Ações da Nvidia: investidores devem se preocupar com a ausência de Jensen Huang na China?

Ações da Nvidia: investidores devem se preocupar com a ausência de Jensen Huang na China?
Devesh Kumar
12 de mai. de 2026, 00:32 AM

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Invezz
NVDA: comprar com base na demanda por Blackwell

Comprar Nvidia (NVDA). A “exclusão” na China é sobretudo óptica; a Nvidia já afirmou que está efetivamente impedida no mercado chinês de chips para data center, portanto há pouco dano incremental pela ausência de Huang na viagem. A alta de +2% das ações confirma que o mercado concorda. O catalisador de curto prazo é o resultado de 20 de maio: os investidores se voltarão para a demanda por Blackwell junto aos hiperescaladores dos EUA e para qualquer batida de receita/guia (o mercado espera um ~$2B de batida).

Key Risk: A demanda por Blackwell decepciona em 20 de maio (encomendas fracas dos hiperescaladores ou orientação decepcionante), forçando uma desvalorização que as manchetes sobre a China não conseguem justificar.

Operar vendido em pares de chips de IA expostos à China

Vender/operar vendido um nome de chip de IA exposto à China que se beneficia das narrativas de “substituição pela Huawei” — por exemplo, AMD (AMD) como proxy para risco de perda de participação de mercado na China. Se o Ascend da Huawei acelerar e os ecossistemas locais se consolidarem, isso pressiona toda a história de substituição de chips de IA dos EUA, não apenas a Nvidia. Trata-se de uma operação relativa: NVDA já está projetada como “zero China”, enquanto outros ainda mantêm expectativas maiores.

Key Risk: A substituição na China não escala (fornecimento/adoção da Huawei mais lenta que o esperado), e os ganhos de participação de mercado de IA da AMD em outros mercados compensam o impacto chinês.

  • Jensen Huang excluído da delegação de Trump à China, apesar da presença de outros CEOs.
  • Executivos da Apple, Tesla, BlackRock e Boeing também participaram da visita.
  • A exposição da Nvidia à China já está fortemente restringida, limitando o impacto negativo.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, não foi incluído na delegação do Presidente Donald Trump à China esta semana, apesar de vários líderes empresariais americanos proeminentes terem acompanhado a viagem para se encontrar com o presidente chinês Xi Jinping.

Huang ficou de fora da lista da delegação, enquanto executivos de empresas como Apple, Tesla, BlackRock e Boeing participaram da visita a Pequim.

A Casa Branca afirmou que a visita se concentrou em agricultura e aviação comercial, e não em semicondutores.

Ainda assim, a Nvidia subiu quase 2% na segunda-feira, o que diz algo importante aos investidores: o mercado não está tratando isso como um novo revés.

Huang disse em 8 de maio que “se convidado, seria um privilégio — seria uma grande honra representar os Estados Unidos e ir à China com o Presidente Trump”.

De 95% a zero

O motivo pelo qual a exclusão não afetou mais significativamente as ações da Nvidia é que a questão da China já estava, em grande parte, resolvida antes da viagem de Trump.

Huang afirmou em 2025 que a participação de mercado da Nvidia na China havia caído de 95% para 50% desde o início da administração Biden, e depois descreveu a participação no mercado de chips avançados de IA na China como zero.

O último relatório anual da Nvidia é ainda mais direto: a empresa diz que foi “efetivamente impedida” de competir no mercado de computação para centros de dados da China, e que esse impedimento ajudou concorrentes a construir ecossistemas maiores.

Em outras palavras, havia pouco a negociar para Huang nesta viagem, mesmo se ele tivesse sido convidado.

Huawei preenche a lacuna

A questão mais séria para os investidores da Nvidia é o que a substitui na China.

A Huawei espera que a receita de chips de IA salte pelo menos 60% este ano, para cerca de US$12 bilhões, com o recente Ascend 950PR absorvendo a maioria das encomendas e entrando em produção em massa nesta primavera.

Grandes empresas de tecnologia chinesas correram para garantir chips da Huawei após desenvolvimentos recentes em software de IA.

Essa é a cautela estrutural para os detentores de Nvidia: o mercado chinês não voltará de forma significativa em 2026, e o ecossistema local está seguindo em frente sem a Nvidia.

A ascensão da Huawei importa menos porque altera um trimestre e mais porque dá à China um substituto doméstico em torno do qual continuar a construir.

Ações da Nvidia: por que Wall Street não está preocupada

Wall Street continua parecendo focada no negócio principal da Nvidia, não na ótica de Pequim.

Um consenso mostra 57 analistas avaliando a Nvidia como Strong Buy com preço-alvo médio de $269,17, enquanto outro mostra preço-alvo médio de $275,25.

O Goldman Sachs espera que a Nvidia registre um superávit de receita de cerca de US$2 bilhões no 1º trimestre fiscal de 2027, mas alertou que “o patamar para o desempenho superior das ações é alto às vésperas dos resultados”.

Patrick Moorhead, da Moor Insights & Strategy, foi ainda mais direto sobre vendas motivadas pela China, chamando-as de “irracionais” e uma “reação emocional exagerada”, ao mesmo tempo em que observa que a Nvidia já zerou a China em suas previsões.

Para investidores em NVDA, o verdadeiro catalisador de curto prazo vem em 20 de maio, quando a Nvidia divulga os resultados do primeiro trimestre fiscal de 2027, e os investidores terão uma leitura renovada sobre a demanda por Blackwell junto aos hiperescaladores dos EUA.