos pelo Will Bank após as transações dos clientes não terem sido validadas no sistema de pagamento.

A Mastercard fornecia garantias para as obrigações do Will Bank e adquiria grandes participações na Westwing e BRB, Banco de Brasília.

Juntas, as medidas destacam os esforços do Banco Central para mitigar as consequências do colapso do grupo Banco Master, ao mesmo tempo em que garantem a operação geral do sistema financeiro brasileiro.